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08/02/2015 07:00

A desculpa da "dor de cabeça" já pode ser usada para namorados e maridos

Mário Sérgio Lorenzetto
A desculpa da dor de cabeça já pode ser usada para namorados e maridos

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Insuportável para quem a sente, imperceptível para quem vê de fora. Assim é a enxaqueca (migrânea para os médicos). Dores, muitas vezes fortes, podem ser acompanhadas por vertigens e chegam a levar a desmaios. Como resultado nessa pane no sistema, qualquer luminosidade excessiva ou pequeno esforço, torna-se atividade hercúlea. Para alguns só resta cancelar os compromissos e ir para a cama.

Entre as doenças neurológicas, a enxaqueca é a que mais leva pacientes aos médicos. Algo como 10% da população mundial sofre de enxaqueca. Só no Brasil são mais de 20 milhões de pessoas que sofrem com o problema. Entretanto, apenas há pouco a enxaqueca foi reconhecida como uma doença do cérebro e muitas questões ainda permanecem sem resposta. Ainda não existe, por exemplo, um exame de imagem ou de sangue capaz de identificar com precisão a enfermidade. O diagnóstico vem do exame clínico e dos relatos dos pacientes.

É nesse espaço vazio de mostrar "no papel", nos exames, que sobrevivem os resquícios de um passado no qual a enxaqueca era encarada como uma questão comportamental, uma espécie de "desculpa" inventada por pessoas frágeis, especialmente mulheres, para abster-se de suas atividades cotidianas e principalmente como uma forma de escapar da atividade sexual que o namorado ou marido deseja. Todavia, ligar a enxaqueca a uma "desculpa feminina" guarda um fundo de verdade: a doença é mais comum entre mulheres, em uma proporção de três mulheres para um homem. Parece que a questão está ligada a variações hormonais.

As coincidências entre o quadro clínico e o imaginário param por aí. Desde que a enxaqueca passou a ser tratada no âmbito neurológico, o que se sabe é que as dores narradas estão muito longe de ser meras desculpas. Se a medicina reconheceu a enxaqueca como enfermidade, resta ainda a sociedade, especialmente aos machistas de plantão, tomarem a mesma atitude.

A desculpa da dor de cabeça já pode ser usada para namorados e maridos
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O mínimo indispensável para uma entrevista visando emprego

Uma breve busca no Google garante que, em termos de criar má impressão em uma entrevista de emprego, o pior é chegar atrasado, suando em bicas e com uma argola no nariz. Segundo estudo da University Iowa, o ponto individual mais importante em uma entrevista - em especial para mulheres - é um aperto de mão firme mostrando confiança.

O primeiro sinal de profissionalismo é a pontualidade, e não ficar atrapalhando as pessoas com adiamentos ou cancelamentos. Vista-se bem, organize seus argumentos para convencer da necessidade da empresa ou órgão público te contratar e não de tua necessidade de ser contratada e tenha uma boa entrevista.

A desculpa da dor de cabeça já pode ser usada para namorados e maridos
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Salário e estabilidade são os maiores atrativos para os funcionários

O planejamento de carreira nas empresas e órgãos públicos tem deixado a desejar tanto na percepção dos seus funcionários como na das próprias companhias e órgãos públicos. Essa é a conclusão de duas pesquisas realizadas pela consultoria Towers Watson. A primeira compilou informações de 32 mil profissionais em 26 países, entre eles o Brasil. Já a segunda foi conduzida com 1.637 chefes de 31 países.

Na comparação entre as duas, percebeu-se uma falta de sintonia entre o que empregadores pensam ser os principais fatores de atração para seus quadros e o que os empregados consideram os maiores chamarizes. Chama a atenção que, globalmente, o salário-base é o item mais importante para quem é contratado, seguido de estabilidade no emprego. Na visão de quem emprega, as prioridades são outras: as oportunidades de progresso na carreira aparecem em primeiro, salário-base em segundo e trabalho desafiador em terceiro. Estabilidade no emprego, na visão dos chefes, surge somente no sétimo posto.
Esse descompasso tem provocado a insatisfação dos profissionais. O mercado tem se mostrado volátil. Nos últimos dois anos, a rotatividade tem sido muito grande. Segundo a consultoria, 41% dos empregados afirmam que teriam de sair do emprego em que se encontram para alcançar um cargo mais alto.

 

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