A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Quarta-feira, 07 de Dezembro de 2016

31/08/2014 09:05

Frota cresce, congestiona fluxo e PM já prevê rodízio na Capital

Renan Nucci
Congestionamentos como este da Avenida Mato Grosso com a Via Park, são comuns em horário de pico. (Foto: Marcos Ermínio)Congestionamentos como este da Avenida Mato Grosso com a Via Park, são comuns em horário de pico. (Foto: Marcos Ermínio)
O coronel da PM, Valter Godoy Rojas, se mostrar preocupado com as questões que envolvem o trânsito da Capital. (Foto: Pedro Peralta)O coronel da PM, Valter Godoy Rojas, se mostrar preocupado com as questões que envolvem o trânsito da Capital. (Foto: Pedro Peralta)

O crescimento vertiginoso na frota de Campo Grande eleva problemas de trânsito como lentidão e congestionamento, e percursos que antes eram feitos em aproximadamente 15 minutos, hoje tomam mais de meia hora.

Veja Mais
Tumulto na Marques de Lavradio atrapalha quem mora na região
Amigos criam aplicativo para motorista não usar celular no trânsito

O comandante da Polícia Militar em Mato Grosso do Sul, coronel Valter Godoy Rojas, disse durante evento no 17º Batalhão de Trânsito da Capital que, se o poder público não adotar medidas urgentes, haverá a necessidade de rodízio de veículos em um futuro próximo.

Segundo levantamento apresentado pelo Detran (Departamento Estadual de Trânsito), de 2005 a 2012 o número de carros e motos cresceu 86,7%, saltando de 239.359 para 446.969. De acordo com números atualizados fornecidos pelo 17º Batalhão de Trânsito, a frota hoje da Capital supera 480 mil veículos, o que deixa uma média aproximada de um para cada dois habitantes.

Com as ruas abarrotadas, os congestionamentos se tornam cada vez mais comuns em horários de pico, principalmente em regiões como na rotatória da Avenida Interlagos ou no cruzamento da Via Parque com a Avenida Mato Grosso. Consequentemente, na disputa por espaço, alguns condutores ser arriscam e acabam provocando acidentes. “A quantidade de veículos é absurda e a lentidão é consequência. Nossa estrutura de tráfego ainda não está totalmente preparada para atender a esta demanda”, disse Rojas.

Segundo ele, se o crescimento continuar rápido, poderá haver rodízios de veículos. “Em alguns lugares é impossível transitar nos horários de pico. São muitos carros e motos. Nossas ruas já não estão mais suportando essa demanda. Se continuar assim e nada for feito, vejo que em um futuro não muito distantes seremos obrigados a adotar regime de rodízio”, disse o comandante da PM, reforçando que acima de qualquer planejamento ou fiscalização, é preciso consciência por parte do cidadão.

“O cidadão tem que contribuir e se programar melhor, levando em conta que pode haver algum imprevisto durante o trajeto. A cidade cresceu, mas muito campo-grandenses ainda não se habituaram a isso. Planejar os horários é importante pois reflete na segurança de todos, já que não haverá a necessidade de dirigir com pressa, arriscando a própria vida e a de terceiros”, completou.

Filas longas e lentidão são cenas comuns no cotidiano do trânsito campo-grandense. (Foto: Marcos Ermínio)Filas longas e lentidão são cenas comuns no cotidiano do trânsito campo-grandense. (Foto: Marcos Ermínio)

Estrutura de Trânsito – O engenheiro Jean Saliba, titular da Agetran (Agência Municipal de Trânsito de Campo Grande) reforça em partes o discurso do comandante da PM, mas pondera que, apesar de ter muitos problemas, o trânsito de Campo Grande ainda está longe de ser caótico. “O trânsito brasileiro em geral é ruim, mas tem muitos lugares piores que aqui”, disse.

Ele comenta que as vias já encontram dificuldade para acomodarem tantos automóveis simultaneamente, no entanto, a administração municipal, por meio da Agetran e outros órgãos de trânsito, assim como o Planurb (Instituto Municipal de Planejamento Urbano), está atenta quanto a este cenário e já estuda medidas com soluções em longo prazo.

