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Campo Grande, Quinta-feira, 08 de Dezembro de 2016

03/06/2016 06:05

Em 24 horas, noivo prepara casamento surpresa em cenário de filme na Tailândia

Paula Maciulevicius
Flávia e Rodrigo agora casados, depois de anos de história de amor. (Fotos: Arquivo Pessoal)Flávia e Rodrigo agora casados, depois de anos de história de amor. (Fotos: Arquivo Pessoal)

Entre idas e vindas, nove anos se passaram até que Rodrigo e Flávia dissessem "sim". Diante de 28 convidados, depois que a surpresa "miou" e a primeira cerimônia foi cancelada, o casal trocou votos de amor eterno em um cenário de filme: uma praia paradisíaca da Tailândia.

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As alianças contam um pouco da história dos dois, a começar pela data grafada: 31 de janeiro de 2016, embora só tenham ganhado os dedos cinco dias depois, 4 de fevereiro. O casamento foi organizado com seis meses de antecedência, pelo noivo e para ser uma surpresa.

"Já era a nossa terceira vez juntos. Nos separamos uma, ela foi embora do País, depois voltamos, terminamos e agora, ela ia se casar com um rapaz, mas a mãe dela me avisou...", conta o funcionário público Rodrigo Souza Falco, de 35 anos.

Noivo - que organizou tudo desde o início - chegando de barco à praia. Noivo - que organizou tudo desde o início - chegando de barco à praia.

Ele foi atrás e os dois voltaram. "Nós temos essa história de idas e vindas, mas eu vi que já estava na hora mesmo da gente casar e sabia que ela queria. Eram elementos que dava para fazer um casamento surpresa", notou o noivo.

De início, ele chegou a propor a ida para a Tailândia, lugar onde já havia estado dois anos antes e que ela queria conhecer. O segundo passo foi comentar com os pais e sogros que também se programaram. A ideia do noivo era pedir Flávia em casamento no alto do Sky Bar, em Bangkok, que serviu de cenário para a continuação do filme "Se beber não case". Certo do "sim", ele iria adiante. Cabia ao noivo decidir o local e data: dois dias depois, numa ilha de lá mesmo.

"Só que ela descobriu", continua Rodrigo. "Mas foi até bom, porque aí a gente chamou mais pessoas", completa a noiva, Flávia Puga dos Santos Falco, de 29 anos. No total, foram 28 convidados que embarcaram na viagem para serem testemunhas do casamento que quase não aconteceu.

Na programação do noivo, a cerimônia seria na ilha de Koh Samui, num resort cinco estrelas que, virado para o oeste, garantiria o primeiro beijo como casal num belo por do sol. "Mas nós brigamos lá um dia antes e não nos casamos. Todo mundo lá, os pais dela, a minha família. Já estava tudo certo, tentei consertar, mas não tinha mais clima e foi cancelado", relata Rodrigo.

No trajeto, amigos e familiares que foram ser testemunha do sim. No trajeto, amigos e familiares que foram ser testemunha do sim.

De Koh Samui, eles seguiram para a ilha PhiPhi, onde foram gravadas cenas do filme "A Praia", de Leonardo Di Caprio. Para o noivo, os dois dias de viagem que restavam aos convidados era o tempo de reverter a situação. "Dá tempo de armar um casamento, pensei. Cheguei à noite e consegui organizar em menos de 24h. No dia seguinte, às 6h da tarde, estávamos casando". 

A ilha mantém as características primárias e se nem carro trafega por ali, imagina se há mercado para abastecer um casamento? Os profissionais que atenderam o casal começaram o transporte de flores de barco, que saía pela manhã de uma ilha vizinha.

O local do casamento foi uma praia paradisíaca, considerada área de preservação ambiental, na qual eles foram autorizados a permanecer num limite mínimo de horas. Foram quatro barcos que fizeram o transporte. O primeiro com a decoração - que incluía flores e cadeiras -, o segundo e terceiro com os convidados e o último, a noiva acompanhada do pai.

O pedido de Flávia era para que os convidados usassem roupas nos tons off-white. Fato que causou espanto nos tailandeses, sempre tão coloridos. 

Convidados em tom off-white se misturaram à alegria dos noivos. Convidados em tom off-white se misturaram à alegria dos noivos.
Cenário de filme. Cenário de filme.
Recém casados.Recém casados.

À frente, Rodrigo ainda sentiu pingos da chuva que ameaçou cair, mas não alcançou Flávia. Quarenta minutos depois, ela chegou. Para a cerimônia, o casal convidou duas amigas que conheciam a história deles desde os primórdios. 

"Foi tudo muito sincero. É diferente de um celebrante que não conhece a sua história. O discurso dele é genérico, serve para todo mundo, mas as pessoas que conhecem, deixam carregado de sentimentos", justifica o noivo.

Depois das palavras das amigas, os pais também deixaram algumas falas de carinho para então chegar aos votos que o casal falou ali mesmo, sem escrever nada antes. Na volta, os barcos já misturavam marido e mulher aos convidados. E as cenas que se seguiram foram de um filme mesmo. Passeio em meio à pequena ilha, muitas risadas e até um estúdio de tatuagem em frente à festa, simples, num barzinho, de onde os amigos ora deixavam a comemoração para encarar uma nova tattoo. 

"Acredito que as pessoas não mudam. Somos as mesmas desde nove anos atrás, os mesmos defeitos... O que modificou foi a maturidade, a gente voltou com outra mentalidade. Acho que essa nova fase foi assim, de que para ter um amor, você deve aceitar os defeitos, que todo mundo tem", resume Flávia.

De lua de mel, o casal continuou conhecendo praias e cenários para lá de românticos na Tailândia. 

Casal seguiu viagem pela Tailândia em lua de mel. Casal seguiu viagem pela Tailândia em lua de mel.



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