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Campo Grande, Sábado, 10 de Dezembro de 2016

18/11/2013 16:14

Sete meses após recorde de mortes, DNIT põe radar em ponte entre curvas

Luciana Brazil
Em acidente no mês de abril, casal de idosos morreu depois de capotagem. (Foto: Dourados Agora)Em acidente no mês de abril, casal de idosos morreu depois de capotagem. (Foto: Dourados Agora)

Sete meses após acidentes matarem sete pessoas em uma ponte entre curvas, entre os municípios de Rio Brilhante e Douradina, o DNIT (Departamento Nacinal de Infraestrutura de Transportes) instalou um radar para reduzir a velocidade dos veículos. O equipamento ainda não está em funcionamento, mas os motoristas já reduziram a velocidade durante o feriadão no trecho. 

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Com a fiscalização, a velocidade permitida será de 60 km/h. O local foi palco de vários acidentes e sete mortes, só neste ano. Em menos de 10 dias, durante o mês de abril, o número de mortes no trecho superou em 40% o total de vítimas fatais registradas no ano inteiro de 2012, quando cinco pessoas morreram.

De acordo com o DNIT, o radar ainda precisa passar por aferição do Inmetro para entrar em operação. A ponte fica localizada entre as cidades de Douradina e Rio Brilhante, e os quilômetros 290,1 até o 319,1.

Para o inspetor da PRF (Polícia Rodoviária Federal), Tercio Baggio, o trecho é bem sinalizado e já recebeu obras de alargamento da pista, feitas pelo DNIT, no ano passado.

As características da pista também podem contribuir para o grande número de acidentes, conforme a PRF. “O trecho tem bastante curva e descida. Pelo fato de ser uma ponte, qualquer batida o veículo acaba batendo na cabeceira”.

O abuso da velocidade e as ultrapassagens indevidas são os principais causadores de acidentes, segundo o inspetor.

“O local foi amplamente sinalizado, está em excelentes condições. Não há motivos para tantos acidentes, a não ser pela má conduta do motorista”.

Acidente - Em um dos acidentes, um casal morreu no dia 26 de abril, no trecho sobre a ponte. Orlando Esteves, 72 anos, e Darci Rodrigues Esteves, 62, morreram na hora. Eles estavam em um caminhão que ia para São Paulo e capotou. O corpo dos dois ficou preso às ferragens.

Segundo a PRF, o acidente aconteceu porque uma carreta fazia uma ultrapassagem perigosa e foi em direção ao caminhão. Orlando tentou desviar da carreta, e acabou perdendo o controle do veículo, saindo da pista e capotando. 

No dia 18 do mesmo mês, três ocupantes de uma camionete morreram ao bater em um micro-ônibus com estudantes. A colisão ocorreu também sobre a ponte e matou o condutor da caminhonete, Silas Epefânio Medina Martinez, 47, o irmão dele, Rubens Medina Martinez, 51, e a esposa de Silas, Edenia Salviano Medina, 33.

Outros dois ocupantes do carro, Daniel, 4, e a irmã de Silas, Nélida Medina dos Santos, 49, foram levados para o Hospital da Vida, em Dourados. Outros 15 estudantes ficaram feridos.

Já no dia 20 de abril uma camionete S-10 colidiu contra a traseira de uma carreta, e caiu dentro do rio, matando o casal que estava dentro.

Sete meses após recorde de mortes, DNIT põe radar em ponte entre curvas



Se o objetivo é realmente reduzir a velocidade dos carros para a proteção contra acidentes, é dever do Estado fazer uma sinalização asfáltica do tipo que trepida o carro bem antes de chegar ao radar para que todos os veículos sejam advertidos que terão que reduzir a velocidade. Caso contrário, vejo apenas como mais uma forma de arrecadação desmedida por parte do Estado. Reduzir bruscamente a velocidade numa rodovia como a BR-163 é a mesma coisa que tentar um suicídio. Não sou, de maneira nenhuma, contra os radares, desde que sejam amplamente sinalizados tanto vertical quanto horizontalmente, sob pena de causar ainda mais acidentes na via podendo ceifar, inclusive, vidas de famílias inteiras.
 
Marcelo Bragretto em 09/12/2013 19:47:49
Discordo Fabiola, a sinalização é suficiente, uns 500m antes tem placas indicando a velocidade e informando que à frente tem radar, uns 200m repete a placa da velocidade máxima, é só prestar atenção, talvez na primeira vez não damos tanta importância porque em vários locais da rodovia informa que a velocidade é controlada por radar e nunca tem nada. Concordo com o João Braz, 60km/h fica até perigoso, pois alguém na frente pode reduzir bruscamente de 100km/h para 60km/h e o de trás, distraído, colidir no veículo da frente, mas felizmente essa velocidade é apenas na ponte do Rio Brilhante. MATEUS: o trecho há muito tempo é muito bem sinalizado, com acostamento, a ponte foi alargada e com alertas, os acidentes aconteceram por imprudência/imperícia, seja de terceiros ou das próprias vítimas.
 
Paulo Medeiros em 19/11/2013 10:32:42
Realmente a iniciativa foi ótima, apesar de muita demora.
Sres do DNIT siga o exemplo do Paraná que tem uma sinalização excelente referente ao Radar, pois a intenção não é multar e sim preservar vidas.
Os RADARES instalados em nossa Rodovias estão mau sinalizados.
Gostaria que o Campo Grande News fizesse uma matéria sobre isso, exemplo seria os RADARES da Rodovia que liga Campo Grande a Corumbá, pois não há sinalização nenhuma. Fazendo com que os condutores freiam seus veículos bruscamente, com isso podendo ocorrer acidentes gravíssimos.
 
Carlos Espindola em 19/11/2013 10:15:35
infelizmente só tomam providencias depois de MUITAS MORTES...
 
MATEUS COSTA em 18/11/2013 18:54:33
Passei pela ponte de Rio Brilhante neste feriado achei ótimo o radar, só acho que deveria manter a velocidade da BR, pois diminuir para 60 por hora tambem pode causar acidente, o problema não é a velocidade e sim o excesso.
 
joão braz em 18/11/2013 18:17:32
Boa iniciativa, porém péssima sinalização, avistamos esse radar bem na hora d passar por eles, igual o q colocaram na aroeira e no água rica, péssima sinalização pra avisar dos radares... porém ótima iniciativa...
 
Fabiola Porto em 18/11/2013 17:01:11
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