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07/04/2015 09:45

Energia elétrica eleva inflação para 1,25% em março, maior em 12 anos

Liana Feitosa
Aumento no preço da energia refletiu na inflação da Capital. (Foto: Campo Grande News)Aumento no preço da energia refletiu na inflação da Capital. (Foto: Campo Grande News)

Reajuste na energia elétrica impulsionou inflação de março em Campo Grande, que foi de 1,25%, segundo o IPC/CG (Índice de Preços ao Consumidor de Campo Grande). No comparativo com o mês de março de 2014, esse percentual não se repetia desde o ano de 2003, quando chegou a 1,34%.

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Na análise, divulgada mensalmente pelo Nepes (Núcleo de Pesquisas Econômicas) da Universidade Anhanguera-Uniderp, se a inflação do mês passado for comparada com fevereiro deste ano, o índice foi apenas 0,13% menor.

Energia - Segundo o coordenador do Nepes, Celso Correia de Souza, a principal causa da elevação está no reajuste da energia elétrica. “No mês de março aconteceu um forte aumento no preço da energia (28,19%), cujo reflexo no período foi de aproximadamente 13,75% na inflação da Capital. Além disso, também houve elevação da bandeira tarifária de energia elétrica de 3 para 5,5%, para cada 100 Kw/h consumido”, explica.

Entre os grupos que tiveram altos índices de inflação estão: Habitação, com variação de 2,80%; Alimentação, com 0,91%; Despesas Pessoais, com 0,68%; e Transportes com 0,65%. Com índices negativos destacam-se os grupos Saúde, com -0,09%, e Vestuário -0,04%.

Índice acumulado - A inflação acumulada em 12 meses está em 8,08%, muito acima do topo da meta inflacionária estabelecida pelo CMN (Conselho Monetário Nacional) para o período de 2015, que é de 6,5%. O índice também está muito além do centro da meta, que é de 4,5%.

No período as maiores inflações acumuladas na Capital, por grupo, foram: Transportes, com 11,30%; Alimentação, com 9,54%; Habitação, com 9,40%; e Despesas Pessoais, com 8,95%. Os demais grupos se encontram dentro da normalidade.

No acumulado de 2015, o índice ficou em 4,47%, portanto também acima do centro da meta inflacionária. O índice acumulado por grupo em 2015 apresentou os seguintes números: Transportes, com 7,44%, Educação, com 7,38%, Habitação 6,06% e Despesas Pessoais, 5,01%. Dois grupos estão com deflações: Vestuário, com -1,04%, e Saúde, com -0,25%.

Cebola está entre os produtos do grupo Alimentação que mais sofreram aumento. (Foto: Marcos Ermínio)Cebola está entre os produtos do grupo Alimentação que mais sofreram aumento. (Foto: Marcos Ermínio)

Segmentos - Em março de 2015 o grupo Habitação apresentou elevação de 2,80% em relação ao mês anterior. A energia elétrica foi o serviço que mais sofreu majoração, com 13,75%.

Também contribuiu para a alta o grupo Alimentação, que ficou em 0,91%. As maiores elevações foram constatadas com: abóbora (20,75%) e cebola (10,43%). Fortes quedas de preços ocorreram com: chuchu (-24,90%) e repolho (-13,07%).

“Esse grupo sofre muita influência de fatores climáticos e da sazonalidade de seus produtos, principalmente, verduras, frutas e legumes. Quando o clima é desfavorável, há aumento de preços e quando o cenário é contrário, há queda nos valores”, explica.

Carnes - Em fevereiro, 11 cortes de carne vermelha tiveram alta de preços. Já março registrou elevação em oito cortes. Sete cortes pesquisados sofreram quedas de preços, entre eles, picanha (-3.12%) e coxão mole (-1,58%), com as maiores quedas.

Outras altas - O grupo Transportes também contribuiu bastante para o aumento do indicador. Houve alta de 0,65% em seu índice devido aos aumentos de preços do diesel (1,02%), pneu novo (1,01%) e gasolina (0,91%).

Sofreu pequena alta o grupo Educação, que ficou em 0,22% devido a aumentos em produtos de papelaria. Já os grupos de Saúde e Vestuário registraram queda. Saúde ficou em -0,09% e, Vestuário, com -0,04%. Não foi constatada nenhuma redução de preço no grupo Despesas Pessoais. O índice foi de 0,68%.

Futuro - Segundo Souza, a inflação de abril também apresentará alta. "Teremos o complemento de 14,44% da energia elétrica e a concessionária que abastece o Estado está solicitando um novo reajuste de 6% nas contas de energia, aumento esse previsto no contrato de concessão. Também teremos a alta nos preços dos medicamentos de 7,7%, em média", analisa o pesquisador.

Depois desses reajustes, espera-se que o mês seguinte, maio, apresente recuo na inflação em Campo Grande, “pois não há projeções de aumento em serviços ou produtos administrados pelo governo”, finaliza.

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