“O trabalho para melhorias da engenharia de tráfego continua. Temos feito mudanças na sinalização de algumas ruas, mas sabemos que ainda há muito a ser feito. Por enquanto, nossas vias ainda fornecem rotas alternativas que auxiliam aquelas pessoas que querem fugir do congestionamento”, avaliou, sugerindo que, entre algumas medidas viáveis está a construção de mais viadutos.

“É uma saída que resolveria o problema a médio prazo, pois sabemos que existem alguns gargalos que comprometem a fluidez nas vias em momentos específicos”, disse. Assim como a PM, ele recomenda que o cidadão se adapte ao momento e busque alternativas como sair em horários diferentes ou mudar a rota buscando ruas menos movimentadas. “Isso certamente ajudaria muito. O campo-grandense precisa entender que mora em cidade grande”, concluiu.




É preciso que se pense juntamente com o rodizio a qualidade do transporte publico em CG q nao é ruim, é péssimo. e as autoridades fecham os olhos para a prestação de serviços das empresas de transportes coletivos. A pergunta que nao quer calar- sera q as autoridades de nossa capital vao aderir ao transporte alternativo, quero ate ver o nosso legislativo, executivo e judiciario dentro de um onibus extremamente lotado ,andando de bicicleta, acho que o serviço melhora qndo as autoridades utilizarem o transporte coletivo e sentirem na carne o q o povo passa,assim deve ser com a educaçao , o salario minimo e a saude. todo politico utilizando esses serviços junto o povo.imagine a qualidade dos serviços seria de primeiro mundo, e o salario minimo finalmente cumpriria o q diz a Const. Federal
 
lucelia silva em 01/09/2014 09:52:19
Pensar na possibilidade do rodízio de veículos na Capital sem antes investir na construção de viadutos ou melhoria no transporte público é no mínimo descabido! O grande aumento da frota de veículos nos últimos anos, sobretudo de motocicletas, se dá principalmente pelos trabalhadores que precisam se deslocar ao local de trabalho e não podem contar com um transporte público de qualidade. Depois de adotadas essas medidas, comumente observadas em outras cidades, e caso não surta o efeito desejado, aí sim pode-se falar em rodízio de veículos.
 
Rogério P. Oliveira em 01/09/2014 08:27:42
RODIZIO EM CAMPO GRANDE? Isso é ridículo!. Uma cidade de Avenidas e Ruas Largas, nova, com 115 anos , cidade que quando conheci, quando vim aqui residir, era o transito dos 5 minutos, ligeiro, tranquilo, virou o caos. CULPA DOS POLÍTICOS que não planejaram e assim deixaram, de implantar um sistema de MOBILIDADE, DE TRANSPORTE URBANO EFICIENTE, DECENTE, DIGNO DE USO PELA POPULAÇÃO (eles não usam, por isso não se preocupam). Campo Grande, ALÉM TE TRANSPORTE EFICIENTE, CICLOVIAS, não meia-duzia, mas diversas, se interligando, pela Julio de Castilho/Marechal Rondon/Antonio Maria Coelho/Afonso Pena/Mato Grosso/Joaquim Murtinho/Fernando Correa da Costa, entre outras e suas transversais. FALTA DE PLANEJAMENTO SÉRIO. E MAIS UMA VEZ, VOCÊ, EU, NÓS, POPULAÇÃO, VAMOS PAGAR. ISSO É JUSTO?
 
Estênio Seaone em 01/09/2014 07:10:01
Tem que investir em transporte coletivo e ciclovias e educar o povo sobre as vantagens de ir ao trabalho de bicicleta, uma rede segura de ciclovias que permitem pais e filhos irem de bicicleta para as escola. O grande problema é a mentalidade de pobre do brasileiro que acha que é inferior se andar de bicicleta ou de transporte coletivo.
 
cezar augusto silva colvara em 31/08/2014 17:41:18
O problema continua sendo motoristas mal formados, que travam o transito de CG, sem falar da Agetran que só faz barbeiragem no transito, os sinais precisam ser sincronizados para melhorar o fluxo. Londrina tem uma Av. semelhante a Afonso Pena, que vc andando a 50 Km/h, vai de uma ponta a outra sem parar em semáforo, é cheia de radar, mas não precisa correr, evita acidentes. Aqui na faixa de ônibus e táxi é cheio de espertinho andando, sem fiscalização nenhuma, precisamos melhorar muito.
 
