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01/07/2015 10:50

Cuba é o primeiro país a eliminar a transmissão do HIV de mãe para filho

Mário Sérgio Lorenzetto
Cuba é o primeiro país a eliminar a transmissão do HIV de mãe para filho

Cuba é o primeiro país a eliminar a transmissão do HIV de mãe para filho.

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Todo ano, cerca de 1,4 milhão de mulheres com HIV engravidam. Se não recebem tratamento, as chances de que transmitam o vírus ao bebê durante a gestação, o parto ou a amamentação variam entre 15% e 45%. É um grande desafio mundial conseguir romper esse círculo vicioso. E é justamente isso que Cuba fez, tal como reconheceu oficialmente a Organização Mundial da Saúde (OMS). A OMS considera que um país eliminou a transmissão materno-infantil do HIV quando registra menos de dois bebês infectados para cada 100 nascidos de mães portadoras do vírus. Cuba implementou nos últimos anos medidas como a assistência pré-natal precoce e exames de HIV tanto para as mulheres grávidas como para os futuros pais. Também oferece tratamento às mulheres cujos testes dá positivo e a seus bebês, além de fomentar medidas preventivas, como o uso de preservativos. Como resultado, refletido agora na certificação da OMS, Cuba registrou em 2014, apenas os casos de dois bebês que nasceram com HIV. Há outros seis países que estão na fila para obter essa certificação: Canadá, Estados Unidos, Porto Rico, Anguila, Montserat e Barbados.
(com informações do jornal espanhol El País)

Cuba é o primeiro país a eliminar a transmissão do HIV de mãe para filho
Cuba é o primeiro país a eliminar a transmissão do HIV de mãe para filho

As dificuldades e paradoxos da adoção de uma criança.

O Brasil criou, em 2008, o Cadastro Nacional de Adoção (CNA), uma lista com nomes de crianças aptas a serem adotadas e dos possíveis pais adotivos. Para que um casal entre nessa lista há a necessidade de uma longa investigação que pode levar de seis meses a um ano. Em abril o CNA elencava 5.700 menores disponíveis e 33.300 casais habilitados. Esse é o primeiro paradoxo, existiria mais de seis casais para cada criança a ser adotada. Mas essa é uma estatística ilusória. É um número falacioso.

Todos os internos em abrigos no país, estejam ou não livres para adoção somavam 184.800 crianças em abril, ou seja, apenas 3% das que residem em abrigos. Elas vivem nessas casas, denominadas abrigos, porque os pais morreram ou desapareceram, sofreram maus-tratos e foram afastadas dos pais pela polícia, os pais abandonaram os filhos, os pais são alcoólatras, usuários de drogas e desempregados. A lista dos motivos é tão extensa quanto são os problemas da humanidade. A partir do abrigo, o papel da justiça é tentar devolver essas crianças à família original. No segundo momento, a tentativa é de encontrar um parente diretos e indiretos dispostos a assumir a criação de netos, sobrinhos e primos.

Nos últimos anos, no entanto, o direito de família caminha para um fenômeno que muitos juristas denominam de "desbiologização da paternidade". Em outras palavras: o conceito de família, mais do que dos laços genéticos, derivaria do vínculo afetivo criado entre crianças e quem cuida deles. A adoção passou a ser entendida como uma forma diferente de ter filhos, mas em nada diferenciando do processo de criá-los, educá-los e amá-los. Mas, há outro paradoxo na adoção de brasileiros que ninguém quer falar e admitir: apenas 1.854 das crianças disponíveis são brancas. Na outra ponta, na lista dos possíveis pais adotivos, 46% dos pretendentes declaram não se importar com a cor da pele. Além do eterno e famigerado preconceito, há outro paradoxo - os candidatos que estão na lista desejam adotar apenas um filho (quase 80% dos pretendentes), mas 76% das crianças cadastradas têm irmãos, dos quais apenas 37% são passíveis de adoção, ou seja, são também inscritos no CNA. Administrar uma criança adotada cujo irmão não o foi pelo mesmo casal é uma situação difícil e não aceita pelos pais candidatos. Temem que o filho adotado se afaste em busca do irmão ou que o irmão se aproxime em demasia do filho adotado e o casal se veja no constrangimento de ter uma nova adoção indesejada.

O paradoxo mais difícil de ser equacionado é o da idade da criança. É uma realidade inescapável. A quantidade de pretendentes que aceitam crianças e adolescentes entre 7 e 17 anos corresponde a apenas pouco menos de 6% do total, enquanto os internos disponíveis para a adoção nessa faixa de idade representam quase 85%. A imensa maioria das pessoas quer bebê de até 1 ano, branco, sem doenças e sem irmãos. A realidade dos abrigados é outra.

Cuba é o primeiro país a eliminar a transmissão do HIV de mãe para filho
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As inovações na sociedade e a busca da felicidade.

A lógica do novo século é a da inovação permanente. Nossos computadores precisam ser trocados, nossos celulares são novos a cada ano e rapidamente mudamos o carro que adquirimos há poucos anos. A nova organização da sociedade torna tudo obsoleto e démodé muito rapidamente. Mas a inovação não está apenas no mundo econômico. A ideia do casamento gay era impensável para nossos pais; as mulheres assumirem o comando de seus países era algo absurdo; a escola sempre tinha seu bully (valentão) maltratando os mais fracos e as surras nas esposas e namoradas eram uma "questão de honra". Enfim, a lógica do novo século cria costumes e tecnologias e muda o mundo nos domínios mais diversos: da medicina à informática, do e-turismo ao consumo de massas.

