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06/08/2016 09:36

Dia da Cerveja. A cerveja artesanal é melhor que a industrial?

Mário Sérgio Lorenzetto
 Dia da Cerveja. A cerveja artesanal é melhor que a industrial?
 Dia da Cerveja. A cerveja artesanal é melhor que a industrial?

A primeira sexta-feira do mês de agosto é a data comemorativa do Dia Internacional da Cerveja. Data criada na Califórnia, expandiu-se para o mundo. Celebrações ocorrem em mais de 50 países.
É bem provável que a cerveja tenha sido inventada pelos antigos egípcios. Muito antiga, há estudos que a datam de 5.000 anos antes de Cristo. Equivale dizer que a cerveja tem mais de 7.000 anos de idade. Ainda que não esteja de todo comprovado que os egípcios a inventaram, não resta dúvida que foram eles que levaram a cerveja para o resto do mundo. São seus primeiros e maiores divulgadores. Do Egito à Grécia e a Roma. Do Império Romano aos povos germânicos, a cerveja ganhou força e importância comercial. Caiu no gosto das populações onde chegou. Até a Idade Média, quando mosteiros ganharam importância na produção de uma cerveja que passou a ser denominada "artesanal". Bem, na Idade Média, todas as cervejas eram artesanais. Fábricas existiam apenas para a tecelagem e uma incipiente "indústria" da mineração. O que há de novo na cerveja da Idade Média é o amargor do lúpulo.
Somente nos dois últimos séculos vimos a explosão da indústria cervejeira, especialmente com a aparição da lata e do barril de metal. Mas, mesmo com a supremacia da cerveja industrial, a artesanal sempre manteve seu nicho comercial.
Todavia, há quem compare a cerveja industrial com a artesanal. Ambas são ricas, mas pertencem a momentos gastronômicos diferentes. Alguns círculos "hipster" tentam converter a cerveja artesanal em um clube fechado. Os "iluminati" que sabem mais de marcas de cerveja que os enólogos de vinhos. Uma discussão prá lá de hermética e chata.
Uma cerveja artesanal não tem de ser melhor nem pior que a industrial. Simplesmente são duas bebidas distintas. A industrial é refrescante. Aliás, o melhor refresco da história mundial. Pode parecer estranho, mas é um refresco sem dúvida alguma. Um refresco filtrado, pasteurizado e gaseificado, como todos os demais refrescos. Já a artesanal é perfeita em harmonizações com determinados alimentos. Muito utilizada durante as sobremesas e suplantando alguns vinhos.
Dificilmente a industrial perderá seu espaço para a artesanal por dois fatores incontroversos: "enche" muito menos e é infinitamente mais refrescante. Talvez na Europa a artesanal ganhe mais espaço da industrial, fato que, efetivamente, ocorre em pequena proporção.
Por outro lado, dizer que a cerveja artesanal é um produto de melhor qualidade que a industrial é um erro que não se sustenta. Existem cervejas de má qualidade tanto artesanais quanto industriais. A questão real que determina a qualidade de uma cerveja está na qualidade da matéria prima utilizada e no rigor do processo de produção.

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O famigerado "correntão" retorno no Mato Grosso.

A cena é indescritível. Um trator ao lado de outro, e no meio, um correntão vai derrubando tudo que encontrar pela frente. Árvores nobres caem estrepitosamente, as sem importância econômica vão juntas. Árvores enormes e as pequenas. Tamanduás, onças e capivaras viram corredoras olímpicas se não quiserem ser ceifadas pelo famigerado.
Há 20 anos, após denúncias, lutas e muitas leis, os correntões retornaram ao vizinho Mato Grosso. Obra e graça da bancada ruralista de sua Assembleia Legislativa, ou melhor destruição sem graça de um bando de deputados como tantos que pululam pelos Estados brasileiros. Broncos com votos. Deveriam participar da modalidade "cara de pau", nas Olimpíadas dos Sem Juízo. A denúncia vem, em boa hora, de Daniela Chiaretti.

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Marson, o mais antigo medalhista olímpico brasileiro vivo.

Alberto Marson é o único remanescente da equipe brasileira de basquete que conquistou a medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de 1948, em Londres. Não equivoquem, Marson não foi o primeiro brasileiro a ganhar uma medalha olímpica. Antes dessa equipe de basquete, outra de tiro faturou três medalhas.
A equipe de tiro, em 1920, na Antuérpia, ganhou uma medalha de ouro, uma de prata e outra de bronze. Todavia, Marson vive. Aos 91 anos, foi parar em Londres com apenas 23 anos e, em condições precaríssimas conquistou a medalha sonhada. Londres era, à época, um palco de destruição, consequência da Segunda Guerra Mundial. A delegação brasileira foi hospedada em uma base militar distante e de difícil acesso. O chão era de terra batida. O campo era um gramado que contundiu nossos jogadores.
Marson vive em São José dos Campos. Totalmente lúcido, a ele deveria ter sido destinada a glória de acender a pira olímpica localizada na praça Mauá.

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