Waldemir da Silva Fernandes em 31/08/2014 17:05:35
Querem que o cidadão pague pela incompetência do governantes, isso não pode acontecer. Nossa Capital Morena é uma cidade de vias largas e amplas, é com tristeza que dia após dia, podemos constatar, o caos que está se tornando o trânsito em nossa cidade. Uma total falta de planejamento e atenção com o transporte público. Devíamos ter transporte público ágil e de qualidade a todos, bem como ciclovias que atendam e interliguem os bairros, principalmente os de menor renda. Congestionamento aqui é um absurdo. Lembro que quando vim para este recanto, em 1995, em brincava e dizia para colegas de outras cidades do Brasil, que aqui era a cidade dos 5 min, pois praticamente era o tempo que se levava (Centro-Bairro-Centro) . ISSO É DESCASO. RODÍZIO, NÃO RESOLVE O PROBLEMA, PLANEJAMENTO E VONTADE SIM.
 
Estênio Seaone em 31/08/2014 16:56:46
Saída mágica para o descaso de anos... Criaram grandes condomínios e nada de criação de estrutura para trânsito ou transporte coletivo. O governo estimulou compra de veículos com diminuição do IPI, mas o transporte público continuou parado no tempo. Ou seja, os políticos e empreendedores empurraram o problema com a barriga, ganharam com vendas de imóveis, carros, e agora essa.
Ninguém tem ou faz plano a longo prazo, a não ser que cogitem se perpetuar nos governos. Os governos são eleitos para resolver os problemas do povo, mas, notoriamente resolvem outros problemas.
 
Adriano Magalhães em 31/08/2014 15:16:36
Alem de viadutos,como sugere Dr. Jean Saliba,o que é ótima idéia,por qual motivo não se implanta a ONDA VERDE, ao menos nas principais artérias?
A atual situação ,de termos o sinal VERMELHO sequencial em quase toda esquina,foge ao mínimo de razoabilidade em engenharia de trânsito.
Sem querer ofender,e com todo o respeito,além de incontáveis quebra molas,radares com proibição de se passar de 30 ou 40 Km/h em vias expressas,nos parece brincadeira .
Creio estas simples medidas,aliadas a outras ,de conhecimentos dos órgãos de transito,poderiam melhorar enormemente o fluxo.
 
Fernando Barboza em 31/08/2014 14:27:57
Era só o que faltava mesmo! O poder público não faz a sua parte, não investe no reordenamento do trânsito, não se planeja para o crescimento populacional (resultado de medidas de incentivo a indústria) e aí pensa-se naquilo que, obviamente, é muito mais fácil e simples: pôr a mão no bolso do contribuinte que já tem uma carga absurda de impostos e tributos, inclusive sobre os veículos que possuem. Muito melhor que investir em melhorias (onde sairá $ dos cofres públicos) é arrecadar ainda mais mantendo as mesmíssimas condições ruins de ruas, estradas... Isto é Mato Grosso do Sul!
 
Janete Maciel de Oliveira em 31/08/2014 13:08:15
Se não houver investimento pesado em transporte coletivo de qualidade, o caos vai tomar conta de Campo Grande. Quem usa ônibus é humilhado diariamente, esperando meia hora em pontos de ônibus escuros, por veículos lotados e desconfortáveis. A classe média precisa ser atraída para o transporte coletivo, pela qualidade e custo-benefício. PRIORIDADE MÁXIMA AO TRANSPORTE COLETIVO!
 
Luiz Pereira em 31/08/2014 12:16:35
imagem transparente

Classificados


Desenvolvido por Idalus Internet Solutions