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Campo Grande, Sábado, 03 de Dezembro de 2016

30/10/2015 06:45

Como paraguaios se transformaram nos mexicanos mais animados da cidade

Naiane Mesquita
Os mariachis tocam de músicas românticas com direito a serenata até Lepo Lepo no Guacamole (Fotos: Naiane Mesquita)Os mariachis tocam de músicas românticas com direito a serenata até Lepo Lepo no Guacamole (Fotos: Naiane Mesquita)

Um estrondo no chão e pronto: os mariachis chegaram! Tocando músicas animadas e com chapéus nada discretos, um dos principais símbolos da cultura mexicana faz sucesso também em Campo Grande em alguns restaurantes típicos da cidade. Mas, quem pensa que todos eles foram importados da América do Norte se engana, quem comanda a música aqui são os vizinhos de uma fronteira bem próxima: o Paraguai.

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No restaurante Guacamole, o grupo é formado por quatro músicos experientes, sendo três nascidos na fronteira e um de Assunção. Aldo Ortega, 57 anos é quem comanda a festa. Anima os aniversariantes, chama os tequileiros e incentiva declarações de amor. “Eu trabalho há três anos para a rede do Guacamole, em Campo Grande estou há quase um ano. Nasci em Ponta Porã, por isso o sotaque, minha família é toda paraguaia”, afirma Aldo.

Músico há 35 anos, ele conta que a cultura mexicana está enraizada nas tradições paraguaias e por isso é tão fácil reproduzir a alegria dos mariachis.

“É comum, de raiz, desde criança você cresce escutando. O que fazemos aqui é uma loucura, loucura, misturamos as músicas, cantamos Lepo Lepo e até Michel Teló”, brinca.

Outro integrante do quarteto confirma. Hugo Cezar Britez, 43 anos, nasceu em Pedro Juan Caballero e afirma que músico lá tem que saber tocar uma boa e velha música mexicana.

“No Paraguai você tem que tocar música paraguaia, um chamamé também, mas no final da noite sempre vão pedir uma balada mexicana, uma música do país, lá eles escutam muito, então o músico tem que saber”, explica.

Hugo Cezar nasceu em Ponta Porã e trabalha há 1 ano como Mariachi em Campo Grande Hugo Cezar nasceu em Ponta Porã e trabalha há 1 ano como Mariachi em Campo Grande

Morando há 30 anos em Campo Grande, ele tem uma carreira consolidada, com discos gravados e parcerias consolidadas. “Gravei um DVD com Dino Rocha. Moro há tanto tempo aqui que me considero campo-grandense. Na cidade ainda é novidade os mariachis, mas na fronteira não, você tem que ser eclético”, define.

Completam o grupo os músicos Dario de La Sierra e Hernan Recalde, o último, inclusive, chegou há quatro meses de Assunção e quase não entende o português. “Ele ainda está aprendendo”, diz Aldo.

Segundo o gerente do bar e restaurante, o único mexicano do lugar, Gabriel Calderón, a ideia dos mariachis é possibilitar uma vivência mais próxima da cultura do país.

“Na antiguidade quandos os espanhois invadiram o México era comum que esses músicos cantassem em casamentos no México. Era uma tradição. Então, os espanhois começaram a chamar de uma palavra que variava de mariages, com o tempo, virou mariachis. Eles são muito tradicionais, tocam em casamentos, velórios, serenatas de amor, em tudo”, ri Gabriel.

Morando há 13 anos no Brasil, o mexicano sempre trabalhou com gastronomia mexicana. “Sou chef e agora gerente. Os mariachis são um pouco diferentes aqui porque misturam as músicas, incluem as brasileiras também. Ao todo eles fazem três entradas, que duram de 20 minutos a 1 hora dependendo do movimento”, ressalta.




Tive a oportunidade de ir conhecer esse restaurante Guacamole e, vi essa quarteto tocar, e nunca vi uma coisa tão chata como essas musicas mexicanas, é uma gritaria que chega até a incomodar.

Querem empurrar uma cultura mexicana num país colonizado por portugueses.

A mesma coisa o que aconteceu com os Picolés, cobram caro só porque mudaram o nome para paleta mexicana.
 
wild em 30/10/2015 12:54:06
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