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29/07/2014 08:01

A chave desta eleição está na qualidade e não na quantidade

Mário Sérgio Lorenzetto
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A corrida eleitoral começa com um dado um tanto preocupante - de acordo com a última pesquisa do Ibope apenas 16% dos entrevistados apresentam muito interesse na próxima eleição. E pior ainda, esse pequeno interesse diminui mais ainda entre as camadas da população com menor renda e escolaridade. Pode ser o dado a revelar um contexto em que a eleição não ressalta diferenças significativas entre partidos e candidatos. Bem claro: qual a grande diferença entre Dilma, Aécio e Eduardo? Ou no Mato Grosso do Sul: dentre Delcídio, Trad e Azambuja há algum incompetente?

A verdade é uma só - o governo de FHC implantou uma agenda de desenvolvimento com controle da inflação e os dois governantes petistas implantaram políticas sociais de sucesso, reconhecidas mundialmente. As desigualdades diminuíram, ampliou-se o bem estar e os fundamentos econômicos funcionam muito bem, necessitando de poucos ajustes.

Como a verdade também é apenas uma no Mato Grosso do Sul - o governo petista implantou uma agenda de conquistas sociais, mas abriu uma enorme cratera de incapacidade administrativa, de organização e de desenvolvimento. Com o governo Puccinelli, as conquistas sociais se ampliaram. O desenvolvimento e a organização alcançaram patamares jamais imaginados.

Engana-se quem pensar esses dados revelam indiferença dos eleitores com a política. Revela mais um estado de espírito, de humor em que os candidatos escalados para o Planalto e para o governo do Estado ainda não conseguiram especificar uma clara agenda para os próximos anos. Em um contexto de razoável prosperidade, o interesse pela política diminui uma vez que as necessidades batem menos à porta. Por outro lado, aumenta a atenção para a qualidade dos governos. A grande questão que está posta é como melhorar a qualidade do serviço público prestado por governos aos cidadãos. Sai o "mais" - mais estradas, mais obras, mais escolas... e entra o "melhor" - saúde melhor, educação melhor, estradas melhores...

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Kitty Genovese: a infâmia do jornalismo e o telefone que salva vidas

Nem todo mundo conhece a versão original do “relato”, mas a moral por trás da história de Kitty Genovese acabou por se tornar uma lição para todos. Uma mistura de culpa da sociedade por não agir bem como a responsabilização de todos. O problema é que a história foi baseada em uma fraude. O problema começa com a falta de sinceridade daqueles que produziram a notícia. Kitty Genovese era uma jovem de 28 anos que trabalhava em um bar e morava no Queens e o fato de seu assassinato ter se tornado uma obsessão nos Estados Unidos é culpa de um jornalista do New York Times. Em 1964, dois homens confessaram ter cometido o mesmo crime em Nova York, o assassinato de Kitty, a questão que ganhou relevância não foi a morte da jovem, mas a suposta falta de ação por parte dos vizinhos que teriam escutado os gritos de socorro durante meia hora.

Duas semanas depois da morte de Kitty, o Times publicou uma matéria de primeira capa que não apenas tratava do assassinato, mas procurava criar uma grande sensação de culpa em todos: 37 pessoas que viram o assassinato e não chamaram a polícia. Desde então a história se tornou viral. A versão do Times sobre a morte de Kitty é o tipo de versão da realidade que serve para justificar uma teoria, ainda que a realidade seja outra. O estrago já estava feito. De teorias sociológicas a manuais de psicologia, com a “Síndrome de Genovese”, em que ninguém assume a responsabilidade sobre algum dano, passaram a ser difundidos.

Os fatos essenciais da versão revisada do caso são os seguintes, Moseley, o assassino, perseguiu Genovese em seu caminho para casa e atacou-a com uma faca. Kitty gritou e outro homem chamado Robert Mozer abriu sua janela e mandou Moseley parar, o que fez com que ele fugisse. Genovese, ferida, foi para a parte de trás de seu prédio e entrou em uma sala de espera. Moseley retornou, atacou-a novamente e a estuprou, fugindo antes que ela morresse. Na versão do Times, ela havia sido atacada três vezes e não duas, várias pessoas haviam visto o crime e não poucas, ninguém havia dito nada, no caso, Mozer gritou para Moseley, além disso, duas pessoas ligaram para a polícia e, quando a ambulância chegou, Genovese, ainda viva, ficou nos braços de uma vizinha chamada Sophia Farrar que saiu de seu apartamento em direção à cena do crime, sem saber que o assassino tinha fugido.

