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06/05/2014 16:48

Enersul tem o 6º preço mais alto entre 18 concessionárias

Bruno Chaves
Consultor de energia elétrica, Jenner Ferreira, analisou reajuste da energia elétrica (Foto: Divulgação)Consultor de energia elétrica, Jenner Ferreira, analisou reajuste da energia elétrica (Foto: Divulgação)

Das 18 concessionárias de distribuição de energia elétrica que tiveram reajuste autorizado entre abril e maio pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), a Enersul (Empresa Energética de Mato Grosso do Sul) tem o sexto maior valor cobrado pela energia. A conta já considera o reajuste autorizado hoje, retroativo a abril, que fica entre 9,4% e 14,1%, dependendo da faixa de consumo. O percentual de aumento autorizado, em contrapartida, foi o menor entre essas empresas.

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De acordo com os cálculos do consultor e especialista no setor elétrico Jenner Ferreira, considerando os consumidores residenciais, que são mais de 70% da clientela da Enersul, o valor do MWh (megawatt) vendido pela Enersul custará R$ 357,17. Essa soma é menor, apenas, que o das concessionárias Coelce, do Ceará (R$ 359); Cemat, de Mato Grosso (R$ 381); Ampla, do Rio de Janeiro (R$ 389); Cemig, de Minas Gerais (R$ 396); e Uhenpal, do Rio Grande do Sul (R$ 423), que estão as que tiveram a tarifa aumentada na atual rodada de reajustes.

A culpa é dos reservatórios - Para Jenner Ferreira, que é do Ibecon (Instituto Brasileiro de Economia e Finanças), os índices anunciados pela Aneel refletem o cenário energético atual. “O baixo nível dos reservatórios faz com que as térmicas sejam acionadas para garantir o fornecimento de energia, porém a um custo mais elevado”, explicou à assessoria de imprensa.

Conforme a Enersul, a energia elétrica ficou mais cara no Brasil porque o setor passa por situações atípicas. Poucas chuvas no País deixaram os reservatórios com níveis baixos de água para essa época do ano. Com isso, foi preciso produzir energia de usinas térmicas, que possuem custo de produção maior do que em hidrelétricas.

O deputado estadual Marcos Trad, que fez, durante a audiência de hoje, a defesa de um reajuste menor, considera que, apesar do quadro que o setor elétrico vive hoje no País, os clientes da Enersul têm motivo para se sentir em uma situação menos desconfortável.

Ele lembra que o valor da energia, hoje, é menor do que em 2007, quando foi descoberto um erro no processo de reposição tarifária da empresa, quando a tarifa foi reduzida, por determinação da Aneel. Segundo Trad, o valor pago hoje pela clientela é 17% menor do que naquele ano.

Retroativo – A data-base de reajuste tarifário da Enersul é abril. Neste ano, o aumento não foi aplicado porque uma liminar, concedida pela Justiça Federal, suspendeu a audiência, que estava marcada para 8 de abril. A decisão foi revogada no dia 30 do mês passado pelo TRF 3 (Tribunal Regional Federal da 3ª Região), que acatou recurso da Aneel, sob o argumento de que órgão cumpriu prazos e normas estabelecidas.

Com a liberação pela Justiça, a nova data para definir o reajuste foi marcada para hoje, e o reajuste vale desde 8 de abril. O valor referente ao mês passado será cobrado em três parcelas dos clientes da Enersul, que somam 909 mil em 74 municípios.

Conta mais cara em 2015 – Estimativa da presidente do Consen (Conselho dos Consumidores da Enersul), Rosemeire Cecília da Costa,aponta que, de imediato, o impacto na conta de energia elétrica não será relevante.

Entretanto, alerta os consumidores quanto ao consumo exagerado e sugere que prestem atenção na chamada bandeira tarifária, que entra em vigor a partir de janeiro do ano que vem. "Isso está nos preocupando bastante", destacou.

Com essa nova regra, o valor da fatura pode subir até 9,1% no Estado, considerando-se uma conta com consumo de 100 KWh. A cobrança leva em consideração o custo para gerar a energia.

Com as cores verde, amarelo e vermelho, o novo modelo indicará se a energia custará mais ou menos, em função das condições de geração de eletricidade. A bandeira verde indica que a tarifa para o próximo mês não sofrerá acréscimo.

Com a bandeira amarela, a tarifa sofre acréscimo de R$ 1,50 para cada 100 quilowatt-hora (kWh) consumidos. A bandeira vermelha alerta para acréscimo de R$ 3 a cada 100 kWh consumidos. “As pessoas precisam prestar atenção na conta para usar a energia racionalmente”, alertou.




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