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Campo Grande, Sexta-feira, 09 de Dezembro de 2016

15/08/2013 06:22

Por 1 ano e meio ele aboliu a TV de casa e trocou os canais por vida diferente

Paula Maciulevicius
O decorador assume que não foi e nem é fácil se desligar do bendito aparelho. Mas que o capítulo pós abolição foi envolto de leitura. (Foto: Marcos Ermínio)O decorador assume que não foi e nem é fácil se desligar do bendito aparelho. Mas que o capítulo pós abolição foi envolto de leitura. (Foto: Marcos Ermínio)

Em março do ano passado as correntes que prendiam o decorador José Clovis Guerreiro, de 55 anos, foram quebradas. Longe de qualquer clichê, ele que é conhecido como Zezé Guerreiro, parou de só reclamar da programação da TV e resolveu abolir o aparelho de casa. O resultado foi 1 ano e meio longe da telinha, 20 livros lidos e a liberdade de não ter mais como patroa, a televisão.

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“A TV nos prende muito e a programação é um horror. Sem a televisão se tem qualidade de vida, porque ela tem um poder que deixa você ligado o tempo todo. Você dorme pouco, dorme tarde...”, exemplifica.
Zezé conta que a rotina de só dormir depois que tal programa fosse visto chegou ao fim depois que ele levou o aparelho para uma casa que mantém no interior de São Paulo.

Foi há 15 dias que a protagonista que, hoje é coadjuvante na casa, voltou a ter espaço nos cômodos. O combinado foi que ela só voltaria para filmes e aos finais de semana, o que para ele não tem representado dificuldade nenhuma. “Comecei a descobrir muitas coisas e ler virou mania. Estou no meio de um livro e já vou comprando outro. Acostumei tanto que se eu fico sem ler me irrita”, relata.

A troca dos canais pelas páginas veio logo depois da ausência da ‘patroa’. O decorador começou a buscar a leitura a partir do momento em que a TV foi abolida. “Ela direciona muito o seu tempo, vira uma patroa na sua vida e determina seus horários”.

Aquele velho ditado caberia muito bem na vida de Zezé, adaptado para “quanto mais vejo TV, mas gosto dos meus livros”. Analisando as novelas de agora, o que a tela ensina, na visão dele, é maldade o tempo todo. “É um tal de um querer passar a perna no outro. Sempre achei que o ser humano gostasse mais das coisas erradas mesmo. Programa dá ibope quanto tem briga, coisa boa ninguém quer ver”, avalia. E há de se convir que ele está certo mesmo.

Nas conversas entre amigos e gente que desconhecida até então, o que ele mais viu foi nariz torcido e olhos arregalados quando vinha à tona a abolição assinada por ele dentro de casa. “Não, o quê? Mas você é crente? Como? Por quê? E eu dizia não, é uma opção. Falava com o maior orgulho”.

A história de ficar deprimido em frente à TV com o Faustão seguido do Fantástico, anunciando que o final de semana acabou também foi extinta da vida dele. “Eu não fico desesperado. Tem gente que já está até acostumada, para! Não deixa que ela determine a sua vida”, repreende.

Dos bate-papos em casa para um diálogo cada vez mais monossilábico. A televisão influencia até na convivência das famílias que vem deixando de trocar informações sobre o dia-a-dia para por em pauta a novela, por exemplo.

Desde criança, Zezé tinha horário para ver desenho e depois desligar o botão. De resto, a brincadeira era na rua mesmo. Bem oposto ao que ele vê hoje, de gente que não conversa e quando faz, se resume a um micro diálogo. “Se chega em casa e ‘tuf’ liga a TV. Hoje eu saio da onde ela está”.

O decorador assume que não foi e nem é fácil se desligar do bendito aparelho. Mas que o capítulo pós abolição foi envolto de leitura. “Aquele aparelho determinada alguma parte e de repente não determina mais. Então muda. É uma mudança de vida falar não para a TV e sim para o livro”.

Depois da quarentena, bem maior que o tempo proposto do termo chegou ao fim, ele colocou a TV de volta, mas sem tirar qualquer livro da estante. “Eu não vou perder o que conquistei, essa vontade de ler. Eu recomendo e muito, mas para o brasileiro isso é loucura. Se todo mundo fosse louco assim o mundo ia ser maravilhoso”. A paixão com que ele passa os relatos dá vontade de abolir também.




Parabéns Zezé. Eu já havia pensado nisso, mas agora com seu exemplo vou por em prática.Não vai ser fácil, mas vou conseguir....
 
sergio santos em 16/08/2013 09:04:18
Com certeza eu prefiro mil vezes ler, porém, leitura não é uma distração acessível para qualquer um financeiramente. Já a TV aberta praticamente não tem custo... É uma pena porém a realidade!
 
