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Campo Grande, Sexta-feira, 30 de Setembro de 2016

28/05/2015 16:31

Há um ano parada, agência estima que hidrovia reabra no segundo semestre

Priscilla Peres
Hidrovia é responsável pelo transporte de 8 milhões de toneladas de carga por ano. (Foto: Departamento Hidroviário SP)Hidrovia é responsável pelo transporte de 8 milhões de toneladas de carga por ano. (Foto: Departamento Hidroviário SP)

Após um ano parada e gerando prejuízo para vários setores, a hidrovia Tietê-Paraná pode voltar a funcionar no segundo semestre de 2015. A crise hídrica que atingiu o Sudeste do país no ano passado, impossibilitou a continuidade do tráfego pelo rio. Desde então, muitos produtos deixaram de ser transportados por esse importante recurso logístico.

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Segundo o site internacional Reuters, o diretor-geral da Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários), Mario Povia, obras de intervenção estão sendo feitas pelo governo paulista para que a reabertura da hidrovia seja possível, ainda em 2015.

Uma das medidas adotadas pelo governo do estado vizinho, é instalar ensecadeiras para elevar o nível de água na hidrovia. "Isso vai melhorar a condição de navegação no trecho paulista e viabilizar a movimentação de celulose, grãos e combustíveis", disse Povia ao site de notícias.

Tal plano de intervenções, de acordo com a Antaq, já obteve aval do ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), que regula o uso da água para geração de energia elétrica, e já foi avaliado pela Ana (Agência Nacional de Águas).

A hidrovia Tietê-Paraná é responsável pelo transporte de 8 milhões de toneladas de carga por ano, incluindo 2,5 milhões de toneladas de soja, milho e outros subprodutos de soja, principalmente do Mato Grosso do Sul , Mato Grosso e Goiás, rumo a indústrias e portos.

Em encontro da Frente Parlamentar em Defesa dos Portos, Hidrovias e Navegação do Brasil, em Brasília, representantes de vários setores falaram sobre as consequências da hidrovia parada. Segundo o prefeito de Araçatuba, já são mil desempregados na região.

Já Edeon Vaz, da Aprosoja, observou que, em um ano, a paralisação da Hidrovia trouxe prejuízos de mais de US$ 50 milhões para os produtores, devido ao aumento dos custos de frete em razão do deslocamento do transporte para o modal rodoviário.




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