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08/05/2016 09:00

A mãe de todos

Mário Sérgio Lorenzetto
A mãe de todos
A mãe de todos

Muitas crianças indígenas viveram, e ainda vivem, em comunidades complexas onde crescem com uma intimidade mais profunda com suas mães. Muitas delas passam os primeiros meses de vida quase que exclusivamente nos braços das mães. Também há um senso de comunidade muito estreito, na prática, algumas crianças indígenas tem muitas cuidadoras. Os valores são coletivos e não individuais. Para elas, compartilhar é um princípio fundamental.
Para os awás, povos que vivem na fronteira do Maranhão com o Pará, as mães tem o mesmo status do homem. Esse é um importante diferencial.
O conceito "mãe", para os awás, se refere não só a quem lhes dá a vida, alimento, refúgio e amor, mas também aquela na qual vivem, que é seu lar: a mãe selva, a mãe montanha, a mãe rio. A mãe que lhes garante o sustento material e espiritual. São vínculos potentes, duradouros e envolvem trocas. A selva lhe dá o sustento, mas as mães retribuem.
Além de seu próprios bebês, as mulheres awás dão de mamar a filhotes órfãos de macacos. Quando crescem o suficiente, vão para as árvores, mas seus cânticos serão sempre ouvidos por suas mães humanas.

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Quem é o verdadeiro predador dos mares?

O número de ataques de tubarão foi recorde em 2015. Foram registrados 98 ataques em humanos, com seis mortes no mundo. Apesar da imensa má fama, ainda é mais fácil morrer atingido por um raio do que do ataque de tubarão. Em verdade, quem deve temer é o tubarão. Por ano, cerca de 100 milhões deles são mortos por humanos que o pescam.

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A educação de um menino nos tempos de Jesus.

A escolarização dos meninos era uma das obrigações mais importantes do pai. Alguns séculos antes de Cristo, o pai era o professor. Um século antes de Cristo, a educação havia avançado, existiam várias escolas no território onde hoje é Israel e chegaram a fundar escolas até para os meninos órfãos. A finalidade da educação escolar não era a busca por melhoria social ou a aquisição de um ofício - ensinar um ofício continuava sendo missão paterna. O maior objetivo da educação era o ensinamento das leis judaicas para que o menino tivesse um comportamento moral correto. Iam para a escola aos cinco anos. Aos dez anos, começavam aprofundar os estudos ouvindo comentários dos sábios a diversas passagens bíblicas. Naquela época ainda não haviam inventado as vogais na língua dos hebreus. Os estudantes tinham de ouvir com muita atenção aos professores para captar a pronúncia correta de cada palavra.
A escola funcionava no salão principal da sinagoga, com bancos de madeira que eram retirados na hora das orações. As aulas começavam pela manhã, paravam na hora do almoço e recomeçavam no início da noite. As aulas ocorriam todos os dias da semana, inclusive aos sábados (os judeus não trabalhavam aos sábados). O número máximo de meninos por sala de aula era de vinte e cinco. Quando se superava essa cifra, um assistente passava a ajudar o professor.
As meninas não iam à escola. Eram educadas pelo pai e pela mãe em suas casas. Antes da época de Cristo os professores não recebiam pagamentos pelos ensinamentos. Mas na época que Jesus viveu em Israel, os pais passaram a pagar pelos ensinamentos e para as crianças pobres criaram um fundo público para pagar os professores.




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