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Campo Grande, Segunda-feira, 05 de Dezembro de 2016

23/01/2016 07:45

Mãozinha de tinta automotiva e amor pela sucata decoraram sala da manicure

Paula Maciulevicius
Banco decora salão da manicure. (Foto: Aline Dos Santos)Banco decora salão da manicure. (Foto: Aline Dos Santos)
Estrutura pronta ao lado do que restou da antiga peça. (Foto: Aline Dos Santos)Estrutura pronta ao lado do que restou da antiga peça. (Foto: Aline Dos Santos)

"Faça você mesmo". Foi nessa ideia que a manicure Aline dos Santos, de 33 anos, embarcou na hora de fazer os detalhes da decoração da casa que também é salão de beleza. No bairro Marcos Roberto, em Campo Grande, o que a vizinhança descarta, ela aproveita. O guarda-roupa ganhou outra cara, a velha cama jogada na rua também, junto do carretel que agora é mesinha.

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A cama encontrada pelo bairro não tinha as laterais e nem estrado, era só a cabeceira e os pés, mas mesmo assim ela fez o marido parar o carro para que ela apanhasse. "Pensei primeiro em fazer uma floreira, ele só ria, dizia que eu estava ficando doida", brinca. Em casa, a ideia mudou para um banco, junto de restos de madeira que ela tinha guardado.

"Eu mesma serrei e fui encaixando, peguei furadeira e fiz. Só pedi para um vizinho parafusar", descreve. A primeira tinta foi branca, mas ela não se deu por satisfeita. "Aí meu marido sugeriu de passar tinta automotiva, com pincel mesmo, para o acabamento ficar melhor", completa.

Carretel virou mesinha. Carretel virou mesinha.
Aline e a filha colando o tecido na parede.Aline e a filha colando o tecido na parede.

Ela foi até o Centro, em loja de tintas e pediu para ser feita uma automotiva. Pagou em torno de R$ 22,00 por 1 litro e ainda da cor que fosse do agrado, um turquesa. "Pode ficar na chuva, não tem problema, é uma das vantagens", explica Aline. A mesma tinta foi usada também no guarda-roupa que a vizinha ia jogar fora, depois de ser lixado por duas vezes.

De profissão, ela fala que sempre foi manicure, mas que adora inventar. O começo de tudo foi um ano atrás. "Eu queria fazer uma parede em casa, com papel de parede. Chamei um profissional que veio medir e me cobraria R$ 450 para colocar um papel de parede? Deixa que eu vou colocar", brinca.

Aline foi então atrás de um tecido impermeável, comprado em casa de forro para tapeçaria e couro. Saiu R$ 16 o metro e ela usou dois. "Escolhi um tecido colorido e a minha filha me ajudou, colocamos e ficou perfeito. Você pode jogar água, lavar, fazer tudo", afirma a manicure.

Tecido impermeável decora parede do banheiro. (Foto: Aline Dos Santos)Tecido impermeável decora parede do banheiro. (Foto: Aline Dos Santos)

Como já tinha as medidas, ela levou para casa o tamanho exato da parede e colou com cola branca, Cascorez, aquelas escolares mesmo. A embalagem de 500ml saiu R$11. "Você prepara, joga numa vasilha maior e usa aqueles rolinhos de espuma. Aplica de cima para baixo. Enquanto eu passava, minha filha ia segurando. No fim, passa um pano seco para sentir que grudou bem", descreve.

A mesinha hoje amarela ganhou essa cor para combinar com o ar vintage da cozinha. "Tudo que eu vejo que dá para recuperar, eu pego. Meu marido fala que eu sou a rainha da sucata. O carretel eu achei no lixo, lixei em casa, coloquei rodinhas de silicone e mandei fazer um tampão de vidro", conta.

Para a mesinha, ela lembra ter gasto R$ 3,50 em cada rodinha de silicone e mais R$ 30 no vidro.

"São coisas que não chegam a R$ 50,00 juntando tudo. É aquele faça você mesmo. Nem tudo que está no lixo, é lixo", ensina.

A partir de hoje o Lado B se abre para ouvir "faça você mesmo" dos leitores. O cantinho de casa, uma receita com uma matéria-prima que sobra em casa, a decoração do aniversário do filho, manda para a gente no e-mail: ladob@news.com.br ou então por inbox na página do Lado B no Facebook.

Mesinha decorativa foi parar na cozinha da casa de Aline. (Foto: Aline Dos Santos)Mesinha decorativa foi parar na cozinha da casa de Aline. (Foto: Aline Dos Santos)
E como ficou depois. E como ficou depois.
Armário começando a receber mão de tinta.Armário começando a receber mão de tinta.



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