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Campo Grande, Terça-feira, 06 de Dezembro de 2016

25/02/2013 20:59

Ministra quer punição exemplar para assassinato de índio de 15 anos

Nyelder Rodrigues e Helton Verão
Ministra visitou no final desta tarde de segunda-feira o governador André Puccinelli (Foto: João Garrigó)Ministra visitou no final desta tarde de segunda-feira o governador André Puccinelli (Foto: João Garrigó)

A Ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, visitou no final da tarde desta segunda-feira (25) o governador André Puccinelli (PMDB) para conversar sobre a morte do indígena Denilson Barbosa, 15 anos, morto em Caarapó por um fazendeiro no dia 17 deste mês.

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Durante a entrevista coletiva, a ministra afirmou que não haverá impunidade, e que o caso deve servir como exemplo para não acontecer mais. Além disso, ela explicou que o acordo não tem que contemplar todos. “Não se trata de fazer um acordo entre nós – se referindo a ela e André – e esquecer os mais necessitados”.

Maria do Rosário afirmou que está trabalhando junto ao governo para garantir punição no caso, que é especial, no sentido de garantir segurança e que as comunidades indígenas tenham direito à vida digna.

Ela também comentou sobre as ameaças que as testemunhas do crime, dois indígenas que estavam junto com Denilson e presenciaram ele sendo capturado, apanhar de pistoleiros e depois ser morto com disparos na cabeça. Antes do crime, eles eram perseguidos e na fuga, a vítima ficou presa a uma cerca, sendo alcançada.

“O governo federal e o estadual, e o MPF (Ministério Público Federal), têm programas de proteção a vítimas e testemunhas. Queremos ir à fonte da ameaça. Quem matou não poderia matar e quem ameaçou tem que parar, levando a responsabilidade a quem está ameaçando”, declarou a ministra, que acrescentou. “Para isso temos o inquérito, um delegado destinado a esses casos, o apoio da Força Nacional, PRF (Polícia Rodoviária Federal) e PF (Polícia Federal)”.

Quanto a questão de policiamento nas aldeias, que são de responsabilidade da União, a ministra afirmou que desde 2008 existe uma proposta do Governo do Estado para fazer esse policiamento, havendo apoio federal para isso, mas que a execução dessa política de segurança ainda está sendo buscada.

“A questão fundiária aqui é bem complexa e só podemos trabalhar construindo consenso, de forma harmoniosa e pacífica. O Governo Federal, o Estadual e a bancada parlamentar em Brasília estão buscando uma forma de trabalhar essa questão”, finalizou Maria do Rosário.

Governador - O governador André Puccinelli confirmou que o Estado tenta desde 2008 uma parceria com o Governo Federal, e que as duas esferas administrativas sempre tiveram um consoante no que fazer.

Entretanto, Puccinelli criticou as dificuldades que houve nas ações com o Ministério da Justiça, e que não houve continuidade por parte do MPF nas conversar. O governador também afirmou que acredita que com após conversar com a ministra, algo novo acontecerá.

“Fizemos compromisso em ter rigor nas investigações nesse e em outros casos. O que queremos é a preservação da vida. Espero não ter divisões no futuro que essa é parte do Governo Federal, aquela é do Estadual”, comentou André.

Além disso, Puccinelli voltou a relatar problemas com o custeio operacional durante os seis meses em que a Polícia Federal ficou no Estado por causa das questões fundiárias envolvendo indígenas.

Conforme o governador, foram usados policiais e viaturas do Estado em apoio. “Depois de seis meses, negaram míseros litros de combustíveis prometidos”, reclamou Puccinelli.




Acho que a punição foi justa, aqueles corinthianos tem que ficar preso mesmo. O indiozinho não tinha nada a ver, foi só assistir um jogo e se tornou vítima. A terra pertence a eles, a torcida não tinha o direito de invadir o estádio! Isso é uma vergonha.
 
Edson Peralta em 26/02/2013 15:03:51
puniçao exemplar só pq foi um indio?? o os outros tantos assasinatos q ocorrem diariamente no estado??,,,,,aaaah e q esse deu "ibop" ou pq é indigena??
 
roberto perez em 26/02/2013 11:29:31
O exemplo deveria vir de quem fala.Os problemas da nação indigena é por conta do governo federal através da FUNAI, a ministra diz que quer punir os responsaveis mas não tem poder para isso e sim a Justiça Federal.Cabe ao governo fazer sua parte e evitar que brutalidade como essa não aconteça.Tá vendo o andré?Ta pensando: Esses bugres não tem jeito mesmo!
 
samuel gomes campo grande em 26/02/2013 09:21:00
A elite do MS não está acostumada a esse tipo de intervenção. Nunca na história deste país se viu uma proteção tão grande às partes hipossuficientes. Parabéns à ministra que tem coragem de enfrentar as feras da agropecuária capitalista.
 
Anita Ramos em 26/02/2013 09:11:09
Piada dna ministra, o cidadão ja esta cheio desses protagonista que a cada situação vem se mostrar. Cade o bambam que matou um indio queimado em Brasilia?? Tem morrido gente de tudo que é espécie na mãos de malandro , com certeza esse homem que matou esse indio desocupado não foi atras dele no quintal dele. É muita conversa e pouco resultado....
 
Ado Filho em 26/02/2013 09:05:56
Ministra a punição não tem que ser exemplar.tem que ser a prevista na lei, nem mais nem menos.transformar o fato num ato político é exagero.
 
Carlos Henrique em 26/02/2013 07:19:52
Parabéns Sra. Ministra, devemos punir mesmos assassinos. Por falar em assassinos, como está a punição dos mandantes do EX PREFEITO CELSO DANIEL?????
 
Milton Barbosa em 26/02/2013 07:10:21
Respeito e concordo com a posição da nossa Ministra porém, declarar que exige uma punição exemplar, neste caso (não quero dizer que não mereça, os provadamente culpados devem ser punidos conforme preceitua nossa legislação, nada mais e nada a menos) faz-nos pensar que os outros casos de homícidio (por mais horrendo que seja qualquer tipo de violência) não mereçam punição igual - ou não tão exemplar. Quero dizer que qualquer tipo de violência contra a vida deve ter punição e ponto final. Tomamos cuidado com nossos pensamentos pois, quando nos dermos em conta, estaremos com algum tipo de cota para punir as diferentes classes sociais, diferentes raças/cor e etc. Veja o site http://www.mapadaviolencia.org.br/pdf2012/mapa2012_cor.pdf
 
Ricardo Machado em 26/02/2013 00:47:07
Esta situação toda gerada pela falta de capacidade do governo de resolver a situação das desapropriação de areas consideradas indigenas, com pagamentos rediculos no valor das areas rurais, se pagasse o valor que paga por terras para reforma agraria não teriamos essa guerra por terras consideradas indigenas, agora acontece um crime envolvendo produtor rural e índios ja vem um monte de gente la de Brasilia fazer pressão aqui no estado, ai voltam pra lá e não resolvem nada.Ta no hora de resolver esse problema, vamos fazer uma reforma indigena que seja justa, não entregar milhões de hectares para poucos indios, não entendo esses estudos antropólogos que levantam as areas cosideradas indigenas pois acho que e muita terra pra pouco indio.
 
joao braz em 26/02/2013 00:07:02
parabéns ministra .. o menino éra uma criança. se todos andar atirando sem rumo. oque que naõ vira o pais. já tem tantas violência no mundo.
 
lucia carvalho em 25/02/2013 23:21:06
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