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13/07/2014 10:27

Em concorrência na "rua do colchão" lojas usam da conversa ao WhatsApp

Caroline Maldonado
Usando aplicativo, loja alavancou as vendas (Foto: Marcelo Calazans) Usando aplicativo, loja alavancou as vendas (Foto: Marcelo Calazans)

O movimento de clientes não é mais o mesmo na rua Dom Aquino, na região da avenida Ernesto Geisel, desde que foi desativada a antiga rodoviária, em 2010. Ainda assim, o tradicional ponto de venda de colchões resiste no local. Na quadra ao lado do prédio que abrigava o terminal a concorrência é enorme, com sete lojas. Em meio ao cenário nostálgico e pacato, um vendedor apostou nas tecnologias e a loja aumentou as vendas em 25%, usando o aplicativo WhatsApp e a rede social Facebook.

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O vendedor, Ezequias Almada, teve a ideia em um desses dias parados, em que custa a entrar cliente na loja. Ele começou a tirar fotos e enviar aos amigos, depois passou a inserir na lista os clientes que já fizeram orçamento. “No início o pessoal achou que a ideia não fosse dar certo, até porque somos franquia e a empresa geralmente não permite esse tipo de estratégia, mas como deu muito certo nós estamos usando o aplicativo”, conta o vendedor.

Ezequias percebeu que os clientes não gostam de receber ligações, já as mensagens causam o efeito contrário, despertam o interesse e não são invasivas, pois quem as recebe responde quando quiser. “O brasileiro é curioso, isso que é bom. Eu tiro a foto do colchão que acabou de chegar, quando estamos tirando do caminhão. O cliente fica curioso e acaba vindo ver”, afirma.

“No primeiro mês, usando o aplicativo vendemos 58 mil colchões, no segundo foram 71 mil e agora no terceiro foram 50 mil, mesmo sendo um período não tão bom, por conta da Copa do Mundo”, relata o gerente da loja franqueada, Samuel Delgado, que ficou surpreso com a venda de R$ 3 mil que batizou o uso do aplicativo.

Vendedor teve a ideia de usar o WhatsApp e agora comemora as vendas  (Foto: Marcelo Calazans)Vendedor teve a ideia de usar o WhatsApp e agora comemora as vendas (Foto: Marcelo Calazans)
Ponto tradicional de vendas ficou prejudicado com a mudança da rodoviária  (Foto: Marcelo Calazans)Ponto tradicional de vendas ficou prejudicado com a mudança da rodoviária (Foto: Marcelo Calazans)

Na loja ao lado, o vendedor não usa essas tecnologias, mas também entende do assunto. No ramo há 30 anos, Ézio Ribeiro de Matos explica como se beneficia da internet mesmo sem ter perfil nas redes ou aplicativo no celular. “Muitas pessoas reclamam que compraram pela internet e se arrependeram. É nessa hora que entra o nosso diferencial. Não tem o que substitui a pessoa ver e tocar o colchão e a gente explicar a diferença de cada um”, destaca o vendedor.

Com saudosismo, Ézio conta que os viajantes que desembarcavam na rodoviária e buscavam um colchão, quase sempre de modelo bem simples, eram o braço forte das vedas. Hoje, a clientela é outra, antenada, faz pesquisa na internet e vai à loja para conferir as qualidades de cada tipo de colchão.

“Antigamente, se chegava um fazendeiro para buscar um peão na rodoviária, ele já passava aqui e comprava o colchão para o peão e muitas vezes para ele mesmo. Eram produtos baratos, mas que tinham muita saída então dava lucratividade. Isso aí acabou”, lamenta.

O vendedor conta que já pensou em investir nas proximidades da nova rodoviária, que fica na saída para São Paulo, mas acredita que não daria certo. “Eu até fui nas redondezas olhar, mas o entorno é diferente lá, toda a estrutura física não dá margem para o comércio ali. Então o jeito é a gente ficar por aqui mesmo”, explica.

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