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Campo Grande, Terça-feira, 06 de Dezembro de 2016

10/12/2010 08:45

Suspeito acusa comerciante por triplo assassinato em Dourados

Ana Maria Assis
(Foto: S. Bronka)
Pereira afirma que não tem ligação com os três assassinatos, mas que o dono de um lava-jato em Dourados é o autor do crime.(Foto: S. Bronka) Pereira afirma que não tem ligação com os três assassinatos, mas que o dono de um lava-jato em Dourados é o autor do crime.

Indiciado pela morte de três pessoas, o empresário Júnior de Souza Pereira prestou depoimento ontem (9) em Dourados. Ele responde também por posse ilegal de armas das forças armadas de Israel, no entanto, a prisão de Pereira foi devido a mandado expedido pela Justiça do Paraná, por tráfico de drogas.

Acompanhado do advogado de defesa, o criminalista Isaac Duarte de Barros Júnior, Pereira foi interrogado pelo delegado Humberto Peres Lima sobre a morte de José Elio Lavandoski, do seu filho, Maicon Elio Marques Lavandoski e de Manuel Leal de Araújo.

Em relação ao porte ilegal de armas, a polícia de Dourados encontrou uma pistola calibre 9 milímetros de fabricação israelense, com pente municiado, um pente de pistola 380 e ainda mais vários projéteis do mesmo calibre, instaurando então o flagrante. A arma foi encontrada dentro de um berço, numa casa do pesqueiro, de propriedade do sogro de Pereira, onde mora com a esposa desde janeiro desse ano.

Interrogatório - Durante interrogatório o empresário negou qualquer participação no triplo homicídio e também no desaparecimento dos corpos das vítimas. Ele acusou ainda Marcos Aurélio, que é dono de um lava-rápido, na cidade, de ser o mandante do crime.

Segundo ele o crime teria sido motivado por uma dívida. Ele teria recebido de Manuel uma pick up Fiat/Strada como parte do pagamento da dívida de Acácio Aguero, com quem ele tinha negócios e que lhe devia cerca de R$ 45 mil. Pereira disse ao delegado que Manuel também devia para o Marcos Aurélio, que ficou sabendo da transação e resolveu receber a sua dívida.

Na tarde do dia 7 de setembro, uma pessoa identificada como Paulo, que é da família de Manuel, teria dito ao empresário, que ele havia saído para ir a um supermercado e depois iria ver um caminhão no Posto da Base, e não mais retornou. No dia seguinte Pereira teria ligado para Paulo para saber notícias de Manuel, sendo informado que ele ainda não havia aparecido.

Ainda em interrogatório Júnior disse que um mês depois desse episódio encontrou Dirceu Vasques, que é tio da sua esposa. Ele relatou que este aparentava estar drogado. Durante conversa, que ocorreu numa lanchonete que é de sua sogra, Dirceu teria dito ao empresário que o desaparecimento de Manuel não tratava de um golpe, afirmando que o problema estava bem perto dele.

“O Dirceu me disse que ele e o Zé Goré tinham participado de toda a ação a mando de Marcos Aurélio. Foi ele que tinha mandado matar Maicon e Manuel. Naquele momento não dei tanta importância porque ele estava drogado”, ressalta no interrogatório assinado por ele.

Ameaças - O empresário informou ainda que dias depois encontrou com Marcos, que confessou que a dívida de Manoel não se tratava de um financiamento e que com ele não tinha “pilantragem”. Pereira também contou que Marcos chegou a ameaçá-lo dizendo que se acontecesse algum problema com relação ao desaparecimento das vítimas ele seria responsabilizado. Marco teria usado a seguinte frase: “mandei fazer a horta no quintal da sua casa”. Diante das informações ele concluiu que os corpos estariam enterrados próximo ao pesqueiro do sogro dele, onde estava morando.

Passadas cerca de duas semanas, conforme Pereira, ele teria procurado Dirceu exigindo que este contasse tudo e mostrasse o local onde os corpos foram enterrados, o que ocorreu. No entanto, Pereira disse que não cavou a procura dos corpos, porque o local não parecia haver covas. Ele também disse que não procurou a polícia por temer novas ameaças de Marcos. “Me disse que se eu não tivesse problema com a polícia teria com ele”, ressaltou no interrogatório.

Ele acrescentou que Marcos escondeu os corpos próximo do pesqueiro onde morava, para que servisse de bode expiatório. O dono do lava-rápido, acreditava que o empresário estava criando obstáculos para que recebesse sua dívida.

Marcos Aurélio continua foragido. A polícia está à procura dele para que preste depoimento referente as acusações feitas por Pereira durante o interrogatório.

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