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29/05/2014 08:19

Vamos alugar o Pantanal: o Rio de Janeiro não é mais a capital do Brasil

Mário Sérgio Lorenzetto
Vamos alugar o Pantanal: o Rio de Janeiro não é mais a capital do Brasil

Não é especulação política ou bairrismo. É fato!

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Ainda que os cariocas não acreditem ou não queriam acreditar nisso, este é um fato consumado há algumas décadas. O problema não está relacionado aos turistas desavisados que confundem a geografia. E o problema já não é mais a Copa que, por mais que muitos não queriam, vai acontecer. A questão é como praticar esportes olímpicos aquáticos na Baía de Guanabara. Se, na Copa, eventualmente um ou outro gramado pode ter problemas, nas Olimpíadas as limitações serão ainda maiores.

Imaginem as competições de remo em que os atletas não apenas disputam entre si, mas precisam se livrar de todo tipo de lixo acumulado e, se alguém eventualmente cair do barco o destino vai ser necessariamente o hospital e más lembranças da “Cidade Maravilhosa”. Não se trata de especulação política, o Rio tem problemas sociais e políticos graves que precisam ser solucionados magicamente no intervalo de dois anos. Como a Baía é poluída? O velho problema habitacional é um dos pontos centrais, enquanto as favelas são movidas para perto de mananciais.

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Pedaços de gente, percalços e blefes à frente dos esportes

Logo, não adianta insistir apenas na questão ambiental sem sua dimensão política. A verdade é que dificilmente os cariocas vão solucionar todos os problemas em um período tão curto e, ainda que o governo federal fale em “blefe” por parte das autoridades que estão criticando os preparativos para as Olimpíadas, parece que quem está “blefando” são eles mesmos.

Um exemplo está no argumento de que as instalações que sediaram os jogos Pan-americanos poderiam ser reutilizados. Se for seguir o modelo do velódromo, demolido por não estar de acordo com os padrões olímpicos e com previsão de reconstrução de um novo que irá custar dez vezes o valor do original, alguma coisa está errada. O governo do Estado do Rio já emprestou US$ 1 bilhão do governo Japonês e do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) para projetos de limpeza da Baía, mas eles não tiveram qualquer sucesso.

Enquanto os projetos originais previam o tratamento de 80% das águas da Baía, estima-se que, atualmente, menos de 40% das águas tenham o devido saneamento. De acordo com os relatos de Lars Grael, a Baía é suja e fedorenta, e já encontrou pedaços humanos em quatro ocasiões enquanto velejava no local. De fato, questões ambientais podem estar relacionados com esportes Olímpicos. Em 2008, a China teve um problema com uma superpopulação de algas nas águas que iriam sediar os esportes Olímpicos. Enquanto eles usaram cerca de mil barcos para combater o problema, no Rio estão a utilizar cerca de uma dúzia de barcos para limpar a Baía. Como não necessariamente todos os esportes precisam ser concentrados em uma cidade apenas – nas Olimpíadas de Londres os jogos de futebol ocorreram inclusive na Escócia. Nossa sugestão é que os cariocas façam o aluguel por um preço razoável do Pantanal para sediar os esportes aquáticos em 2016. Nossa ex-capital do Brasil ainda que se conformar que deixou de ser capital e encarar os problemas para além da retórica e do saudosismo.

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Déficit habitacional caiu em MS, mas ônus do aluguel foi um dos que mais subiu

Ainda serão divulgados no próximo mês pelo governo de Minas Gerais, mas os dados, como levam em conta as informações da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio) do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) consideram todos os Estados. Com essa base de dados, o próprio governo federal já adota oficialmente o trabalho da FJP (Fundação João Pinheiro), que tem um raio-x da realidade habitacional brasileira. Por meio do estudo são elaboradas as políticas públicas relacionadas à habitação.

As últimas informações, quase inéditas porque são preliminares, consideram o período de 2011 e 2012 e assustam. No país, os primeiros resultados apontam que houve queda do déficit habitacional em 2012 na comparação com o ano anterior. Eram 5,8 milhões de domicílios em 2011 e 5,7 milhões no ano seguinte. Quanto a Mato Grosso do Sul, no primeiro ano de análise, o déficit habitacional chegava a 84.366 famílias, o que corresponde a 10,3% do total de famílias que necessitam de habitação. Também foi verificado que 10.252 famílias viviam em situação moradias precárias e 36.665 em coabitação – moravam com parentes, amigos, etc. Já 4.336 famílias estavam literalmente apertadas, espremidas no que os pesquisadores chamam de adensamento excessivo. Outras 33.119 eram agrupadas em outro dado preocupante, o tal ônus excessivo do aluguel.

Quando a análise passou a 2012, ano seguinte do estudo, o déficit habitacional em Mato Grosso do Sul havia caído substancialmente para 67.541 famílias, chegando a 7,7%. As habitações precárias eram a realidade de 7.133 famílias e 22.231 coabitavam. Até o adensamento excessivo caiu, chegando a 3.356 – mesmo que não seja pouco. O que subiu foi a quantidade de famílias pressionada pelos altos valores de aluguel, chegando a 34.821 em 2012. E assim foi por todo o país. Queda de déficit habitacional e aumento daqueles que pagam aluguel, compromisso que abocanha 30% da renda das famílias mais pobres. O índice da Fundação João Pinheiro considera somente os agrupamentos familiares que ganham até três salários mínimos, ou seja, R$ 2.172.

