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Campo Grande, Domingo, 04 de Dezembro de 2016

21/02/2014 11:59

Depois de instalada a polêmica, grupo adia grafite no muro do Maria Constança

Paula Maciulevicius
Inaugurada na década de 50, Maria Constança é a única obra projetada pelo arquiteto em Campo Grande. (Foto: Cleber Gellio)Inaugurada na década de 50, Maria Constança é a única obra projetada pelo arquiteto em Campo Grande. (Foto: Cleber Gellio)

O projeto que iria grafitar o muro da escola estadual Maria Constança de Barros Machado neste final de semana foi adiado. Depois de anunciada a intenção de fazer grafite na estrutura tombada como patrimônio histórico estadual há 18 anos, quem defendia a obra de Oscar Niemayer foi terminantemente contra.

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Na manhã desta sexta-feira, os parceiros do projeto, Fundação de Cultura do Estado, direção da escola e SBT estiveram reunidos na Fundação e decidiram por adiar. “Porque a gente precisa resolver essas dúvidas, de pessoas que questionam a legalidade de pintar ou não. Vamos ter uma reunião com essas entidades que estão negativas para verificar a viabilidade”, disse o diretor da escola, Anderson de Souza Muniz.

Inaugurada na década de 50, Maria Constança é a única obra projetada pelo arquiteto em Campo Grande. Tombado como patrimônio histórico pelo arquiteto e presidente do Conselho Municipal de Cultura, Ângelo Arruda, em 1996, a última reforma feita já descaracterizou a obra, ao pintar a guarita e as pedras de verde e azul.

Anderson explica que para adiar foi levado em consideração o descontentamento de órgãos, entre eles o Conselho Municipal de Cultura. O diretor ainda retoma que o problema não vem de hoje. “Tem registros do primeiro prédio já com pichação. Não é um problema que nasceu ontem. O que tem que se pensar é uma maneira de resolver e uma das formas foi de aplicar o grafite no muro”, explica.

O projeto de grafitar teve a autorização mesmo sendo patrimônio histórico. Segundo Anderson, não se pode mudar a fachada, disposição das salas, dos banheiros, mas o muro não é tombado.

Na semana que vem uma nova reunião será realizada na Fundação de Cultura do Estado, no dia 27, entre as entidades que estão contra e a favor da grafitagem para se chegue a um consenso. “Apesar de se frustrar por não pintar nesse final de semana, fiquei muito contente de ver um grupo de pessoas que são favoráveis. Isso mostra que não estamos totalmente errados. A escola como um espaço democrático, deve ter voz e voto”, afirmou Anderson.

Representando o Conselho Municipal de Cultura, Ângelo disse ter mobilizado junto ao órgão estadual, que é responsável por tombar os edifícios, providências. Até o momento, o Conselho da Capital não foi comunicado da reunião.




Já estudei nessa escola, como sempre disseram é uma obra tombada, mas nunca se viu um real investimento para melhorar a estrutura, quadras descobertas deixam os alunos fritando lá na parte de cima enfim uma serie de coisas que deveria ser arrumada, sou a favor do grafite no muro da escola,pois a região aonde ela é localizada é necessário um investimento maior na segurança para proteger de pichações ou qualquer outro ato de vandalismo já que é assim o patrimônio da cidade. O muro não faz parte da arquitetura da escola, conforme o projeto original.
 
giancarlos Calazans em 22/02/2014 13:43:38
Derruba os muros e põe grade! Acabam as pichações e ainda podemos ver o que acontece dentro da escola!
 
Maria Silva em 22/02/2014 10:43:49
A solução é fazer cumprir a lei e a ordem, punindo exemplarmente os responsáveis pela pichação, e não forçar a sociedade a se adpatar à ação dos vândalos e marginais. Isso é uma demonstração de fraqueza pelo Poder Público, estimulando a impunidade e a evolução das transgressões desses jovens, pequenos criminosos hoje mas grandes criminosos amanhã.
 
Guilherme Arakaki em 21/02/2014 21:45:52
estes desenhos da foto é conhecido entre os usuários da droga maconha, são simbolos garrafais que dão idéiade fumaça.
 
antonio costa em 21/02/2014 18:33:54
Concordo com Babu Barbosa, se não querem o grafite. Então pintem o muro, e montem uma campana para impedir novas pichações.
Desrespeito a obra de Niemayer é deixar, o muro que na verdade entendo ser um anexo da obra do jeito que esta.
 
Edi Carlos em 21/02/2014 18:06:06
Por mim, não grafitava, demolia essa escola. Pior dos que esses concretos medonhos do Niemeyer, não fica.
 
Ivan Ilitich em 21/02/2014 16:11:07
Graffiti é arte e o muro não é tombado! Sou a favor da informação livre e contra manipulações! Assim, aproveito para compartilhar uma revista produzida pelo meu grupo de pesquisa na USP que ajuda a esclarecer algumas coisas >> http://www.nomads.usp.br/graffitione/
 
gilfranco alves em 21/02/2014 15:56:20
Eu só queria entender uma coisa, grafitar por que? Qual a necessidade de se grafitar o muro de um local tombado? Em que isso vai melhorar a obra? Qual a finalidade do grafite? Só isso, se houver alguma benfeitoria que o grafite vai causar no imovel, eu sou o primeiro a apoiar, agora, se vai grafitar só porque o filho de alguem ou algum "artista" sugeriu, é outra história, nós não temos grafiteiros do nível de uma obra do Oscar, infelizmente não temos, lembram os artistas que "grafitaram" os tapumes da praça da 14 quando reformou? Me descupem os "artistas" mas ali não tinha um grafite que fosse pelo menos mais ou menos, era tudo de péssima qualidade e gosto, as onças tinham cada pata de um tamanho, enfim, não inventem moda, grafitem o muro da prefeitura.
 
maximiliano rodrigo antonio nahas em 21/02/2014 15:46:41
Acho a iniciativa da escola boa, o grafite vai aproximar a comunidade escolar. O muro ja esta todo pinchado por marginais, ao menos teremos grafite agora.
 
Luis Cristian em 21/02/2014 15:28:32
A solução é muito simples. Não grafita e quem está contra o projeto, vai lá na escola todo dia pintar de novo os muros que estavam, estão e estarão todos pixados.
 
Babu Bosa em 21/02/2014 14:09:00
imagem transparente

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