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Campo Grande, Sexta-feira, 02 de Dezembro de 2016

11/06/2015 06:34

Filho fica de castigo na escola e mãe se revolta com método do tempo do onça

Naiane Mesquita
Tema polêmico de redação fez mãe mudar filho de escola Tema polêmico de redação fez mãe mudar filho de escola

“O que eu pretendo sendo tão irresponsável?”. A pergunta que constava no caderno de tarefas de uma criança de dez anos deveria ser respondida em 42 linhas, segundo as instruções da professora, com o objetivo de refletir sobre o não cumprimento de todas as atividades do dia anterior.

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Mas, o que deveria ser algo simples aos olhos da professora, acabou se transformando em uma bola de neve, já que a mãe da criança, uma educadora, achou tudo um grande absurdo.

“Eu fiquei indignada com aquela atividade, meu filho sempre foi uma criança dedicada, mas a escola sempre passou muitas tarefas e naquele dia ele não conseguiu terminar tudo. Um dia que ele não faz e tem uma redação desse tom como castigo?”, questiona ela, que preferiu não se identificar.

Segundo a mãe, o teor da redação era intimidador e causaria danos à autoestima da criança, que não conseguia nem escrever a atividade. “Ele tentava dizer motivos para ser irresponsável, mas sempre se contradizia. No fim, ele mesmo chegou a conclusão que não era necessário aquilo, que ele não era tão irresponsável”, explica.

O Lado B ficou intrigado com o ocorrido e resolveu questionar outros educadores em busca de um consenso. Será que o castigo ainda tem espaço no ambiente escolar?

Para a doutora em educação e professora do curso de Pedagogia da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Ângela Maria Costa, nenhum castigo, em especial os psicológicos, são aconselhados.“O castigo é sempre condenado. A violência psicológica é ainda pior que a física porque ninguém vê. Os professores não têm esse direito, principalmente porque muitos alunos já sofrem essa violência em casa”, afirma Ângela.

Uma escola de qualidade deve promover o desenvolvimento dos alunos de forma completa e saudável, sempre envolvendo os pais no processo, reforça. “O professor tem que saber averiguar o que está acontecendo com essa criança de uma forma individual, o que o professor está ignorando e chamar essa família. Um castigo ele é totalmente condenável, cria um adulto totalmente dominado”, aponta.

De acordo com Ângela, o diálogo sempre se torna a solução mais prática e a que mais traz retornos positivos no ambiente escolar. Sem traumas ou problemas de personalidade. “Mesmo que a criança seja reincidente no problema, a solução é encaminhar o aluno a um psicólogo, que pode trabalhar junto com ele e a família, analisando também o ambiente familiar, porque tem vezes que pode parecer saudável e não é. Dessa forma, quase sempre se tem bons resultados”, diz.

Para a mãe da criança que sofreu com a redação, o caso refletiu diretamente na autoestima e na segurança do filho, que acabou sendo transferido para outra instituição, também particular.

De um modo geral, outros educadores concordam que o termo “castigo” e suas atribuições estão totalmente fora de moda. “Não usamos esse termo pedagogicamente falando”, afirma Nidia Maciel, psicóloga e orientadora educacional do 1º ao 5º ano do Colégio Dom Bosco.

Na escola, os professores usam diversas ferramentas para sensibilizar o pai e o aluno sobre a importância de realizar as atividades fora da sala de aula. Até enviar e-mail para os responsáveis se tornou uma saída em meio as novas tecnologias.

“O que a gente leva é a conscientização da importância da tarefa e do acompanhando da família. A assiduidade, a pontualidade, as tarefas, organização e disciplina valem nota. Os alunos podem deixar de ganhar, mas não perder, não existe uma punição. Para cobrar enviamos recados via agenda, sistema na internet e via e-mail. Tudo isso tem funcionado bem”, aponta.




Não é novidade para ninguém que as crianças de hoje tem muitos direitos e NENHUM DEVER. O professor hoje não é mais respeitado e ainda aparecem pais passando a mão na cabeça dos seus filhos mesmo que eles estejam completamente errados. Por que será que existe essa enorme intolerância e falta de respeito por parte da juventude, regras são deixadas de lado porque aprenderam desde pequeno, através de seus pais que acham que seus filhos são melhores do que outras crianças. Se uma criança aprende desde pequena que não é preciso respeitar sua professora, sinceramente, vai respeitar alguém no futuro?
 
Vlagopa em 12/06/2015 19:14:54
Tenho pena dessa criança, da mãe e principalmente da injustiçada Professora.
Pelo que eu entendi a criança foi motivada a refletir sobre as consequências da própria irresponsabilidade, fazendo com que possa evitar de errar novamente no futuro. O mais legal é que ela o fez por meio de uma simples redação, genial.
A matéria coloca uma professora de universidade, que nunca deu aula em escola normal sempre vem falar sobre teorias floreadas de como deve ser a educação, não sabendo ou não se importando, que essas teorias não funcionam com qualquer criança ou adolescente.
Sinto pena da criança pois provavelmente se tornará um adulto intolerante, já que, está acostumada a ter tudo o que quer.
Sinto pena da professora, pois é professora e sempre estará errada, até quando está certa.
 
Renato Alvarenga em 12/06/2015 13:54:34
Então senhores educadores, quando um aluno os ameaçar ou agredir, sente com ele, converse e chame a família (para esta lhe agredir também). É sempre a mesma justificativa: meu filho sempre consegue, e só hoje que ele não conseguiu... meu filho é obediente... meu filho é isso, é aquilo... a culpa é da escola...

Outro dia vi uma mãe com dois filhos no carro, ela tentando conversar e as crianças, que aparentavam ter menos de 10 anos, mandando ela calar a boca porque é burra; e como riam orgulhosas aquelas crianças. Ainda bem que nenhum professor retrógrado diminuiu a autoestima delas.
 
Guilherme Arakaki em 11/06/2015 22:39:02
Ainda vale sim; pois essa mãe que se diz educadora, nunca deve ter reclamado de sua educação que seus pais lhe deram, com certeza os pais delas, ou seja, avós da criança deram castigos, broncas e ela é o que é por causa dessa forma de educar; Acho hipocrisia dizer que os métodos antigos eram ruins; criar um filho com muita liberdade, pode gerar um desgosto muito grande no futuro; É melhor pecar por excesso do que por omissão.
 
alsavio em 11/06/2015 13:57:00
Concordo com o comentário do Max.
Não seria caso da mãe somente conversar com a professora? Pra que expor a criança no ambiente escolar dessa maneira ?
 
beta em 11/06/2015 11:58:54
Eu sinceramente acho que deveriam rever tudo que a "modernidade" esta trazendo ao mudar completamente o modo da criança ser educada tanto na escola quanto em casa, os pais são proibidos de dar palmadas nos filhos e os professores de repreender seus alunos, vamos voltar 30 anos quando tudo era bem mais flexível e observar como era uma criança de 10 anos nos anos 80 e como ela é hoje, acho que com o método antigo de educação as crianças eram mais educadas, tinham mais respeito pelas coisas e principalmente pelas pessoas, não havia tanta criança que é bandidinho como há hoje, acho uma ignorância sem tamanho os novos educadores se basearem em métodos que claramente não estão funcionando, criança tem que ser educada, repreendida e por que não levar uns tapas dos pais vez ou outra.
 
Max em 11/06/2015 09:11:36
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