Parece cada vez mais claro que a nova "febre do ouro" neste século é a busca da felicidade. Nem se tornar milionário e nem ser jovem eternamente, o que vale é ser feliz. Já existe um curso sobre como conquistar a felicidade na mais importante universidade do mundo. Harvard apresenta em seu currículo um curso que está empolgando os jovens. Ministrado por um doutor israelense, Tal Ben-Shahar, especialista em psicologia positiva que ele define como a "ciência da felicidade". Ele diz que a alegria pode ser aprendida como aprendemos a andar de bicicleta. O lema é "não é preciso ser perfeito para levar uma vida mais rica e mais feliz". O segredo da felicidade estaria em aceitar a vida como ela é, pois essa aceitação "o libertará do medo do fracasso e das expectativas perfeccionistas". Ben-Shahar apresenta sua lista para ajudar as pessoas a se sentirem afortunadas e contentes:

1.Perdoe seus fracassos. E mais: festeje-os.
2. Não veja as coisas boas como garantidas, mas seja grato por elas.
3.Simplifique, no lazer e no trabalho.
4. Aprenda a meditar.
5. Aprenda uma nova habilidade: a resiliência, a capacidade de enfrentar circunstâncias adversas e condições de vida difíceis e recuperar-se, saindo delas fortalecido.
6. Pratique esporte.

Cuba é o primeiro país a eliminar a transmissão do HIV de mãe para filho
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Drogas. Sai a cocaína, entra o Vivance.

A cocaína está em baixa nas universidades e centros de trabalho que exigem hiperatividade como Wall Street e City de Londres. Criaram "drogas de reforço do desempenho" como o Vivance, Adderal, Modafinil e Ritalina. Usadas para potencializar o trabalho e estudos, elas teriam o efeito de melhorar a concentração. Seus usuários dizem que "as exigências do trabalho aumentaram e as drogas preferidas evoluíram como resultado". Ainda não há uma medição precisa do número de usuários dessas novas drogas, mas o primeiro estudo nos Estados Unidos trouxe a informação de que 34% dos universitários já usaram pelo menos uma vez esses comprimidos. Na Inglaterra o número de usuários está estimado em 9% dos universitários e jovens trabalhadores do centro financeiro. Em geral os medicamentos permitem "trabalhar ainda mais, processar informações o tempo todo e dormir apenas quatro horas por noite", conforme John Hari um ex-jornalista do "The Independent" que é especialista em drogas. O mais preocupante é que os efeitos dessas drogas no uso continuado em longo prazo sobre a saúde mental ainda não são conhecidos. Mas todos sabem que a melhor maneira de reduzir o risco dos estudantes e jovens trabalhadores usarem esse tipo de droga é garantir horas de trabalho apropriadas, evitar pressioná-los excessivamente e proporcionar treinamentos eficientes.

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Porque os bilionários do mundo querem viver em Cingapura?

A Orchad Road é o centro de Cingapura. É nessa avenida que se pratica os principais esportes da cidade: comprar e comer. Cingapura é um pequeno arquipélago que constitui praticamente uma cidade-Estado de 5 milhões de habitantes vivendo em diminutos 710 quilômetros quadrados (Campo Grande tem pouco mais de 8.000 quilômetros quadrados). Em seus 50 anos de independência, passou de um miserável porto de pescadores a uma das economias mais vibrantes e ricas do mundo. Além de ser extremamente estável.

Eles dizem que existem dois segredos para tanto sucesso: educação e mistura de raças e classes sociais no mesmo bairro. Cingapura é o país com melhor desempenho na educação no ranking Pisa, da OCDE (luta pelos prêmios com a Finlândia e Shangai). Adotam um slogan que define seu conceito de misturar raças e classes: "Não há muros, não há portões". Suas soluções urbanas são copiadas em dezenas de cidades no mundo. Ainda que não verbalizem, a Prefeitura de São Paulo vem tentando seguir seus preceitos. Eles propuseram, no ato de sua independência, melhorar a qualidade de vida para uma base grande da população, e não apenas para os ricos. Essa é a "Carta de Fundação de Cingapura". Tem a ver com tratamento de água, transformar lixo em energia (Campo Grande esteve perto dessa solução que foi eliminada por um vereador), com a integração de serviços públicos e com a excelente educação nos bairros. Seus moradores entendem que a integração de pessoas de raças e classes sociais diferentes no mesmo bairro é o fator responsável pela coesão social e também pelo avanço econômico. Pensam que o fato que todos sintam que têm um interesse próprio no sucesso da cidade é determinante, não se trata de um contra o outro, mas sim de todos avançando juntos. Quase 90% da população vive em bairros integrados por vários grupos. Pessoas de mais baixa renda vivem junto de pessoas de classe média-alta. Não há comunidades muradas. Essa é a fonte, a base social de Cingapura (Campo Grande é um dos paraísos brasileiros da segregação social). As pessoas vão para as mesmas escolas, recebem educação de alta qualidade, independentemente de sua origem. A coesão do povo é sustentada por fatores inequívocos: todos possuem sua casa, seu trabalho e seus filhos recebem educação avançada. Tudo isso arrecadando apenas 17% do PIB, enquanto no Brasil os governos arrecadam 36% do PIB. E tem mais, a máquina pública é pequena, mas muito bem remunerada. Pagam salários de mercado, nem a mais e nem a menos, para os funcionários públicos. São bem pagos, mas têm de justificar seu emprego com base no mérito, no bom desempenho (é um dos melhores modelos de meritocracia governamental do mundo). Não toleram corrupção, seja ela pequena ou grande, a cadeia é imediata e há perda, sem retorno, do emprego. Nada é de graça em Cingapura, do hospital à escola. Pagam muito pouco, mas pagam tudo. Entendem que os serviços custam muito caro, e as pessoas precisam valorizar isso. A administração da coisa pública de Cingapura é como um excelente vinho, enquanto a de Campo Grande é como a água mofada.

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