Giovana Sayuri em 15/08/2013 20:44:00
Há três anos, a tv em minha casa é uma peça decorativa e o facebook foi abolido há seis meses. Não vou deixar minha vida passar assim !!
 
Mário Jr em 15/08/2013 20:38:53
parrrrrrraaaaaaaaaaaaaaaabens zeze... achei que so eu me sentia assim.. Por ter família, e saber que eles também precisam estar conectados em alguma coisa, que seja proveitosa, pago um canal a cabo e sinceramente dentre centenas assisto dois ou três com matérias realmente interessantes.. parabéns, que seu ato sirva de exemplo.
 
gilberto landiva em 15/08/2013 19:52:16
Parabéns!! Não assisto televisão, esporadicamente alguns filmes e jornais. Quando falo isso as pessoas arregalam os olhos!!! Optei por leitura, bicicleta, visitar os amigos, conversar com as pessoas... Com raras exceções, a televisão tem promovido comportamentos e valores que não condizem com a dignidade das pessoas. Ótima decisão.
 
Daniela Oshiro em 15/08/2013 18:13:45
Zezé!
Meus parabéns!
Tento fazer isso, mas a telinha ainda me chama a atenção.
Gostei da ideia!
A material esta perfeita, parabéns a toda equipe do site.
 
Elaine Poleszuk em 15/08/2013 18:07:46
Eu simplesmente não sintonizo o Plim-plim em minha casa. Meus filhos já estão acostumados a verem outras programações. Quando ouço as vozes globais me dá azia.
 
Carlos Roberto em 15/08/2013 17:51:55
Eu gosto muito de TV mas desde 1995 não assisto a canais abertos. Incluindo Globo! Simples assim. Não sei quem são os galãs globais e Big Brother para mim é um personagem de um livro de George Orwell.
Não me fazem falta esses programas. Notícias então, só pela internet.
Recomendo que as pessoas procurem canais mais interessantes como Discovery, History e tantos outros, que agora, com a lei que obriga a introdução de programas brasileiros, estão ficando ainda mais interessantes.
 
Eduardo Figueiredo em 15/08/2013 16:45:19
Em casa, há 2 anos abolimos assistir novelas e programas de babozeiras (faustao, etc)...hoje quando alguem nos pergunta sobre o capitulo de ontem de tal novela, damos risadas por ver tantas pessoas dependentes desse MUNDO DE ILUSÃO.....Dia desses ao comermos um lanche em um local com mesa de frente para TV, simplesmente viramos as cadeiras e comemos os lanches vendo as pessoas passarem pela rua, temos que dar valor a isso - ao MUNDO REAL.
 
Paulo Ciltrão em 15/08/2013 15:35:15
Olha que beleza, sua vida vai melhorar mais ainda com a abertura da Livraria Saraiva. Parabens!!
 
MAXIMILIANO RODRIGO ANTONIO NAHAS em 15/08/2013 15:08:01
Realmente a tv tem sido um dos maiores problemas nos lares.
O diálogo entre a família tem ficado para traz, e a educação dos filhos tem ficado muito competitiva com a presença de programas que são lixos para os valores da família.
Novelas obscenas que pregam contra valores da família, programas que apregoam a modernidade sexual sem escrúpulos, estimulação a violência enfim tudo que não presta.
 
Luciano Marangon em 15/08/2013 14:53:16
A Tv aberta é um lixo, as novelas são altamente estimulantes para o sensualidade e conflitos de família, além de ensinarem como enganar as pessoas sendo o único objetivo da programação o consumismo.
 
João Batista em 15/08/2013 12:48:26
Eu aboli ela faz tempo...chegou uma hora que assistia todas as novelas e programas e esqueci que tem muita coisa boa como viajar, ler bons livros, estudar e a tv é um simples objeto que não faz parte da minha vida, agora tenho que largar do facebook...affe...
 
Elayne Fontes em 15/08/2013 12:33:46
A TV BRASILEIRA CAIU DE QUALIDADE COMO TUDO NO PAÍS DESDE A ENTRADA DO PT NO PODER!!...QUEM QUISER ACEITAR QUE ACEITE.
 
Paulenir de Barros em 15/08/2013 12:14:30
A GLOBO É O CIRCO, E AS BOLSAS DO GOVERNO SÃO O PÃO!!
O POPULISMO BURRO IMPERA HOJE NO PAÍS E É POR ISSO QUE O BRASIL ESTÁ AFUNDANDO!!
 
