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17/02/2014 12:00

Monumento "Gaivota" que homenageia jornalista morto é roubado em Ponta Porã

Luciana Brazil
Jornalistas arcam com construção de monumento. Jornalistas arcam com construção de monumento.

O monumento “Gaivota Pantaneira”, construído em Ponta Porã, a 323 quilômetros de Campo Grande, em homenagem ao jornalista Paulo Rocaro, assassinado no dia 12 de fevereiro de 2012, foi roubado na semana passada no município.

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Feita de ferro, a gaivota foi furtada na semana em que o crime completa dois anos. O monumento foi uma homenagem do Clube de Imprensa de Ponta Porã ao jornalista e escritor que foi executado com quatro tiros quando voltava para casa, em Ponta Porã.

O Clube de Jornalistas já divulgou que pretende construir um novo monumento. Segundo associados do Clube, o local onde está o monumento é iluminado e tem constante movimento de pessoas e veículos.

Com 80 centímetros de envergadura, o monumento foi inaugurado no dia 18 de maio de 2013, na Avenida Brasil, em frente ao estacionamento do Parque dos Ervais “Prefeito Aires Marques”. 

O totem que sustenta a Gaivota foi construído com o apoio da prefeitura e a escultura paga com um rateio entre jornalista e amigos do Clube de Imprensa. O projeto foi elaborado pelo artista plástico Anísio Véras.

Caso- Conforme as investigações, o jornalista teria morrido por brigas políticas. As desavenças teriam começado nas eleições internas do PT, para escolha do nome do partido à disputa da Prefeitura de Ponta Porã. Enquanto o jornalista apoiava o ex-prefeito Vagner Piantoni, Cláudio queria a esposa dele, Sudelene Alves Machado.

Em um de seus artigos, Paulo comparou a colagem de fotos de criminosos com pedidos de recompensas à colagem de santinhos pedindo votos. Para o delegado que investigava o caso, Odorico Ribeiro Mesquita, o artigo foi ‘gota d’ água para o assassinato".

À época, foram presos o dirigente político Cláudio Rodrigues de Souza, conhecido como “Meia Água”, o sobrinho dele, Luciano Rodrigues de Souza e Hugo Stancatti Ferreira.

Conforme a conclusão do inquérito de 650 páginas, Cláudio foi o mandante do crime, Hugo foi quem fez os disparos e Luciano era quem pilotava a motocicleta, que levava Hugo na garupa.

Câmeras de segurança, relatos de testemunhas, interceptações telefônicas e gravações feitas pelo próprio Cláudio o apontam como o mandante do crime. 




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