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Campo Grande, Segunda-feira, 05 de Dezembro de 2016

12/07/2016 10:43

A Nintendo e sua incrível capacidade de tirar “Pokémons da cartola”

Edson Godoy
A Nintendo e sua incrível capacidade de tirar “Pokémons da cartola”

A Nintendo é sem dúvida uma das mais importantes e emblemáticas empresas da história dos videogames. Desde o lançamento do Famicom em 1983, a empresa marca cada vez mais o seu nome na história, seja com produtos líderes absolutos de mercado como seus portáteis da linha Game Boy e DS/3DS, seja com inovações que mudam a forma de se jogar videogame, como o NintendoWii.

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É claro que em alguns momentos a empresa dá as suas escorregadas. O Virtual Boy é sem dúvida a maior prova disso. Mas em uma coisa a empresa vem se especializando: na incrível capacidade de tirar coelhos da cartola. Aliás, coelhos não. Pokémons!Em 1996, quando o Game Boy já mostrava claros sinais de cansaço, a Nintendo cria a franquia Pokémon, sucesso instantâneo que vira também anime! No Nintendo 64, quando a briga com a Sony estava cada vez mais perdida, chegava Pokémon Stadium, dando novo fôlego ao console. São vários os exemplos.

Exemplos que aliás, não se restringem à franquia Pokémon. As surpresas tiradas da cartola foram muitas: um portátil (DS) de duas telas que conseguiu a façanha de suceder gloriosamente a linha Game Boy; um console que funcione à base de detecção de movimentos (Wii) e que consegue colocar novamente a empresa no topo dos consoles de mesa mais vendidos – algo que Nintendo 64 e Gamecube falharam, a Big N parece sempre ter uma “mágica” pronta para ser usada.

Em um momento em que a empresa enfrenta situação difícil no mercado de consoles de mesa com seu Wii U, que apesar de ser um ótimo console, não conseguiu engrenar nas vendas para o grande público, tornando-se quase como que um produto de nicho, voltado para os fãs (e são muitos!) da empresa japonesa – especialmente no Brasil, país que foi praticamente abandonado pela marca; em que o mercado de consoles portáteis segue envolto à dúvida se conseguirá sobreviver à invasão do mercado de dispositivos móveis – apesar de ainda vender muito e assim render um bocado para a Big N; a empresa decidiu investir nesse novo mercado que surge.

Nada melhor do que começar com uma de suas franquias mais populares: Pokémon. O anúncio veio em setembro do ano passado. O nome do jogo: Pokémon Go, um game de realidade aumentada para dispositivos iOS e Android, criado pela Pokémon Company, Nintendo e Niantic, softhouse que nasceu do Google, mas que em 2012 seguiu carreira solo, mantendo, porém,“laços afetivos” com a gigante da internet. No jogo o objetivo é capturar os Pokémons, que estão espalhados na “vida real”.

A parceria com a Niantic não foi por acaso. Ela lançou em 2012 o jogo Ingress, um MMO de realidade aumentada com temática sci-fi que utiliza sinal GPS, onde o jogador precisa localizar portais geralmente localizados em pontos turísticos, culturais, históricos, etc. Bastou então adaptar o Ingress para o universo Pokémon e “voilá”! Sucesso instantâneo em mãos.

Em dois dias após o lançamento, 5% de todos os dispositivos android dos Estados Unidos haviam baixado o jogo. Em mais alguns dias o jogo já havia ultrapassado o número de usuários do app de paquera Tinder e estava empatada com o número de usuários do Twitter, com uma taxa de tempo de utilização diária de 43 minutos, maior que aplicativos como Whatsapp, Instagram e Facebook (informações da empresa de análise de dados SimilarWeb).

A loucura foi tanta que os servidores não suportaram tamanha demanda, o que fez com que a Niantic suspendesse o lançamento mundial do jogo, deixando os servidores funcionais apenas para Austrália, Nova Zelândia e Estados Unidos. Esse hype todo fez com que a Nintendo crescesse em poucos dias mais de 7,5 bilhões de dólares, em decorrência da constante valorização das ações da empresa, que já acumulam ganhos de 36%. Detalhe: Pokémon Go é um app de download gratuito, bastando baixar e jogar.

Dentro do game é possível comprar itens, que é a principal fonte de renda do jogo. É nesse ponto aliás que o Go bateu mais um recorde: foi o jogo a chegar mais rapidamente ao topo como jogo mais rentável nas lojas virtuais de iOS, onde demorou menos de um dia, e Android, onde demorou quatro dias.

Mais do que mostrar a força da franquia, Pokémon Go mostra a força da Nintendo, que sem dúvida é uma empresa de videogames que jamais pode ser subestimada, principalmente devido à sua grande capacidade de criar novos meios de crescer e surpreender. Fica então a expectativa: qual será o próximo “Pokémon” a sair da cartola da Big N?

A coluna de games do Lado B tem o apoio da loja Press Start, localizada no Shopping Bosque dos Ipês, aqui em nossa capital.Não deixe também de visitar meu site, o Vídeo Game Data Base.

 




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