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03/12/2015 08:03

A melhor resposta de um político: porque estamos em 2015

Mário Sérgio Lorenzetto

Porque estamos em 2015.

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Foi uma das melhores respostas de um político neste ano. Após ter sido eleito chefe de governo do Canadá, perguntaram a Justin Trudeau porque ele tinha escolhido um governo com 15 mulheres, uma cega, um tetraplégico, um refugiado afegão e um sikh. Sem pestanejar, respondeu incrédulo: "Porque estamos em 2015!".

Na Alemanha, um dos homens mais poderosos, o ministro das finanças, Wolfgang Schauble, desloca-se em uma cadeira de rodas. Ninguém nota. Não é notícia. Não é relevante. Os britânicos tiveram um cego como um dos mais competentes ministros. David Blunkett ocupou várias pastas, mas foi como Ministro do Interior que se destacou. Manteve a Inglaterra segura e combateu o terrorismo, sem mostrar um sinal de fraqueza ou de incapacidade. Só precisava do cão guia, nada mais. No Brasil ainda há um forte preconceito. Infelizmente ainda estamos muito atrasados; na melhor das hipóteses estamos "distraídos" em relação a um assunto que não deveria ser pauta de nenhum órgão de imprensa neste século. Talvez ainda não enxerguemos o calendário no local onde está escrito "dezembro de 2015". Vamos discutir a construção de rampas de acesso nas calçadas para os cadeirantes. E nunca construí-las. Talvez consigamos convencer o "prefeito dos buracos" de que as rampas são apenas "buracos nas calçadas" cimentados. Basta transferir o buraco da rua para a calçada.Porque estamos em 2015.

Foi uma das melhores respostas de um político neste ano. Após ter sido eleito chefe de governo do Canadá, perguntaram a Justin Trudeau porque ele tinha escolhido um governo com 15 mulheres, uma cega, um tetraplégico, um refugiado afegão e um sikh. Sem pestanejar, respondeu incrédulo: "Porque estamos em 2015!".

Na Alemanha, um dos homens mais poderosos, o ministro das finanças, Wolfgang Schauble, desloca-se em uma cadeira de rodas. Ninguém nota. Não é notícia. Não é relevante. Os britânicos tiveram um cego como um dos mais competentes ministros. David Blunkett ocupou várias pastas, mas foi como Ministro do Interior que se destacou. Manteve a Inglaterra segura e combateu o terrorismo, sem mostrar um sinal de fraqueza ou de incapacidade. Só precisava do cão guia, nada mais. No Brasil ainda há um forte preconceito. Infelizmente ainda estamos muito atrasados; na melhor das hipóteses estamos "distraídos" em relação a um assunto que não deveria ser pauta de nenhum órgão de imprensa neste século. Talvez ainda não enxerguemos o calendário no local onde está escrito "dezembro de 2015". Vamos discutir a construção de rampas de acesso nas calçadas para os cadeirantes. E nunca construí-las. Talvez consigamos convencer o "prefeito dos buracos" de que as rampas são apenas "buracos nas calçadas" cimentados. Basta transferir o buraco da rua para a calçada.

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Existirá uma nova Ordem Mundial?

Cada civilização definiu seu próprio conceito de Ordem Mundial. Cada uma delas se via como o centro do mundo e considerava seus princípios como universalmente relevantes. Hoje, as relações se dão em uma base global, e os diferentes conceitos históricos sobre ordem mundial estão se encontrando. As mais variadas regiões do planeta participam das questões de alta política uma das outras, de forma quase instantânea.

O maior desafio do século XXI é o de construir uma ordem internacional partilhada em um mundo de perspectivas históricas divergentes, conflitos violentos, proliferação tecnológica e de elevado extremismo ideológico ou religioso. É um mundo ainda sem resposta à sua principal interrogação.

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Violência nota zero. As estratégias para vencer o bullying.

Após séculos de domínio dos "bullys" (valentões, em inglês), finalmente as sociedades do século XXI acordaram, e reagiram, contra os comportamentos agressivos nas escolas. O comportamento agressivo não se dá apenas no físico, mas também com palavras, caras ou gestos obscenos, espalhar rumores maliciosos, intrigas e excluir da sociedade. Um bom programa brasileiro que vem sendo aprimorado é o "Violência nota zero". Foi desenvolvido por Stelko Pereira e envolve capacitação de professores para lidar com violência escolar. É um programa que vem obtendo sucesso e já passou à segunda fase com o incremento de um vídeo de curta duração que discute situações de bullying. É um vídeo que encontra-se disponível gratuitamente. Clique aqui para ver o video.

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Os "quartos de guerra" da Toyota conseguem uma economia exemplar.

US$ 1 bilhão. Essa foi a redução de custos conseguida de abril deste ano até setembro pelas "obeyas", os "quartos de guerra" da Toyota. Durante esse período a venda de automóveis da marca japonesa caiu quase 200 mil unidades quando comparada às vendas do mesmo período de 2014. Apesar de queda tão expressiva na vendagem, o lucro da empresa atingiu US$ 5 bilhões (aumento de 14%). Esses "quartos de guerra" são salas amplas onde discute-se todas as possibilidades de cortar despesas de manufatura. São muito metros de paredes onde são pendurados papéis informativos. Periodicamente, pessoas de diversos setores se reúnem nas salas para discutir tudo que pode ser mudado em cada peça, em cada setor, em cada departamento, para diminuir despesas. É um trabalho muito amplo, conta com muitos funcionários participando, é exaustivo e tenso, mas os resultados são exemplares.

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Uma geração de universitários mimados?

Ideologicamente há um fosso entre universitários brasileiros e anglo-saxões. Os daqui ouvem e estudam as ciências sociais tomando como base, na maioria das faculdades, o marxismo. Seus pares ingleses e norte-americanos raramente ouviram falar na existência de Karl Marx, tendem a aprender um conservadorismo extremado. Se não se aproximam no campo ideológico, no psíquico, agem como assemelhados. Tudo muito diferente do mundo universitário chinês. No país governado por comunistas, o processo educativo proposto é o de perseguir metas e na área da psique não há jovens mimados - estudam como trabalham: com dureza, afinco e suor.

A que se deve tanta suscetibilidade dos estudantes de parte do Ocidente - brasileiros, ingleses e norte-americanos? Talvez, em parte à ortodoxia da manada. A cada pensamento diferente que lhes seja apresentado há uma forte reação, o medo à crucificação verbal por divergir da maioria. Mas, é mais provável, que seja uma geração de mimados. É verdade que hoje os jovens tenham dificuldade para conseguir trabalho nos três países - o desemprego ronda taxas entre 15% e 20% para os jovens - mas, seus pais tiveram a melhor qualidade de vida que já foi oferecida na história. Esses, relativamente, afortunados pais se esforçaram de uma maneira nunca vista para colocá-los nas faculdades e não ferir seus sentimentos para protegê-los do feio, do duro e do difícil da vida. A consequência tem sido o surgimento de uma geração de jovens, na casa dos 20 anos, psicologicamente ultrassensíveis, que detectam ofensas onde seus pais e avós não as teriam imaginado. Para muito além das diferenças ideológicas, uma gama de universitários, censura com base no que sentem. Seus sentidos e sentimentos são dominantes, acima da coletividade vem a individualidade, a lei que impera é a do menor esforço. A universidade está se tornando um mundo singular de facilidades, como se fosse um universo paralelo, onde tudo pode ser conquistado sem dureza, afinco e suor. Eles mandarão em seus países dentro de não muito tempo.

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