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Campo Grande, Quarta-feira, 07 de Dezembro de 2016

20/02/2013 08:47

No ano passado, PMA resgatou mais de 1,4 mil animais em MS

Casos curiosos fazem parte do trabalho da Polícia. Um macaco prego deu muito trabalho no Parque dos Poderes.

Luciana Brazil
Major mostra sala usada para educação ambiental de escolas públicas e particulares. (Fotos:Luciano Muta)Major mostra sala usada para educação ambiental de escolas públicas e particulares. (Fotos:Luciano Muta)

Mesmo sem fazer parte das funções originais, a PMA (Polícia Militar Ambiental) capturou só no ano passado mais de 1,4 mil animais silvestres em Mato Grosso do Sul. Desse total, aproximadamente 800 eram aves. 

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Segundo o major Ednilson Queiroz, responsável pela comunicação social da instituição, o maior número de apreensões acontece em Campo Grande. Na Capital, por dia são 8 resgates de animais. Em torno de 90% das capturas realizadas são fruto de ligações de moradores.

A função da Polícia Ambiental, de acordo com ele, é trabalhar na prevenção de crimes, na fiscalização e na educação ambiental. “Mas até que um órgão específico faça o trabalho de captura, nós continuaremos realizando”. Segundo ele, não há perspectiva de que outra instituição faça isso “tão cedo”.

Animais que vão para as áreas urbanas consolidam essa grande demanda de capturados. Além destes, animais que são atropelados ou mesmo aqueles que estavam em cativeiro (casos onde o cidadão se arrepende de criar ilegalmente o animal e decide integra-lo, dizendo que o bicho apareceu em sua residência) fazem parte desse número crescente de bichos resgatados.

Os animais aparecem comumente em casas, no meio das ruas, e em locais abertos. Geralmente recebem os cuidados de moradores. E é nesse ponto onde a PMA começa a atuar. “Sem saber para onde ligar, as pessoas ligam pra gente. Nós fazemos a captura, mas não é nossa função”, esclarece o major.

Nem todos os animais silvestres que convivem com o ser humano, classificados como fauna sinantrópica, precisam ser capturados. “Alguns animais, que não oferecem riscos, não precisam ser resgatados. É até bom que não se faça em alguns casos. Ele está cumprindo com seu equilíbrio. Eles já convivem com o humano”.

Um dos motivos para a evasão dos animais silvestres também está ligado ao grande número de reservas florestais no perímetro urbano em Campo Grande, entre elas o Parque dos Poderes, Parque do Anhanduí, Parque do Prosa, Parque Estadual Nascente do Segredo, além das chácaras. “Se o animal se acostumou com o ser humano, o ser humano precisa se acostumar também com eles. Os motivos para essa realidade estão ligados a várias causas”.

De acordo com Queiroz, a população do Estado é avançada na questão ambiental. “As pessoas se preocupam e geralmente ligam com a melhor intenção, a de que o animal seja novamente levado para seu habitat”.

A PMA alerta a população aos cuidados importantes que devemos ter, já que estamos tão próximos a esses animais. “O primeiro passo é não alimentar. Primeiro porque pode colocá-los em risco e depois porque isso dificulta que o animal volte à natureza”.

O lixo das residências também deve receber atenção especial. “Cuidar do lixo também é importante”.

Viatura utilizada para captura de animais.Viatura utilizada para captura de animais.

Casos engraçados: Se não fosse um macaco engraçado, seria trágico. A PMA tentou durante um mês capturar um macaco prego que perturbou funcionários administrativos da região do Parque dos Poderes. A história já faz algum tempo, mas até hoje é lembrada com risos. Como uma criança levada, o macaco entrava pela janela das repartições e rasgava papéis, muitos importantes, e para piorar defecava nas mesas.

Os policiais tiveram dificuldade para capturar o bichinho. Depois de muita luta, o macaco foi levado para uma área longe da região urbana.

Outro caso emblemático, foi mais recente. Uma capivara de quase 50 kilos foi encontrada dentro de um guarda-roupa em uma aldeia urbana Marçal de Souza, em Campo Grande. A capivara foi levada ao Cras (Centro de Reabilitação de Animais Silvestres).

Segundo o major, é comum casos de animais que são resgatados em fossas. Também recentemente um cachorro precisou ser resgatado de dentro do córrego na avenida Ernesto Geisel.




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