A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Segunda-feira, 05 de Dezembro de 2016

06/05/2011 13:13

Operação apreende crânios de onça e 3,5 metros de couro de sucuri

Fabiano Arruda e Italo Milhomem

PF desencadeou Jaguar II por conta de envolvimento do Toninho da Onça

(Foto: Divulgação / IBAMA)(Foto: Divulgação / IBAMA)

A Operação Jaguar II, desencadeada pela Polícia Federal e Ibama, nesta sexta-feira, em Corumbá, apreendeu dois crânios de onça, três metros e meio de couro de sucuri e 12 galhadas de cervo, além de armas. Até uma mala confeccionada com couro de onça foi encontrada.

A ação encontrou ainda uma mandíbula de porco monteiro. Entre as armas apreendidas estão cinco revólveres 38, uma pistola 357, de uso restrito das Forças Armadas, dois fuzis e uma espingarda carabina.

A operação é desdobramento da Jaguar I, desencadeada no ano passado. Participaram da ação nesta manhã quatro policiais federais, dois funcionários da fiscalização do Ibama. A equipe utilizou um helicóptero do Exército.

As investigações começaram a partir de um vídeo, enviado por um americano à Polícia Federal, que mostra um safári turístico na fazenda Santa Sofia, em Aquidauana, a 150 quilômetros de Campo Grande.

O vídeo era utilizado como uma espécie de propaganda da caçada ilegal, que custava de 30 a 40 mil dólares por safári, com direito a passagem, alimentação, translado, hospedagem. O prêmio era o que o caçador conseguisse abater.

As imagens mostraram um caçador russo, além de outros estrangeiros, que acabavam atuando na parte logística, e Toninho da Onça, principal protagonista da Jaguar I, que está foragido da Polícia Federal.

A identificação de Toninho das imagens foram fundamentais para os federais desencadearem a segunda operação, que não fez prisões em flagrante, nem aponta o número de envolvidos. Segundo informações do Ibama, a Jaguar II foi executada para preservar provas.

Mesmo sem as prisões, o Ibama vai designa multa aos envolvidos, inclusive a dona da fazenda, que variam entre 5 e R$ 10 mil para cada peça apreendida, por se tratar de animais em extinção.

Parte das peças apreendidas vão para estudo na Embrapa Pantanal, além de ficarem com Polícia Federal e Ibama, que acredita que outras peças devam ter ido para fora do País.

Safáfi pantaneiro - Em julho do ano passado, a quadrilha presa cobrava de turistas pelo menos 1,5 mil dólares para participar da caça. Esse preço, segundo divulgado, era cobrado por animal abatido.

Nesta ação, foram detidos seis turistas que se preparavam para um safári em uma propriedade particular, em Sinop (MT), entre os quais quatro argentinos, um paraguaio e um policial militar de Mato Grosso.

Da quadrilha, foram presas quatro pessoas. À época, o dentista Eliseu Augusto Sicoli foi apontado como líder da quadrilha. Também foi identificado como integrante do bando Marco Antônio Moraes de Melo, o Toninho da Onça, que era tido como um caso simbólico de conversão de caçador de onça em colaborador com as ações de proteção ao animal.

Depois de ser considerado o maior caçador de onças pardas e pintadas do Brasil, com 600 abates no currículo, ele passou a auxiliar, desde 1990, o Ibama e entidades ambientalistas e acabou sendo indiciado na operação do ano passado, mas não chegou a ser preso.




Tudo por dinheiro!!!!
 
Walter Luiz de Queiroz Nunes em 10/05/2011 12:12:28
só gostaria de fazer uma pergunta quem chegou primeiro no pantanal as onças ou as vacas??
quem invadiu o habitat de quem?

quando criamos desequilibrio ecológico é certo que situações como essas vão se perpetuar de um lado os pecuaristas que referem perda de dinheiro pelo ataque das onças de outro um animal que esta no seu habitat e pura e simplesmente age de forma instintiva de sobrevivência afinal que nao gosta de carne de vaca???

