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    Emanuel Steffen - www.mayel.com.br


05/08/2013 08:00

Conheça os principais produtos de Renda Fixa

Emanuel Gutierrez Steffen

Amigos leitores, agora que já sabemos a diferença existente entre produtos de renda fixa e renda variável, chegou a hora de conhecermos um pouco mais dos produtos de investimentos em si. Esta noção geral permite que você visualize de maneira mais abrangente as oportunidades existentes, possa definir um rumo em seus investimentos, ou ainda decidir sobre qual produto vale mais apena se aprofundar. As informações a seguir são da enciclopédia livre Wikipédia, o material retirado está bem simplificado para fácil entendimento. Podemos citar como investimento em Renda Fixa a Caderneta de Poupança, o Certificado de Depósito Bancário (CDB), as Letras de Câmbio, as Letras Hipotecárias e os Títulos Públicos (LTN, LFT ou NTN), e os fundos de Investimentos em Renda Fixa. Vejamos agora uma breve introdução sobre cada um deles:

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Caderneta de Poupança: Modalidade mais tradicional e conservadora do mercado. Permite ao investidor aplicar pequenas somas com rendimentos a cada 30 dias. Até 04 de Maio de 2012, a remuneração era composta por TR (taxa referencial) da data de aniversario da aplicação + 0,5% ao mês. Os montantes aplicados após esta data passaram a ser calculados da seguinte forma: sempre que a Selic for menor ou igual a 8,5%, o rendimento da poupança deixará de ser 0,5% ao mês mais a Taxa Referencial (TR) e passará a ser 70% da Selic (taxa básica de juros) mais a TR. A caderneta de poupança é uma aplicação pós-fixada. Os ganhos são isentos de imposto de renda, mas se o aplicador resgatar antes da data de aniversario da aplicação perde toda a rentabilidade do período (do montante resgatado e não do saldo).

O risco da poupança está diretamente associado ao banco que faz a captação desses recursos, pois o investidor, na verdade, está emprestando dinheiro ao banco captador, embora exista a garantia do FGC - Fundo Garantidor de Crédito - até o limite de R$ 250.000,00 por CPF e por instituição.

Certificado de Depósito Bancário – CDB: É um título de crédito (captação) emitido por bancos (comerciais, de investimento, desenvolvimento e múltiplos) que tem por objetivo captar recursos de investidores, passando posteriormente esses aos clientes na forma de empréstimos. Os CDBs consistem em um depósito a prazo determinado com rentabilidade prefixada ou pós-fixada. Todos os CDBs que contam com registro estão depositados na Cetip. Os prefixados tem sua rentabilidade expressa em taxas de juros e os pós-fixados são atrelados a algum índice (TR, TJLP ou TBF) como correção, mais taxas de juros referentes ao ano, com prazo mínimo de um mês. Os CDBs não podem ser prorrogados, mas renovados de comum acordo, havendo nova contratação. O CDB tem a garantia do Fundo Garantidor de Crédito – FGC (R$ 250.000,00 por CPF/CNPJ para cada instituição).

Títulos Públicos: São papéis emitidos pelos poderes públicos federais, estaduais ou municipais. Um dos principais objetivos dessa emissão é para os governos poderem financiar as suas dívidas, pagando remuneração com taxas prefixadas ou pós-fixadas. As instituições financeiras interessadas compram esses títulos, emprestando recursos aos governos e colocam esses papéis nas carteiras dos fundos de investimento, remunerando o investidor. Os riscos dos títulos públicos é o risco dos governos não honrarem os compromissos assumidos.

NTN – Notas do Tesouro Nacional : São títulos pós-fixados (com exceção de NTN-F descrita a seguir), que podem ter uma remuneração através de uma taxa de juros fixa + um índice de correção específico, (TR, TJLP etc.) São títulos nominais. NTN-F – Notas do Tesouro Nacional Série F - Títulos prefixados, rentabilidade conhecida no momento da aplicação. LTN – Letras do Tesouro Nacional – Títulos prefixados, rentabilidade conhecida no momento da aplicação. LFT – Letra Financeiras do Tesouro - Títulos pós-fixados e remunerados pela taxa, acumulada no mercado, SELIC.

Tesouro Direto: Recentemente se abriu a qualquer pessoa física a compra através da Internet. Limite mínimo para investimento é de R$ 100,00 e o máximo de R$ 400.000,00 por mês. Acesse: https://www.tesouro.fazenda.gov.br/tesouro-direto

Letras de Câmbio: Títulos emitidos como instrumento de captação de recursos destinados ao financiamento de bens e serviços (CDC – Crédito Direto ao Consumidor), podendo ser com taxas prefixadas, pós-fixadas ou flutuantes.
Letras Hipotecárias: Papéis emitidos para captar recursos para o financiamento imobiliário, com juros prefixados, pós-fixados ou flutuantes, contam com garantia do FGC (Fundo Garantidor de crédito). Lastreado em créditos garantidos por hipoteca de primeiro grau de bens imóveis. Seu prazo mínimo de emissão é de 180 dias e é proibido prazo maior que o de vencimento dos créditos que servem de lastro.

Debêntures: Títulos de crédito emitidos por sociedades não financeiras de capital aberto, com a garantia em seu ativo e com o intuito de obter recurso de médio e longo prazo. Equivalem a um empréstimo que o comprador (credor) do título faz a empresa emissora, garantindo esta uma taxa de juros fixa ou variável sobre o valor emprestado. Geralmente utilizado para financiar projetos de investimento ou alongamento do perfil de suas dívidas. Normalmente com características de renda fixa, podendo, no entanto, serem considerados como de renda variável desde que a remuneração oferecida seja com base na participação dos lucros da empresa emitente. Classificando-se em: Simples – O credor recebe juros e correção monetária e não pode convertê-las em ações. Conversíveis – O credor pode optar em transformar suas debêntures em ações (da empresa emissora) na data do vencimento. Permutáveis – Permitem ao credor optar por transformar suas debêntures em ações que não as da empresa emissora.

Fundos de Renda Fixa: São fundos de investimento que buscam retorno através de investimento em ativos de renda fixa, excluindo-se estratégias que impliquem risco de índices de preço, moeda estrangeira ou de renda variável (ações etc.). Exemplos: Renda Fixa Crédito, Renda Fixa Multi-índices, Renda Fixa Alavancados.

Então, o que você achou deste artigo? Vamos nos aprofundar em cada um destes produtos e relacioná-los as diferentes estratégias que podemos adotar para o alcance de nossos objetivos. Mas primeiro, vamos conhecer no próximo artigo, um pouco mais sobre alguns produtos de Renda Variável. Não se esqueça de comentar e enviar suas sugestões. Deixe sua contribuição para que também sirva de aprendizado a outros.

Até o próximo artigo!

Disclaimer – A informação contida nestes artigos, ou em qualquer outra publicação relacionada com o nome do autor, não constitui orientação direta ou indicação de produtos de investimentos. Antes de começar a operar no SFN - Sistema Financeiro Nacional o leitor deverá aprofundar seus conhecimentos, buscando auxílio de profissionais habilitados para análise de seu perfil específico. Portanto, fica o autor isento de qualquer responsabilidade pelos atos cometidos de terceiros e suas consequências.

(*) Com informações do Wikipedia.

(*) Emanuel Gutierrez Steffen – Criador do Portal www.manualdeinvestimentos.com

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Muito boa essa aula sobre renda fixa. Parabéns Manu.
 
nelson aguiar em 06/08/2013 08:52:33
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