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23/12/2013 07:00

Popular ou eficiente? Uma verdade sobre transporte que incomoda

Mário Sérgio Lorenzetto
Popular ou eficiente? Uma verdade sobre transporte que incomoda

Uma verdade inconveniente sobre políticas públicas do transporte

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Todo político, independentemente da sua ideologia, vive o seguinte dilema: escolher por obras populares que agradem a todos e que geralmente são muito custosas ou pouco duradouras, ou por obras impopulares, que ninguém vai ver ou lembrar e que não promovem o político. Não se iludam. Poucos são os casos em que alguém encontra o “ponto ideal” entre visibilidade, retorno político e orçamento. Um dos pontos mais espinhosos das políticas públicas no país hoje é o trânsito.

O de São Paulo é um terror, o de Curitiba é impossível, o de Campo Grande tem piorado dia após dia. Quem consegue entrar no trabalho em horários alternativos – antes ou depois da hora do rush – acaba por ter um pouco de alívio, porém, ele é paliativo. Para resolver os problemas do trânsito não adianta construir múltiplas pistas como em Brasília ou o minhocão de São Paulo. Transporte público de qualidade é a solução, afirmam especialistas e políticos.

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Como fazer com que a classe média e os ricos passem a utilizar o transporte público?

Essa foi a questão que o ex-prefeito de Bogotá, Enrique Peñalosa tentou responder. A mobilidade nos países em desenvolvimento, segundo o ex-prefeito é um problema de igualdade. Não é tão simples fazer mudanças na cultura e na disponibilização dos meios de transporte. A igualdade deve ser pensada hoje em termos de economia de mercado. Sua proposta – que pode parece impopular – é a seguinte: um ônibus com 80 pessoas tem direito a um espaço maior na pista do que um carro com uma pessoa. O jeito mais eficiente de resolver o problema da escassez de espaço no trânsito, afirma Peñalosa, é usando o ônibus.

Ele reconhece que eles não são “sexys”, mas que esta seria a alternativa para países em desenvolvimento. Além disso, segundo seus dados, o ônibus disputa com os metrôs na capacidade de transporte, mas vence no custo, é muito mais barato de implementar. O problema se agrava em países em desenvolvimento. A disputa por espaço nos grandes centros urbanos é uma realidade. Um dos elementos do transporte público – geralmente negligenciado – são as calçadas. Os pedestres estão constantemente perdendo espaço para os meios de transporte neste ponto. Peñalosa afirma que esta é uma batalha muito difícil e que quase perdeu seu cargo por adotar políticas contra os carros.

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Ciclovias – política eficiente para mobilidade urbana

Outra política que o ex-prefeito defende são as ciclovias, há 15 anos ele construiu 300 km de ciclovias em Bogotá. Para ele, as ciclovias são um direito de todos. Seus argumentos estão pautados na igualdade formal, ou seja, todos possuem direito de trafegar nas vias-pedestres, ciclistas e motoristas. Até hoje, a prioridade foi dada apenas para pessoas que possuem carros. Por isso, o desafio é como distribuir espaço para o tráfego com diferentes meios de transporte. Suas propostas não estão focadas apenas no presente.

Ele alerta para o fato de que cerca de 80% das cidades, nos países em desenvolvimento, que existirão em 2060, ainda estão para ser construídas nas próximas quatro décadas. Porém, este não é um problema apenas para os países “classe média”. Os EUA precisam construir 70 milhões de casas nos próximos 40 ou 50 anos. Isso representa mais do que o número de casas que existem hoje na França, na Inglaterra e no Canadá reunidos. As cidades de hoje têm grande falhas e modelos melhores podem ser adotados para o futuro. Quais são os problemas das cidades hoje?