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Omissão até entre amigos

Uma das pessoas que efetivamente se omitiu na história foi Joseph Fink que, além de ter visto o primeiro ataque, estava próximo do segundo e não fez nada. Uma segunda testemunha omissa foi a de um “amigo” de Kitty, Karl Ross, que abriu sua porta no momento em que Moseley esfaqueava Genovese e se trancou no apartamento com medo. Especula-se que Ross acabou por telefonar para a polícia, mas que seu medo decorria-se do fato de ele ser gay em uma época que os gays sofriam ataques nas ruas e da própria polícia.

O fato de Kitty ser lésbica também acaba por ser negligenciado nas versões “originais” do caso. Moseley confessou ter matado Kitty e sua defesa tentou livrá-lo da prisão sob a alegação de insanidade. Ele acabou condenado e hoje, aos setenta e nove anos, é o preso mais antigo do sistema penitenciário de Nova York. Uma das poucas coisas boas que resultaram do crime e da história propositadamente apelativa foi a criação do sistema do “911”, um número de telefone que fosse fácil de ser lembrado por todos e para ser usado em caso de emergência. Em 1964, para chamar a polícia existiam números diferentes em cada vizinhança e nem sempre eles respondiam.

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A disputa mundial entre os aplicativos de mensagens já tem seus finalistas - Whatsapp, WeChat, Line e Viber

Engana-se quem pensa que a união entre Whatsapp e Facebook monopolizou o mercado de aplicativos de mensagens. Apps criadas na Ásia estão rivalizando com o Whatsapp. O WeChat, criado em 2011 na China, tornou-se o maior aplicativo do setor nesse país. No Brasil não para de crescer - 30 vezes em seis meses usando propagandas agressivas com Messi e Neymar. Hoje, mais de 355 milhões de pessoas usam o WeChat. Uma das vantagens do WeChat é a variedade de usos, os chineses marcam consultas no dentista, compram refrigerantes e enviam dinheiro a parentes.

Na cola do WeChat vem o Line e o Viber. Criado para facilitar a comunicação durante um terremoto, o Line tornou-se o app de mensagens mais usado pelos japonese e vem investindo na Europa e na Índia. O Viber foi criado no Chipre há três anos e foi comprado pela japonesa Rakuten, por estar presente em 193 países.

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2 de agosto: última data para municípios brasileiros acabarem com os lixões

Está previsto na Lei da Política Nacional de Resíduos Sólidos, mas a realidade é conhecida. A maioria das cidades ainda têm lixões. Conforme a CNM (Confederação Nacional dos Municípios), existem mais de dois mil lixões instalados no Brasil. Entre as responsabilizações previstas para quem não se adaptar à lei está o de crime ambiental. A CNM chegou pleitear junto ao Ministério do Meio Ambiente adiamento do prazo, o que não foi ainda respondido. Entre os argumentos da entidade está a subsistência dos catadores de lixo, cujo destino não foi definido.

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Brasil é o décimo mais atraente para energia renovável

É o que demonstra estudo da consultoria empresarial EY. As principais indicações são para energia eólia e solar, que fizeram o país subir duas posições no ranking denominado Renewable Energy Country Attractiveness Index. O ranking é apresentado trimestralmente e integra 40 países. Pela avaliação da EY, a energia eólica vai liderar os investimentos no Brasil, mas o interesse por energia solar é crescente.

Hoje, o financiamento está entre os principais obstáculos para a exploração deste tipo de energia. Pelas exigências do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), 60% dos equipamentos devem ser fabricados no Brasil. O condicionante para liberar recursos limita a atração de empresas para explorar este modelo de oferta de energia, ainda que a instalação de parques solares seja operação rápida.

Quando à energia eólica, o Brasil ocupa a sétima posição na atração de investimentos e está em décimo na colocação de aportes em usinas termossolares. Está, ainda, na décima quinta posição em investimento em usinas solares fotovoltaicas.

Seguem os 15 primeiros colocados do ranking:

Estados Unidos

China

Alemanha

Japão

Canadá

Reino Unido

Índia

França

Austrália

Brasil

Coreia do Sul

Itália

Chile

Bélgica

Holanda

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Despesas totais com saúde no Brasil

O Brasil gastou R$ 438,2 bilhões com a saúde no ano passado. O setor público foi responsável por R$ 206 bilhões, montante representa 47% do PIB (Produto Interno Bruto). A outra parte, de R$ 232,2 bilhões ficou a cargo da iniciativa privada. Os dados são do Painel Saúde em Números, divulgado ontem pela Associação Nacional de Hospitais Privados. Os dados indicam que R$ 100 bilhões – ou seja, 2,2% do PIB – foram gastos com planos de saúde, enquanto que R$ 128 bilhões (2,7% do PIB) representam gastos particulares com saúde e medicamentos.

As despesas públicas per capita chegaram R$ 1.032 e as privadas maiores, foram e R$ 2.075. As despesas individuais, considerando os gastos com medicamentos e procedimentos, chegaram a R$ 639.

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