Paulenir de Barros em 15/08/2013 11:58:43
Olha tudo é uma questão de bom senso, já dizia Renato Russo: "disciplina é liberdade", hj por opção não assisto novelas porque suas mensagens na minha concepção denigrem o meu conceito de família, mas tem programas jornalísticos muito bons, tanto no SBT, GLOBO, BAND, RECORD e outras, precisamos definir nosso tempo em frente a telinha e priorizar o que veremos, acredito que o homem é o que come, o que vê e o que lê.
 
Sirley Batista Gasques Correa em 15/08/2013 11:26:13
Como dizia Machado de Assis "...matamos o tempo o tempo nos enterra...". A TV é um bom meio de comunicação e entretenimento, mas você tem que limitar o tempo e saber escolher os programas. Além o tempo perdido em programas fúteis deixa perdida uma ótima oportunidade de vc estar com a sua família dialogando ou mesmo estudando ou lendo um bom livro. E para começar talvez seja até bom mesmo fazer como o entrevistado "abolir a TV por uns tempos".
 
Josias Mello em 15/08/2013 10:10:23
Também tenho feito isso e foi a melhor decisão que tomei, pois a TV não instrui nada, aliás, incentiva a fazer aquilo que não é bom.
 
Marlene Garcia em 15/08/2013 09:39:19
Parabéns! Não ser refém da televisão é uma conquista grandiosa, depois que optei pelos estudos percebi o quanto tempo perdi assistindo bobagens.
 
janete dos reis silva em 15/08/2013 09:38:28
Muito simples de resolver, faça assinatura, tem muitos documentários e canais de notícias do mundo todo, TV aberta em casa é só pra ver os jornais locais e tchau.
 
Kaio Gleizer em 15/08/2013 09:37:02
Penso que tudo que é radical pode ser prejudicial. Primeiro porque a TV não tem só horrores como pensa o entrevistado, segundo ela também informa com noticiais, entretenimento e cultura em geral, e, é uma aliada principalmente da grande massa, que por mais que pareça ser absurdo não tem condições de adquirir um livro ou jornal para leitura, ou também por vezes esclarece através do próprio fantástico ou qualquer outro programa jornalístico ou não, analfabetos funcionais, analfabetos e todos nós, telespectadores assíduos sobre temas que não tem nos livros ou não são tão absorvidos com a leitura destes . O fato é que devemos procurar conciliar um meio termo, posso ter em casa uma TV com mil canais, cabe a mim assisti-los ou ler um livro, leio em média 12 livros por ano e assisto TV.
 
Edivan Augusto de Araujo em 15/08/2013 09:33:57
Parabéns Zezé isso que é vida! Lá na minha casa aboli a rede Globo. Assisto o Jornal da Cultura e filmes do Canal Cult, o resto não perco tempo e sem futuro.
 
ismar loureiro da silva em 15/08/2013 09:29:33
Demorou... Nós não temos aparelho em casa há uns 6 anos, e eu pessoalmente há uns 15 anos não uso essa "máquina de imbecilizar" (definição dada por Monteiro Lobato na década de 50...).
Em compensação já estou no quarto aparelho para leitura de e-books. Os outros três pifaram de tanto uso...
 
claudio fernandes em 15/08/2013 09:25:58
Parabéns, Zezé. Mantenha essa determinação de ampliar o seu conhecimento através da leitura de livros, e que seu exemplo de retirar essas programações idiotas da sua vida sirva de exemplo a tantos outros bitolados, que, sem a TV não sabem o que conversar.
 
JOSE DOMINGOS em 15/08/2013 09:23:02
As novelas eu não gosto, ainda mais depois q minha filha nasceu (hj, ela está com 16 anos), eu assitia, mas fui ficando indignada e não assistimos novelas em casa. Num feriado de carnaval há alguns anos atrás, recebemos em casa uns parentes de meu marido que há muitos anos não se viam, pois bem, preparei um jantar em família para dar uma atenção (eles estavam hospedados na casa de outra irmã), pra minha surpresa, ninguém conversou quase nada, ficaram todos em volta da TV, assistiram a novela e logo em seguida ao tal BBB, eu fiquei sem saber o q fazer, não queria desagradar as visitas e ficou assim, depois de terminar a baboseira do BBB, se despediram e foram embora, resultado: fiquei decepcionada...
 
