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Campo Grande, Domingo, 04 de Dezembro de 2016

21/05/2012 17:35

Após 2 quedas, árvores provocam medo a quem trafega pelo centro

Paula Maciulevicius

Fiscais da Semadur vistoriaram árvores na tarde desta segunda-feira. Para especialista, problema está na poda constante devido a fiação

Na tarde de hoje, fiscais da Semadur percorreram região central para avaliar estado das árvores. (Foto: João Garrigó)Na tarde de hoje, fiscais da Semadur percorreram região central para avaliar estado das árvores. (Foto: João Garrigó)

Andar pelo centro da cidade requer cuidado, estacionar então, muito mais. Principalmente depois do episódio do último sábado, quando a queda de uma árvore na avenida Afonso Pena, próximo a Calógeras, atingiu três carros e duas motocicletas.

Parte das árvores são centenárias. No canteiro da avenida elas estão bem cuidadas, mas o problema mora nas calçadas. Na semana passada, em frente ao colégio Joaquim Murtinho, galhos tiveram de ser podados às pressas, durante a noite, pelo risco de queda.

“Daqui a pouco vai cair uma árvore por dia, de vez em quando está caindo uma. E o motorista que se cuide”, alerta o vendedor autônomo João Vicente Ferreira, 51 anos.

“Seo” João trabalha diariamente na Afonso Pena esquina com a rua 14 de Julho. Viu o que aconteceu no sábado e já adianta: “aquelas ali para baixo vão cair também. Está tudo podre de cupim, tinha que arrancar. Primeiro tem que cair, para depois arrancar”, completa.

“Pensa se tivesse caído em cima de um ônibus cheio de gente?” questiona aposentado. (Foto: João Garrigó)“Pensa se tivesse caído em cima de um ônibus cheio de gente?” questiona aposentado. (Foto: João Garrigó)

O cenário de restos de galhos ainda estava ao chão. Resquícios da queda no final de semana. Do lado, dois ambulantes acompanhavam. A vendedora Ana Cláudia Nantes, 34 anos e Salvador Sanches, 58 anos. “Você viu o que aconteceu? E ainda está tudo aqui”, comentavam.

Salvador trabalha cuidando as motocicletas estacionadas. Exatamente no local da queda da árvore. “Preocupa principalmente quando está chovendo, a gente fala para os motoristas. Eu acho que está na hora de repor, elas estão muito podres por dentro. Pensa se tivesse caído em cima de um ônibus cheio de gente?”, questiona.

A falta de manutenção e podas corretas, motivos sustentados pelos comerciantes e motoristas para o problema com galhos caídos, preocupa. “A gente trabalha e passa o dia todo aqui. Se cair em cima da minha garapa o prejuízo é meu e com certeza ninguém vai arcar com as despesas”, coloca o garapeiro Luiz Elí Corrêa, 52 anos.

E o problema não se restringe apenas a principal avenida de Campo Grande. Na rua Barão do Rio Branco, esquina com a 13 de Maio o problema também persiste. “Já pediram licença para a prefeitura para remover e nada. O dono aí do hotel já ligou várias vezes para Enersul vir podar, está encostando nos fios. Eles vão esperar cair na fiação deles para fazer alguma coisa”, explicou o taxista Eduardo Leonardo, 37 anos.

Problema não se restringe a avenida Afonso Pena. Risco de queda também está na rua Barão do Rio Branco. (Foto: João Garrigó)Problema não se restringe a avenida Afonso Pena. Risco de queda também está na rua Barão do Rio Branco. (Foto: João Garrigó)

Para o professor de Ecologia da Anhanguera/Uniderp, Ademir Morbeck de Oliveira, o problema está no tamanho das árvores para a proximidade com a fiação. “Ali no caso da que caiu havia um desequilíbrio. É uma árvore que cresce bastante dos lados e a poda constante deixa a árvore sujeita a ataque de cupins, fungos”, explica o especialista.

Segundo o professor, o correto neste caso específico seria retirar a árvore inadequada e plantar uma de menor porte. “Que não vá alcançar a fiação e também não precise de poda constantemente”, completa.

Ainda na tarde desta segunda-feira, fiscais da Semadur (Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano) fizeram avaliação do estado de Ingás pela região central da cidade.




Enquanto vemos todos os dias uma preocupação excessiva com as árvores, se amarra daqui, poda de lá, gastos absurdos.Crianças estão pelas ruas, cheirando cola, pessoas morrem de frio e fome sem ter um teto para se abrigar e nem ao menos um pão para comer, se não for a população para ajudar (como foi o caso da professora) todos morrem à mingua, no entanto, assistência total, é para arvores.
 
Ironi xavier em 22/05/2012 12:22:42
Vão esperar morrer alguém para fazer alguma coisa.. é sempre assim.. se uma dessas caisse em cima de um parente de vereador,prefeito,governador ai quem sabe eles tirariam... Mas enquanto isso quem sofre com medo é a população...
 
Mara Campos em 22/05/2012 08:03:09
Burrice também agride o meio ambiente. As arvores podem e devem ser substituídas quando estão com problemas e também quando podem vir causar problemas. É questão de inteligência a substituição de arvores por espécies que se adaptarão melhor as condições do centro de cidade. Ou será que temos coragem de alterar o centro para que as arvores "vivam" melhor. ....
 
Ricardo Lopes em 22/05/2012 07:25:40
Essas arvores velhas tem de ser tiradas urgentemente, não existe problema nenhum em plantar outra no lugar, até duas já que elas ocupam muito espaço. Só na cabeça de alguns sem noção que essas arvores tem de ficar a qualquer custo. Colocar cimento, escoras e amarras, isto não tem cabimento, é só trocar. A prefeitura tem de mudar essa política que prejudica tanto as pessoas quanto a natureza.
 
JOSE ANTONIO em 21/05/2012 08:29:47
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