 
marcel dos santos nobre em 08/05/2011 10:45:54
Seria cômico, se não fosse trágico. Enquanto boa parte do mundo discute formas de preservar o meio ambiente, gente que deveria se somar a esse esforço, como a distinta proprietária da fazenda Santa Sofia, extermina o pouco que resta da fauna local.... esse povo é louco? O governo deveria não só multar essa gente, mas também tomar suas terras e transformá-las em reserva ambiental. Se a terra é um bem privado, a fauna é um bem de todos...só multa não redimi o mal que esta senhora, e os outros que tem as as mesmas práticas, estão fazendo.
Eu não acredito que Mato Grosso do Sul vai se tornar um ambiente de bárbarie ambiental, vamos todos protestar...repudiar e cobrar das autoridades as providências para que esses exemplos não se multipliquem...
O PANTANAL é patrimônio de todos, não podemos deixar que meia dúzia destrua essa natureza maravilhosa
 
Gilmara Y. Franco em 08/05/2011 10:40:19
Quem é do ramo, pecuária, sabe muito bem que a matança de onça solicitada pelos pecuarista é uma ação normal no meio. Existe até uma "moeda" para o pagamento de cada animal abatido, 01 bezerro. E as oncinhas pintadas que se cuidem, pois a maioria de nossas autoridades são pecuarista, e a bichinha tem uma fome, e só come carne fresca,,,Agora safari pra gringo é demais. E as armas de coleção, da família, as caixas de munição não estão muito novas?
 
Cleiton Penze em 07/05/2011 09:33:01
Vontade de cuspir na cara desses covardes... e ver uma onça comendo cada um
 
Cidadão do Pantanal em 07/05/2011 08:06:13
Enquanto houver um fazendeiro pecuarista, as onças estarão em risco. Ou acaba-se com os pecuaristas, ou acaba-se com as onças e... sinceramente? Sou favorável à sobrevivência das onças!
 
Adriano Roberto dos Santos em 07/05/2011 06:08:00
A caçada de onça ano pantanal não pode ser vista como uma mera crueldade, ou como um ato de sadismo estéreo, porque essa ação faz parte da cultura e sobrevivência dos desbravadores pantaneiros.

Essa fazendeira, pode ter pecado pela arrogância, entretanto sua conduta é fruto da sua formação, pois seguramente ela foi criada assistindo seus antepassados preservando seus rebanhos da mesma forma.

O Estado e o meio ambiente deve muito aos antigos fazendeiros.

Dá para entender que um "Intelectual" de Ipanema demonize essa senhora, mas ataca la aqui no sul de Mato Grosso, sem considerar o contexto histórico social é pura hipocrisia


 
Humberto Sávio Abussafi Figueiró em 07/05/2011 05:25:08
Não vejo no direito da PF, invadir a propriedade centenária da sra Beatriz Rondon, pois a mesma tem um legado de defesa do pantanal, pois suas armas são de coleção e não para matar animais. Deve sim a PF, PRENDER os responsaveis legais dessa imprudencia, e não expor na midia de forma ridicula e manipuladora imagens q atacam a moral e a credibilidade da sra Beatriz Rondon , pois a mesma tem e tera sempre uma familia HONRADA., incapaz de se envolver em relatos tão mediocres. tenho certeza que os verdadeiros culpados serão punidos.
 
antonio moraes em 07/05/2011 01:17:04
Eu queria que dessem uma investigada em bandeirantes tão comendo todos os calangos da região e perto da cidade estão tirando todas as cascas de barbatimão.
 
everaldo pires em 06/05/2011 10:52:27
MEU DEUSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSS QUE CRUELDADE!!!!!!!!!!!! O GOVERNO TEM QUE TOMAR UMA POSIÇÃOOO!!!
 
Fernanda Muniz em 06/05/2011 07:19:13
Quanta crueldade!!!
Quanta safadeza!
Quante INDIGNAÇÃO esse fato provoca!
Que o castigo seja tão amargo quanto a crueldade do que esses bandidos cometeram!
PUNIÇÃO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
 
Ana Almeida em 06/05/2011 06:58:37
Concordo...tem muitos fazendeiros que matam animais silvestres (não só onça) e dão como desculpa a proteção do rebanho. Absurdo!
 
Fernando Freitas em 06/05/2011 03:57:56
Seria bom o IBAMA e a PF darem uma investigada na regiaõ de Caracol-MS, onde fazendeiros pagam pela caça e morte de onça pintada de forma indiscriminada, e pior com requintes de crueldade, sob o manto da impunidade e a desculpa de preservar o gado.
 
Rolando Lero em 06/05/2011 02:12:51
imagem transparente

Classificados


Desenvolvido por Idalus Internet Solutions