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Campo Grande, Domingo, 04 de Dezembro de 2016

26/08/2015 19:57

Índios ampliam invasão e ocupam residências de distrito, diz prefeito

Priscilla Peres
Proprietários rurais fecharam a rodovia que liga a Antonio João em protesto contra as invasões. (Foto: Divulgação)Proprietários rurais fecharam a rodovia que liga a Antonio João em protesto contra as invasões. (Foto: Divulgação)

O clima entre proprietários rurais e índios de Antonio João está cada vez mais tenso. De acordo com o prefeito Selso Lozano (PT), indígenas invadiram residências do distrito de Campestre e expulsaram 40 famílias. As invasões em fazendas também ampliaram para nove, segundo o prefeito.

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A invasão começou na fazenda Primavera no fim de semana e o DOF (Departamento de Operações Táticas) está no local desde então para fazer a segurança de ambas as partes, porém a situação se agravou nas últimas horas. Com medo de invasões na cidade, o prefeito pede ajuda para resolver a situação.

“Será que o governo Federal vai deixar acontecer uma tragédia anunciada na questão de invasões de terras indígenas”, afirma Selso. Ele também conta que enviou ofício para vários órgãos hoje pedindo ajuda para resolver a situação. “Mas está faltando apoio”, ressalta ele.

Há informações de que o Batalhão de Choque está de prontidão, aguardando autorização do governo para se deslocar até a área de conflito. A Polícia Militar está no local, também para tentar manter a segurança de ambas as partes. Ainda segundo o prefeito, os produtores rurais bloquearam a rodovia que liga Antonio João a Bela Vista, em forma de protesto.

A presidente do Sindicato Rural de Antonio João, Roseli Maria Ruiz, também expressou sua preocupação com os conflitos hoje. Em nota, ela diz que há informação de que os índios irão fechar as entradas de acesso a sede do município e colocar fogo na cidade. Ainda de acordo com Roseli, há vários índios com galões de gasolina pela cidade.

“Diante de um caos desta magnitude não tenho ideia do que fazer para garantir a ordem, contatamos todas as autoridades e poderes de polícia. Até o momento não tivemos resposta”, diz a nota, que termina pedindo a proteção divina.

Reunião – Hoje aconteceria uma reunião entre produtores rurais e representantes das comunidades indígenas no Ministério da Justiça, mas não aconteceu devido a ausência de pessoas de todas as partes. Em nota, a Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de MS) afirma que está audiência deveria marcar avanços nas negociações sobre as invasões a propriedades rurais em Mato Grosso do Sul.

O grupo de produtores rurais - liderado pelo presidente da Famasul – Federação da Agricultura e Pecuária de MS, Maurício Saito, e composto pelos presidentes dos sindicatos rurais dos municípios de Amambai, Diogo Peixoto, e de Ponta Porã, Jean Paes, e da advogada Luana Ruiz foi recebido pelo presidente da Funai – Fundação Nacional do Índio, João Pedro Gonçalves da Costa. O dirigente ouviu o relato da situação conflitante e de violência gerada pelos indígenas nas invasões e foi informado que mais uma propriedade e o distrito de Campestre foram invadidos nas últimas 24 horas, ambos no município de Antônio João.




É, gente, vamos recolher nossas coisas e voltar para Portugal, para que o Brasil volte a ser todo dos índios. Só não perguntem o que farão com tanta terra. Vão virar fazendeiros? Se for isso, cai por terra o argumento da "preservação da cultura", mesmo porque, para tal fim, não são necessário milhares e milhares de hectares de terra, que se tornariam improdutivas. E vale lembrar que, se o fazendeiro deixar sua terra ser considerada improdutiva, ela é tomada para se transformar em assentamento.
 
Dean_Winchester em 27/08/2015 07:46:59
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