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19/08/2014 18:14

Defensoria pede fim da fila de espera por cirurgia dos olhos, que tem 3,5 mil

Liana Feitosa
Defensor público espera que, em 12 meses, não existam mais filas no município. (Foto: Dourados Agora)Defensor público espera que, em 12 meses, não existam mais filas no município. (Foto: Dourados Agora)

Mais de 3,5 mil pacientes de Dourados, distante 233 km de Campo Grande, estão na fila do SUS (Sistema Único de Saúde) aguardando por uma cirurgia oftalmológica. Para tentar amenizar a situação, a Defensoria Pública da União iniciou uma ação na Justiça.

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De acordo com o presidente do Fórum dos Usuários do SUS, Jorge Paulino Grosch, os usuários aguardam procedimentos de correção de desvio e cirurgias de cataratas, mas, segundo o Secretário Estadual de Saúde, Antônio Lastória, o Estado não poderá absorver esta demanda, já que Campo Grande também tem pacientes na fila.

Etapas - De acordo com o Jornal Dourados Agora, a ação movida pela Defensoria Pública da União, assinada pelo defensor Frederico Aluísio Carvalho Soares, pede que União, Estado e município, providenciem de forma imediata a cirurgia de catarata para todos os pacientes que estão aguardando. Outro pedido é que, em 15 dias, seja divulgada uma lista com o nome e o tempo de aguardo de todas as pessoas que estão na fila.

Desta forma, a Defensoria espera que, em até 90 dias depois da apresentação da lista, seja feito um plano para a extinção da fila de catarata por meio de todas as providências necessárias. Portanto, caso necessário, medidas como contratação de pessoal e adequação de espaço físico deverão ser tomadas para que todos os pacientes sejam atendidos em, no máximo, 12 meses.

Para isso, a ação pretende que 20% da verba do governo do Estado gasta com publicidade seja destinada ao custeio das despesas com os procedimentos cirúrgicos.

Mais de 80 pacientes procuraram solução para o impasse na Defensoria, segundo o defensor público federal Frederico Aluísio Carvalho Soares. “É grande a quantidade de pacientes que levam mais de um ano até que consigam realizar a simples cirurgia de catarata pelo SUS", contou Aluísio ao Jornal Dourados Agora.

Problema crônico - "São meses desde a consulta com o clínico geral até a consulta com o oftalmologista, e mais meses para o agendamento da cirurgia. Devido a esta demora, muitos tem que fazer os exames pré-operatórios duas vezes, o que acarreta um gasto em dobro para o SUS, pois os exames também são feitos através do serviço público", explica. "É nítida a má administração do sistema e a falta de investimentos no setor", finaliza, ainda ao Jornal Dourados Agora.

Segundo o defensor, em agosto de 2012 o único equipamento facoemulsificador utilizado pelo HU (Hospital Universitário) da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados) quebrou. Apesar de ser o único para a realização das cirurgias, só foi consertado em meados de 2013, período em que a fila das cirurgias parou.

Para agravar a situação, o HU agora só tem um médico especialista, quando antes contava com três. No entanto, a cirurgia é a única forma de tratamento para a doença e leva apenas 30 minutos para ser feita, não sendo necessária internação hospitalar após a realização. “Portanto, a interminável fila não é justificável, senão pela falta de estrutura e financiamento do sistema público de saúde”, completou Aluíso, ainda ao Jornal Dourados Agora.

Outro lado - Segundo o governo do Estado, foram disponibilizados mais de R$ 190 mil ao município de Dourados para a realização de cirurgias de catarata. No entanto, o defensor acredita que apenas 29% desse montante foi utilizado e que, portanto, não há falta de recursos para a realização dos procedimentos.

Para o Secretário Municipal de Saúde, Sebastião Nogueira, a situação já foi resolvida. Segundo Nogueira, já foi publicada uma portaria abrindo edital de pregão como objetivo de contratar uma empresa que fará as cirurgias. Entre 3 e 4 de setembro as empresas (hospitais de todo o Brasil) apresentarão documentação e propostas.

A informação é que a empresa vencedora fará um mutirão para realizar mil cirurgias de catarata. Conforme explicou Nogueira, os casos que não forem incluídos no mutirão serão atendidos no HU, que teria estendido o contrato com a Prefeitura para mais três meses.

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