O aluguel dispõe de 2,6 milhões de unidades habitacionais por todo o país e, sozinho, perfaz 45,9% do déficit habitacional brasileiro. Só perde para a coabitação, que fica com 1,8 milhões de domicílios. Quanto ao aluguel, o preço sobe e sobe com força, pressionando ainda mais o orçamento. No período compreendido entre janeiro de 2008 até abril de 2014, o valor médio do aluguel subiu 96,8% no país, como demonstra o índice Fipe-Zap. O percentual fica bem acima da inflação do período, que foi de 42,9%, medida pela IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo).

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Economia com etanol chega a R$ 430 mi/ano e combustível reduz pressão na saúde pública

O etanol continua como a principal fonte de combustível alternativo à gasolina e é por isso que a economia é tamanha. Ontem, a presidente Dilma Roussef enviou ao Congresso a medida provisória que prevê o aumento da participação do biodiesel de 5% para 6% a partir de 1º de julho, e para 7% a partir de 1º de novembro. O Brasil foi precursor do uso do biocombustível originário do bagaço da cana, mas foi superado em 2011 pelos Estados Unidos e no ano passado pela União Europeia, que está investindo em novas frentes de produção, como o bagaço da azeitona.

Como pioneiro, o Brasil incentivava o uso pelos europeus de combustível feito por fontes alternativas, como o milho. Enquanto a Europa fez a lição de casa e aumentou em 16 vezes a produção, os brasileiros estagnaram e, agora, o principal motivo para o envio da medida que aumenta a adição ao diesel é a redução das importações. Do outro lado do Atlântico, a tecnologia é firme, mas no Brasil houve falta de dedicação às pesquisas que tinham como base a mamona, a palma e o pinhão manso. A própria presidenta admitiu que não se chegou à produção do biodiesel de soja.

Se por um lado é esperada a redução da dependência da importação do diesel, por outro, a prova de que a base do etanol está consolidada é franca. A pesquisa “Cenários de mudança no perfil de consumo do etanol/gasolina e impacto epidemiológico estimado em saúde”, do pesquisador Paulo Saldiva, médico e professor da faculdade de Medicina da USP aponta que, além do ganho econômico, há vantagens para a saúde com redução da quantidade de mortes e internações ocasionadas por doenças respiratórias e cardiovasculares.

Na observação dos 12 meses de 2009, se todos os veículos do país circulassem com gasolina aditivada com 25% de etanol anidro, sem o etanol hidratado utilizado nos carros flex, esse adicional seria de R$ 280 milhões por ano. Na construção de uma terceira hipótese, em que fosse mantido o mesmo nível de participação de etanol, de 31% da matriz nacional de combustíveis, o País, poderia ter uma economia adicional de R$ 68 milhões anuais nas despesas com saúde. A pesquisa considerou os principais centros urbanos do país. Foram avaliados os cenários em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Vitória, Salvador e Recife. Juntos, os municípios concentram mais de 50% da população brasileira.

Caso usassem somente gasolina, a quantidade de internações por problemas respiratórios e cardiovasculares nos principais centros urbanos do País aumentaria em 9.247 e o de mortes, 1.384. Usando somente gasolina com 25% de etanol anidro, os números cairiam para 6.553 internações e 856 mortes. E, na terceira hipótese, mantendo-se o nível de participação do etanol na matriz de combustível em 2009, haveria uma redução de 505 internações e de 226 mortes por ano.

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Salário mínimo do trabalhador aumentou 1.019,2% nos 20 anos de plano real

O percentual foi encontrado em estudo realizado pelo Instituto Assaf para avaliar o impacto do plano econômico no bolso do brasileiro. Em julho, o plano real completa 20 anos e o ganho, segundo o instituto, se for considerada a inflação do período, o ganho passa a ser de 146%. O dragão da inflação corroeu os reajustes. Em 1994, o salário mínimo era de R$ 64,79 e hoje é R$ 724.

Os números, avaliados pelo professor de economia da Faculdade Presbiteriana Mackenzie Rio, Marcio Pereira Nunes, chegam diferentes para os leigos. Ele diz que o mesmo com o desconto da inflação, um ganho de 146% ao ano é significante, que a “alta em 20 anos significa um reajuste de 4,60% ao ano, mais a reposição da inflação, não é nada mal para os padrões brasileiros”. Ainda segundo o professor, “trata-se de ganho real de poder de compra acima do reajuste de preços no período. Neste caso, podemos dizer que o plano trouxe aumento de poder aquisitivo da população como um todo”, explica o especialista. E não foi só o ganho. Nessas duas décadas, conforme o professor, o PIB (Produto Interno Bruto) per capita com base em 2010, demonstra uma expansão da produtividade para todo o período de 32,40%.

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Cristiano Ronaldo, o jogador mais comercializável do mundo

Quem pensa isso são 6,5 mil pessoas ouvidas em 13 mercados internacionais em um montande de 1,5 bilhão de em mais um daqueles estudos, este batizado de Celebry DBI. O jogador do Real Madrid bateu o record de 17 gols na UEFA Champions League, encerrada no último sábado (24). Entre os ouvidos, 83,87% afirmaram conhecer o trabalho do português. Atrás ficaram o argentino Lionel Messi, (76,7%) e Gerard Piqué (58,08%), da Espanha. Com 53,3%, Neymar ficou em sétimo.

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