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24/10/2016 07:05

New kids on the bloks. O apogeu da nova geração

Mário Sérgio Lorenzetto
New kids on the bloks. O apogeu da nova geração

Os millennials - jovens entre 19 e 35 anos - somam com os centennials - entre zero e 18 anos - mais de 4 bilhões de pessoas no mundo. Em poucos anos serão a força mais transcendente do planeta, com quase 60% da população mundial. Desde há anos muitos estudos tentam catalogá-los, surge, agora, um trabalho bastante completo intitulado "New kids on the bloks. O apogeu dos millennials e centennials". É um trabalho de fôlego realizado por várias instituições e empresas sob a liderança do Bank of America Merryl Lynch. Discute como essas duas gerações pensa o consumo, finanças, a tecnologia, a educação - a vida, enfim.

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New kids on the bloks correm o risco de ser mais pobres que seus pais

Eles recebem algo como U$ 21 bilhões anualmente, 35% da renda mundial. Aproximadamente 88% deles vivem em mercados emergentes como o Brasil. Mais de 90% deles possuem um celular. Parecem ricos? Mera ilusão. Correm o risco de ser mais pobres que seus pais e desfrutar condições de vida piores. O desemprego está presente na vida de parte significativa deles. Ser jovem resulta uma vida dura e dependente.

Esses jovens, sobretudo as meninas, entre 13 e 20 anos, sentem que vivem em um mundo em permanente conflito. Uma sociedade violenta e injusta, mas que devem reagir contra ela. É importante que entendam que são esses jovens os primeiros a efetivamente reagir contra o sistema político e corporativo. Algo que terá impacto duradouro na economia e na política. Pode-se entender que a aversão dos jovens brasileiros nestas eleições não é tão simples como divulga a mídia (cansaço com corrupção).

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New kids on the bloks são cidadãos do mundo e não aceitam o "vício" do trabalho

Eles não querem ser viciados em trabalho, nem endividar-se para toda a vida e também não aceitam viver pouco tempo com seus filhos por causa do emprego. Pelo contrário, entenderam que deixou de existir o "conhecimento para toda a vida" e que estão obrigados a reinventar-se constantemente. Consideram-se cidadãos do mundo. Estão perdendo a cada dia as amarras com a ideia de pátria. Serão a geração mais tolerante da história tanto na orientação sexual como na religiosa. Tem uma mente mais aberta do que podemos imaginar. Apesar dessa posição, o mundo é para eles menos um paraíso e mais um pesadelo.

Tem esperanças em melhorias, mas sentem medo e ansiedade. Há um dado assustador nesse estudo: nada menos de 17% dos jovens na escola secundaria já pensou seriamente em suicídio. Vivemos em uma era com as taxas mais elevadas de suicídios da história. Há no fundo, a certeza da fragilidade.

New kids on the bloks. O apogeu da nova geração
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New kids on the bloks e a relação com a tecnologia

Nada menos que 56% de jovens entre 16 e 22 anos responderam às pesquisas que preferem perder o sentido do olfato do que o acesso ao computador e ao celular. Pôde-se afirmar que nasceram com um celular nas mãos. As redes sociais são uma forma de vida para eles. Comunicam-se instantaneamente com mensagens e emoticons. Não se recordam que um dia o mundo não estava tão conectado.

Seu lema é: "nenhuma paciência com a perda da conexão". Creem que o Facebook é algo anacrônico, algo usado por seus tios e avós. Preferem Snapchat, uma plataforma onde as imagens desaparecem depois de vê- las. Talvez essa seja a resposta para a perda de capacidade de concentração do humano. No ano 2000 era de 12 segundos. Hoje, caiu para 8 segundos. A vida transcorre em um flash, a comunicação se dá pelos youtubers e o mundo, que nunca dorme e nem para, gira ao redor não mais do sol, mas sim gira ao redor da mais alta tecnologia. Acreditem, 83% deles dorme com o celular ao lado e os consultam 45 vezes ao dia. Preferem o celular de última geração a ter uma carteira de habilitação.

Eles têm quase nenhuma relação com as marcas de mercadorias. As raras sereias ouvidas são a Apple, Nike, Sony, Microsoft e até há pouco, a Samsung.

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