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29/04/2015 10:56

Em protesto contra PEC, estudantes índios bloqueiam acesso à universidade

Helio de Freitas, de Dourados
Estudantes índios durante protesto na manhã desta quarta-feira contra a PEC 215 (Foto: Eliel Oliveira)Estudantes índios durante protesto na manhã desta quarta-feira contra a PEC 215 (Foto: Eliel Oliveira)

Pelo menos 400 estudantes universitários indígenas bloquearam na manhã desta quarta-feira o acesso ao campus da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados) em protesto contra a PEC 215, que pode tirar do governo federal e transferir para o Congresso Nacional a tarefa de demarcação de territórios indígenas e áreas quilombolas. A Proposta de Emenda Constitucional está em discussão na Câmara dos Deputados.

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Com faixas e cartazes, os acadêmicos índios ocuparam a entrada à unidade II da universidade, que fica a 12 km do centro de Dourados, onde funciona a maioria dos cursos da UFGD. Quando o protesto começou houve princípio de tumulto com outros estudantes que chegavam à universidade, mas a situação logo se acalmou e o protesto continuou até por volta de 10h. Longas filas de carros se formaram na entrada da Cidade Universitária. Os veículos eram liberados a cada cinco minutos.

“Nossos direitos estão se estreitando por uma elite”, dizia um dos cartazes. “Esse ato representa momento de demonstrar apoio a nossas lideranças e defender nosso povo”, afirmava outro. Organizadores do ato de hoje afirmam que a mobilização dos universitários indígenas vai continuar e novos protestos serão feitos, inclusive no centro da cidade.

Defendida pela bancada ruralista no Congresso brasileiro, a PEC 215 recebe duras críticas de entidades nacionais e internacionais de defesa dos povos indígenas e quilombolas. “A rápida retomada da proposta é um indicativo claro de que a bancada conservadora do Congresso está comprometida com o agronegócio e, motivada pelos interesses de latifundiários, tenta impedir novas demarcações e rever as já realizadas”, afirma Danicley de Aguiar, da campanha Amazônia do Greenpeace.

A PEC foi arquivada em novembro do ano passado, após o relatório final do deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR) não ter sido votado até o final da legislatura. Mas neste ano a proposta voltou a ser discutida em Brasília.




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