Lúcia Sales em 15/08/2013 08:59:50
Compartilho deste hábito maravilhoso do Zezé: ler ao invés de ver TV. Cheguei nessa conclusão há muito tempo.Não precisei de levar a TV embora,mas simplesmente escolher o que ver nela.Resultado: nada, ou quase nada. Vejo as manchetes dos jornais,se tem algo interessante eu assisto, se não vou ler. A programação aberta é muito ruim e por não dispor de tempo, pois trabalho de 2ª a 6ª feira e dou aulas a noite e nos
finais de trabalho faço outros trabalhos, não assino TV fechada,porém não me faz falta.A leitura eleva o nosso nível intelectual e nos deixa mais culto. É disso que o nosso país precisa: mais leitura menos TV. Parabéns a todos que conseguem ler um pouco mais e ver tv a menos. Faça a experiência você também!!!
 
Clemilda Lourenço em 15/08/2013 08:47:32
Há pouco mais de 2 anos resolvi assinar o pacote mais barato de TV por assinatura, cerca de R$50,00.
Assisto muitos documentários e filmes. Tem um recurso de gravação, com agendamento. Então não me preocupo de estar a frente da TV e tem dia que nem vejo, apenas mando gravar.
Ah, e não sintoniza o canal global. Não sei quase nada sobre novelas e quando as pessoas comenta alguma coisa sobre isso, preciso até perguntar "o que é isso?".
Mas aproveito para dar meus parabéns pela valorização da própria vida, pelo Zezé.
 
Romeu Luitz em 15/08/2013 08:42:44
Parabéns Zezé pela sua iniciativa e persistência, pois já tentei não ser tão dependente
da tv e sinceramente é dificil, abomino também as novelas de hoje em dia, prefiro
assistir um seriado ou Discovery que é mais interessante. Foi uma lição maravilhosa
que passou para nós expectadores. Sucessos e vitórias para você.
 
Luciene Oliveira em 15/08/2013 08:20:09
Em minha casa não chegamos a esse extremo de tirar a TV, mas há mais de cinco anos q eu comecei a encurtar certas coisas, certos canais ou programas, eu já achava muito banal o tal Domingão do Faustão e similares então, sei muito pouco do q se passa hj no programa a não ser a dança dos famosos mas ainda assim, não vejo. Outra coisa, ele não fala, ele grita e tbém o tal do gugu, as programações são muito apelativas em vários sentidos. Leio meus livros, faço curso (teologia) aos sábados e assim como vc, leio muito mais e assisto documentários de outros canais (fechados), alguns filmes etc...mas esses tipos q relatei, já está abolido há muito de minha família. Espero q mais e mais famílias possam ter acesso aos chamados canais fechados pra ter maiores e melhores opções de programas.
 
Lúcia Sales em 15/08/2013 08:15:42
Depoimento sincero, didático e exemplar. Mostrou-se capaz de fugir da "mesmice" da TV, dos péssimos programas e suas programações pornográficas, violentas, anti-família. Na TV não vemos os bons valores serem mostrados e incentivados. Vê-se, isso sim, o espertinho se dando bem, o dinheiro fácil predominando sobre o esforço, a mentira vencendo a verdade. Depois reclamamos do mundo que temos hoje, onde famílias não conversam mais, não convivem mais, onde filhos sequer falam com pai e mãe.
 
Paulo Roberto em 15/08/2013 08:12:02
Parabéns Zezé Guerreiro!! causa estranheza aos parentes/amigos, mas vale a pena, pois o tempo é direcionado para leitura, seja de livros, jornais, revistas...enfim, é realmente outra vida! Também tenho tentado abolir essa "prisão" que se chama TV, e agora com seu exemplo, é o incentivo que faltava!!
 
Darlene Gomes em 15/08/2013 07:45:07
TRAMPO DIA E NT ESTUDO E NOS FINAIS DE SEMANA SOU DOMESTICA DO LAR,ORGANIZAR TD P SEMANA SEGUINTE, CARA NEM SEI OQUE EH TV, MORRO DE INVEJA DESTE POVO Q TOMA TERERÉ NAS FRENTES DE CASA ASSISTE TV O DIA INTEIRO, DORME ATE A HR Q QUER.... POIS EH POIS EH ASSIM EH A VIDA...
 
maria helena ferreira em 15/08/2013 07:39:07
Que inveja, Guerreiro. Também sou um escravo da TV, mas apenas do Jornal Nacional e do Fantástico, mas quero mudar esse quadro, e sua história me encorajou. Lia em média, 6 livros por ano, muito embora fosse pouco, mas lia. Hoje são dois, e a TV e a internet são os responsáveis por essa mudança. Vou seguir o seu exemplo. Abraço.
 
Sebastião Dussel em 15/08/2013 06:54:15
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