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20/02/2016 07:45

O Brasil só fala de Miriam. A do Lula e a do FHC

Mário Sérgio Lorenzetto
O Brasil só fala de Miriam. A do Lula e a do FHC

Impeachment? Nem lembro. Crise econômica? Está aí para não sair. Sérgio Moro e suas cópias mal postadas? Saíram de cena. São Paulo e Corinthians? Só para fanáticos de carteirinha. O Brasil foi tomado pela Miriam.

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As duas ex, coincidentemente, se chamam Miriam. Ambas trataram da mesma questão. A Cordeiro, contratada pela campanha de Fernando Collor, acusou o petista de propor aborto na gravidez da filha Lurian. A Dutra, relata agora, em entrevista à Folha de São Paulo, que o tucano teria bancado dois abortos.

São óbvias "tretas" políticas que ferem e machucam os envolvidos. Que aguilhoam suas biografias. Mas asfixiam os filhos dos relacionamentos não registrados em cartório. A filha do Lula é do Lula, ainda que negada na gravidez. Tema de dramalhão misturado com filme de horror é o filho do FHC com a Miriam - dois exames de DNA negativados. A cabeça do rapaz deve ter entrado em parafuso.

Sem dubiedade na palavra. É pau na Miriam de todos os lados. Pau na Cordeiro, que de cordeiro só tem a pele de loba. É pau na Dutra, que pegou a via Dutra e foi parar em Barcelona. Mas pau mesmo, de verdade, bate no lombo dos dois. Do "sapo barbudo" e do "Príncipe dos Sociólogos". No Brasil dos amores fluidos, poucos se lembram que Miriam virou sinônimo de amante. O pau que canta no lombo dos dois é devido ao aborto. Em época de Zika-aborteira, não podíamos ficar sem o dramalhão estilo Nelson Rodrigues. Que o diga Xico Sá: não botarei minha colher rasa nessa parada.

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Do sonho de medalhas olímpicas à realidade da crise.

O sonho: O Brasil Medalhas, plano do governo para chegamos em décimo lugar no quadro de medalhas das Olimpíadas, teria recurso extraordinário de R$1 bilhão em cada ano depois que foi anunciado no dia 13 de setembro de 2012. No telão do anúncio surgiram as linhas de repasse: o "Bolsa Atleta Pódio" e o "Bolsa Técnico", além da garantia de apoio a equipamentos e material esportivo, treinamento no Brasil e no exterior e participação em competições.

Parecia que chovia dinheiro para o esporte olímpico. Os aplausos foram efusivos. A maior parte, R$690 milhões, iria diretamente para os atletas. Outros R$310 milhões anuais, iriam para a construção, reforma e aparelhamento de centros de treinamento. Vinte e dois centros de treinamento seriam finalizados até 2015 e seriam parte importante do legado das olimpíadas. A chuva era de verão. Passageira.

Os recursos que eram disponibilizados antes do Brasil Medalhas: Os recursos para o esporte já vinham aumentando desde os anos de bonança dos governos Lula. O Bolsa Atleta, em 2010, distribuiu R$20 milhões. No final do primeiro mandato de Dilma, já alcançava a marca de R$ 181 milhões. A lei Agnelo/Piva (2% das loterias), repassava R$167 milhões em 2010. Foi a R$317 milhões em 2014. A mais recente, Lei de Incentivo ao Esporte, que atrai empresas interessadas em colaborar com os esportes, com o valor doado descontado do imposto de renda, entre 2010 e 2013, pôs à disposição R$ 140 milhões por ano.

O Tribunal de Contas da União montou um mapa do dinheiro no esporte olímpico nacional chegaram à cifra de quase R$4 milhões investidos no esporte de alto rendimento entre 2010 e 2012. Cerca de 70% do total - R$2,7 bilhões - haviam saído dos cofres federais.

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Os centros de treinamento.

Ao longo dos últimos quatro anos, o governo federal produziu pelo menos quatro listas que estabeleciam os centros de treinamentos. Dos 22 centros anunciados, apenas 5 foram inaugurados no prazo determinado: três em São Bernardo do Campo (SP) - Atletismo, Ginástica Artística e Handebol; um na Bahia - judô - e o ultimo em Foz do Iguaçu (PR) - Canoagem. Além desses, estão em obras: em Barretos (SP) - Hipismo; em Cascavel (PR) - outro para Atletismo; em Londrina (PR) - Ciclismo. Por último um Centro de Formação Olímpica do Nordeste, localizado em Fortaleza.

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Rir para não adoecer e restringir a dor.

Apenas três coisas podem realmente fortalecer o humano contra as tribulações da vida: a esperança, o sono e o riso. Não resta dúvida que o riso é um exercício corporal de valor para a saúde. Os cientistas admitem, mas não sabem muito bem como o benefício do riso ocorre encontram dificuldades para comprovar a relação do riso com a saúde. Estudiosos do humor, chamados gelotólogos (do grego "gelos" - riso), diferenciam até 2.500 expressões de humor.

O principal empecilho para conhecer mais sobre o assunto é o fato de que as consequências da gargalhada duram pouco mais que alguns segundos. Os efeitos que se seguem ao riso assemelham-se a sua manifestação física - os músculos contraem-se, os batimentos cardíacos aceleram-se e aumentam a pressão sanguínea. Há mais de 50 anos, os cientistas sabem que o corpo permanece relaxado até 45 minutos após o riso. Sabe-se também que a concentração do hormônio do estresse, o cortisol, no sangue é reduzida quando as pessoas estão alegres.

Como um nível sempre elevado de cortisol comprovadamente enfraquece a defesa imunológica, é possível considerar que o riso auxilia na proteção contra doenças. A sensibilidade à dor também é reduzida. Isso pode ser atribuído à liberação de endorfinas, que desencadeiam sentimentos de prazer no cérebro, bloqueando a transmissão de estímulos dolorosos. Todavia, pouco tempo depois, tudo volta a ser como antes - pelo menos até que surja um novo ataque de alegria. O riso, ainda que por pouco tempo, auxilia o corpo a não adoecer e restringe a dor.

 

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