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É preciso dar prioridade a pessoas e não a automóveis

Cidades precisam ser pensadas para dar prioridade para pessoas ao invés de carros. Quais as propostas de Peñalosa? Que cada rua para carros possua uma equivalente, limitada para pedestres e bicicletas. Apesar de parecer fantasioso, foi isso que ele tentou implementar em Bogotá. Quando uma cidade ainda está por ser criada, é possível tomar esta decisão e a cidade pode crescer no seu entorno. A segunda proposta dele - milhares de quilômetros exclusivos para os ônibus. Sim, nenhuma das duas é popular, e os prefeitos apelam para temas complicados e inócuos, que nem uma só pessoa admite,de como fazer com que as pessoas troquem seus meios de transporte privados por públicos.

Por falta de competência e coragem política, os prefeitos lançam a decisão para os motoristas – abandonem seus carros e andem de ônibus ou o trânsito será a cada dia mais infernal. Não se tratam de medidas a serem tomadas da noite para o dia. Em 1950 a América Latina tinha 40% das pessoas nas cidades. Em 2010, 80% das pessoas moram em cidades.

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Vias verdes – proposta impopular e ousada

A última proposta de Peñalosa – talvez a mais impopular de todas – é a de que os governos deveriam comprar todas as terras no entorno das cidades e direcionar o crescimento para esses lugares mais distantes dos centros e construir “vias verdes” - as linhas de ônibus, parques e todos os instrumentos públicos modernos para esses novos bairros. As cidades que serão construídas nos próximos 50 anos vão determinar a qualidade de vida das pessoas, as decisões políticas do futuro precisam ser tomadas no presente.

Será que Campo Grande está seguindo o caminho certo neste tema? Existe coragem política do prefeito para resolver o primeiro dos problemas de trânsito da Capital que é a região da confluência entre a Avenida Afonso Pena e a Rua Rui Barbosa? Carros ou ônibus? Qual a decisão para as principais rotatórias? A da Avenida Mato Grosso com a Via Park se assemelha a uma roleta russa – quem trombará primeiro? São problemas comezinhos e de solução tardia. A questão maior é: qual o planejamento urbano necessita ser implementado para o século XXI?

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Popular ou eficiente? Uma verdade sobre transporte que incomoda

Windows Phone vai ganhar assistente virtual

A próxima atualização do sistema da Microsoft para smartphones, o Windows Phone 8.1 vai incluir uma central de notificações e um assistente pessoal acionado por comandos de voz, segundo. O anúncio da empresa foi feito na última semana por meio de reportagem do "The Verge", site especializado em tecnologia. As novidades serão detalhadas no evento para desenvolvedores programado para abril de 2014.

As novas capacidades do software, que equipa basicamente smartphones e tablets da Nokia, têm correlatos nos rivais iOS, da Apple, e Android, do Google.

Na versão futura, a central de notificações é ocorre por meio do gesto de deslizar o dedo de cima para baixo na tela do celular, tal qual é feito nos sistemas de rivais.

O software People Hub seria ainda mais integrado a serviços como Facebook e Twitter, além da implementação de um "mixer" para controlar, separadamente, o volume de aplicativos e do toque do celular.

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A resposta para o transporte não esta na infra-estrutura ou custos da mobilidade. A resposta é bem mais simples: cada m2 no centro tem preço. Afinal, o valor de um bem diferencia que tipo de uso ainda é viável e que tipo não mais é. Nos centros apertados da europa (onde todo mundo tem carro) a solução foi dado por meio do custo de ESTACIONAR. Que é carissimo. Assim, alguem que precisa transportar algo pesado usa o carro, mas se é para ir para trabalho (e deixar o carro 8 horas estacionado ocupando espaço publico) TODOS já perceberam que é melhor usar transporte publico. Que obvio: melhorou muito quando na decada de 90 os politicos perceberam que favorecer o carro não tinha mais jeito e ai sim implantaram transporte publico de qualidade, bicicletas para emprestar e mais. Exemplo a seguir...
 
Marcos da Silva em 23/12/2013 23:54:41
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