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Campo Grande, Terça-feira, 06 de Dezembro de 2016

26/05/2014 17:10

Agetran promete blitz surpresa para frear abuso em "vias expressas"

Lidiane Kober e Zana Zaidam
Radares móveis vão pegar de surpresa condutor que ultrapassar 50 km/h nas vias rápidas da Capital (Foto: Marcos Ermínio)Radares móveis vão pegar de surpresa condutor que ultrapassar 50 km/h nas vias rápidas da Capital (Foto: Marcos Ermínio)

Para frear a violência na ruas de Campo Grande, a prefeitura voltou a usar radar móvel e a prioridade será fiscalizar vias expressas, como as avenidas Ernesto Geisel, Duque de Caxias, Mascarenhas de Morais e Eduardo Elias Zahran. O dispositivo multará quem andar acima de 50 quilômetros por hora e a estratégia é pegar de surpresa o condutor.

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“Não vamos avisar a localização, justamente para o motorista seguir as regras e respeitar a velocidade máxima das vias expressas, onde a tendência é correr mais”, disse o diretor-presidente da Agetran (Agência Municipal de Trânsito), Jean Saliba.

A estratégia é deixar o motorista atento. “Nosso objetivo não é multar, é reduzir acidentes”, frisou Saliba. Segundo ele, hoje, a principal causa das mortes no trânsito é a imprudência do condutor. “O problema é o excesso de velocidade, a embriaguez e o desrespeito à sinalização”, emendou.

O presidente da Agetran explicou ainda que o radar móvel só “funciona a luz do dia”. “O equipamento tira fotos e não funciona à noite”, contou.

Críticas – Entre os condutores, a modalidade de fiscalização é alvo de críticas da maioria. “Não concordo nenhum pouco, se quando dá para ver, já pegam a gente, imagina quando for de surpresa”, reclamou o técnico em refrigeração, Diogo Medeiros, de 23 anos.

Ao contrário da maioria, Fernanda acredita que a fiscalização fará o motorista respeitar as regras (Foto: Marcos Ermínio)Ao contrário da maioria, Fernanda acredita que a fiscalização fará o motorista respeitar as regras (Foto: Marcos Ermínio)

Para ele, é normal exceder aos 50 quilômetros por horas nas vias expressas da Capital, justamente para garantir fluidez ao trânsito. “A gente sempre acaba andando acima, não correndo como um louco, mas um pouco acima, mas o suficiente para multar”, comentou.

O engenheiro agrônomo, Fábio Matsuki, 52 anos, também rejeita o radar móvel. “Campo Grande não está pronta para isso. Antes de começar a colocar radar, devem investir mais em educação no trânsito para, depois, aplicar punições”, defendeu. “Lombadas e radares já provaram que não fazem as pessoas a ter consciência na hora de dirigir”, completou.

Por outro lado, a estagiária Fernanda Flores, 21 anos, é a favor da iniciativa “Desde que a via esteja bem sinalizada sobre a velocidade máxima, porque se não como a pessoa vai saber a quanto pode andar”, frisou.

Para ela, a partir do momento que o campo-grandense tomar conhecimento do risco de multa ficará mais atendo. “Quando as pessoas começarem a saber da fiscalização vão andar com mais cautela e dentro de limite de velocidade”, apostou.




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