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Campo Grande, Sexta-feira, 09 de Dezembro de 2016

03/12/2015 12:03

1998: Nintendo trouxe cores a portátil com lançamento do Game Boy Color

Edson Godoy
1998: Nintendo trouxe cores a portátil com lançamento do Game Boy Color

No último capítulo de nosso especial História dos Videogames falamos sobre o lançamento do Nintendo 64, o último console de mesa de uma grande empresa a utilizar cartuchos como mídia (aqui cabe uma errata: existe outro console que utiliza cartuchos, lançado em 2004, chamado Xavix. Ele usa tecnologia semelhante ao do Wii e é vendido até hoje no site oficial da empresa.

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Depois de um ano de 1997 sem lançamentos significativos de hardware, eis que em 1998 a Nintendo finalmente lança o sucessor do longevo e altamente popular Game Boy. Nasce então em outubro no Japão e em novembro no ocidente o Game Boy Color. O console traz como principal novidade o que todos esperavam do sucessor do Game Boy: cores! Mais precisamente, 56 cores simultâneas de 32.768 possíveis.

Seu processador era uma versão “bombada” do processador de 8bit do Game Boy original, com o dobro de velocidade. Outra melhoria: o console tinha 3 vezes mais memória RAM que seu antecessor. Fora isso o console mantinha características muito semelhantes ao Game Boy, mais especificamente à sua última versão, o Game Boy Pocket, uma versão “slim” do robusto console. O Game Boy Color trazia uma carcaça um pouco mais compacta.

Mas o que provavelmente foi a principal característica do console e que acabou se tornando um padrão na indústria de portáteis foi a retrocompatibilidade. O Game Boy Color era compatível com toda a incrível biblioteca do Game Boy clássico. A verdade é que a Nintendo não estava muito “afim” de lançar um substituto para o Game Boy, pois o console vendia como água, mesmo tanto tempo depois do lançamento. Mas era evidente que seu hardware precisava de uma repaginada, pois a concorrência sonhava em destronar a empresa.

A SNK com o Neo Geo Pocket e a Bandai com o WonderSwan chegavam forte e com boas propostas. Mas o Game Boy Color sepultou qualquer chance que essas empresas tinham de sucesso e a retrocompatibilidade foi uma dessas razões, pois o console já chegava em seu lançamento com uma biblioteca gigantesca de jogos disponíveis, coisa que a concorrência jamais teria, além da tradição do nome Game Boy.

Assim como o Nintendo 64, a Nintendo lançava o console em várias cores, padrão que a empresa adota até hoje em seus consoles portáteis. Outra curiosidade fica por conta dos cartuchos, que eram feitos em “case” transparente e algumas vezes contavam com características como “Rumble Pak” embutido, fazendo com que o console vibrasse de acordo com os acontecimentos do jogo, algo até então inédito em um console portátil.

O console ficou no mercado até o ano de 2003, pouco depois do lançamento de seu sucessor, o Game Boy Advance.Combinado ao Game Boy clássico, o Game Boy Color vendeu mais de 118 milhões de unidades em todo o mundo. Caso o Game Boy Color tenha vendido sozinho cerca de 40% desse total, ele já estaria posicionado entre os 6 consoles portáteis mais vendidos da história. Mate a saudade do console conferindo os vídeos ao final desta matéria, que mostram alguns de seus jogos.

O ano de 1998 ainda reservaria um grande lançamento no mercado de games. Um console de mesa que tinha como objetivo resgatar o prestígio da SEGA no mercado: o Dreamcast. Mas isso é assunto para o próximo capítulo de nosso especial.

A coluna de games do Lado B tem o apoio da loja Press Start. A loja será inaugurada ainda em dezembro, no Shopping Bosque dos Ipês. Já havíamos falado sobre ela em uma matéria aqui no Lado B. Com certeza mais uma ótima opção para os gamers de Campo Grande. Visite também o meu site, o Vídeo Game Data Base.

 

 




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