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Campo Grande, Terça-feira, 06 de Dezembro de 2016


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    com Manoel Afonso


24/05/2013 11:49

Amplavisão

Manoel Afonso

DESAFINADA Se as lideranças da oposição formassem um coral certamente que levariam uma sonora vaia. Cada qual no seu tom, sem se importar com o conjunto das vozes. Essa convenção recente do PSDB expôs sua fragilidade e divisões.
CONTRASTE Se o PSDB não passa sentimento de indignação à opinião pública, o PT assimila a tese do “rouba mas faz”, atribuída a Ademar de Barros e ao seu aliado Maluf. Num país de valores controversos, os petistas surfam à vontade. Bye...bye!
A CRISE A questão dos portos e todos os problemas envolvendo a Copa do Mundo foram resolvidos pelo Planalto a custo altíssimo. Mas a questão das terras que os índios reivindicam no MS ficou esquecida, empoeirada nas gavetas oficiais.
BOMBA RELÓGIO Dinheiro tem, mas a falta de vontade política gerou esse quadro. Nosso cacife político tem sido insuficiente para ‘sensibilizar’ Dilma. O Estado perderá 25% de seu PIB atual caso as áreas demarcadas sejam entregues aos índios.
A INDIGNAÇÃO de produtores/ lideranças/ políticos não basta? Se não somos fortes, faz sentido a proposta de Jerson Domingos em ampliar o arco de insatisfação com outros Estados que vivem o drama idêntico para pressionar o Planalto.
SOLUÇÃO? Faz sentido os fazendeiros despejados com ‘uma mão na frente e outra atrás?” Como recomeçar a vida na atual conjuntura? Os índios tem capacidade de fazer produzir essas terras ou simplesmente vão arrendá-las para viver no ócio?
PALANQUE Sem solução, o caso vai virar arma eleitoral. O PT será apontado como responsável pela crise. Aí, a responsabilidade e preocupação dos petistas para encontrar a saída urgente devem aumentar. Pelo menos presume-se isso.
LEMBRANDO Pelos acordos com o pessoal da Educação e Segurança, os salários subirão até 2014. O próximo governo herdará uma folha mais gorda que depende da arrecadação. E o agronegócio é a locomotiva da economia. Portanto...
O MESMO: Athayde Nery – ex-apoiador de Bernal - lembra: “o poder não muda a pessoa; apenas revela”. Sem agregar , o prefeito ‘consegue’ tecer uma teia formidável de atritos como revela a imprensa. Talvez Freud explique o caso.
DIFERENTE A dificuldade de montar uma equipe com identidade própria e suas relações com o vice prefeito mostram seu estilo/personalidade. Quem não se desarma não tem amigos, não forma grupo. Quando ele acordar, pode ser tarde.
ACORDOU Bluma (PV) também confessa sua decepção definindo o prefeito como centralizador. Lembra: o cargo exige desprendimento e grandeza de espírito. Quem não vira a página não evolui, fica rançoso, não se aperfeiçoa na labuta da vida.
‘EM CASA’ Grazielle é a herdeira natural de Londres, com projeto de disputar a AL em 2014. Mas há zum-zum: a ex-prefeita Hilda manifestara desejo de continuar na vida pública. Se for verdade, caberá ao hábil Chinês encontrar a saída.
‘EM FAMÍLIA’ Há espaço para Vander e Zeca se elegerem à Câmara? Se depender de esquemas eleitorais, sim! Vander conta com votos graças as emendas. Já Zeca tem cacife eleitoral independentemente de locais/esquemas e alianças.
VANDER O ex-bancário profissionalizou-se. Impensável vê-lo na tribuna defendendo projetos de repercussão nacional. Mas em compensação ronca grosso em ministérios e órgãos na busca de recursos, com o aval da direção do PT, é claro.
REFLEXÃO Os candidatos a deputado prometem “lutar por recursos federais para o desenvolvimento do Estado”- e ponto final. Olhando sob esse prisma, o deputado que trouxer dinheiro/benefícios resgata seu compromisso. O resto é balela.
‘DESPACHANTES’ Essa denominação comparativa ao exercício do mandato parlamentar procede. Hoje vereadores, deputados e senadores apenas cumprem a função de intermediar os pedidos junto ao trono do todo poderoso Executivo.
À BORDO O que mais se ouve no voo de retorno semanal de Brasília é o lamento dos parlamentares pelo cansaço e demora nas repartições públicas. É preciso ter a paciência do ‘office-boy’ na fila do banco ou de um cartório qualquer. É dose.
NO FUNDO Brasília representa para o parlamentar só uma fase de seu projeto político, cujo destino final é o Executivo. Raros são aqueles determinados exclusivamente para o Legislativo. Até Ulysses Guimarães foi picado pela mosca azul e dançou.
ANOTE Só Fábio e Biffi não se apaixonaram pelo Executivo. Se analisarmos os perfis de Azambuja, Giroto, Marçal, Resende, Mandetta e Vander, concluiremos que não tem vocação para o Legislativo e querem ter a poderosa caneta do Executivo.
DELETEM da memória os debates no Congresso sobre direito, ética, ideologia e temas de valor social/moral. Hoje a prioridade parlamentar passa longe disso. Mas a culpa não é exclusiva deles; é do contexto político, cada vez mais complicado. E como.
A PROPÓSITO Quando o ministro J. Moraes disse ‘cobras e lagartixas’ do cenário político acertou na mosca; coincide com as vozes da opinião pública. Aliás, aqui no MS. ninguém ousou contestá-lo. “Não foi comigo”, como se diz em MG.
TURISMO MS vende 80% dos pacotes para a Copa em Cuiabá com entrada por Bonito. A imprensa cuiabana destaca o fato da passagem Campo Grande- Cuiabá estar inclusa no pacotão por apenas R$60,00. Então nosso turismo vai bem!

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Ler o óbvio ululante dói, queria ver o nobre Manoel indicando o caminho das novas posturas, inclusive pra estas elencadas acima. Ao que parece somos um bando de bananas sem coragem para mudar nossa incapacidade de combate ao sistema corrompido das instituições, passando pela inversão do papel destas: o Executivo é bom porque tenho a "caneta", ou seja, é fácil corromper. O Judiciário é o bastião da defesa dos donos da riqueza e o Legislativo "lambe botas" do executivo. Para onde vamos? Melhor, onde estamos?
 
Carlos Eduardo em 25/05/2013 07:58:01
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