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Campo Grande, Segunda-feira, 05 de Dezembro de 2016

15/09/2015 10:19

Servidores da UFGD servem café para lembrar cem dias de greve

Quase mil servidores administrativos estão em greve desde o fim de maio; calendário acadêmico foi suspenso, já que paralisação também atinge os professores

Helio de Freitas, de Dourados
Servidores da UFGD serviram café da manhã no prédio da reitoria para marcar cem dias de greve (Foto: Divulgação)Servidores da UFGD serviram café da manhã no prédio da reitoria para marcar cem dias de greve (Foto: Divulgação)

Para marcar os cem dias da greve iniciada no final de maio, servidores da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados) serviram um café da manhã nesta terça-feira (15), no prédio da reitoria, em Dourados, cidade a 233 km de Campo Grande.

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Assim como ocorre em todas as instituições federais de ensino superior do país, pelo menos 950 técnicos administrativos estão em greve na maior universidade pública do interior de Mato Grosso do Sul. Como os 520 professores também estão em greve, o calendário acadêmico foi suspenso em julho.

De acordo com a assessoria do comando de greve do Sintef (Sindicato dos Trabalhadores em Educação das Instituições Federai), o ato desta terça é pela democratização, que faz parte da pauta de reivindicações dos administrativos.

“Lutamos por um processo eleitoral no mínimo paritário para a escolha de gestores no âmbito das universidades públicas, de forma autônoma, com lista uninominal e também por uma composição paritária nos conselhos superiores”, afirma o Sintef, em nota.

Os administrativos, que incluem também funcionários do HU (Hospital Universitário) de Dourados, reivindicam reposição salarial de 27,3%, redução da jornada de trabalho para 30 horas semanais sem diminuição de salário, suspensão dos cortes orçamentos das instituições de ensino, fim da terceirização e melhoria de outros benefícios, como auxílio-alimentação.

Contraproposta – Na semana passada, os administrativos da UFGD aprovaram o envio da contraposta da federação da categoria para os ministérios de Educação e de Planejamento. A apresentação foi feita quinta-feira passada pelo comando nacional de greve, em Brasília.

A proposta do governo é de reajuste de 5,5% em 2016 e 5% em 2017, reajuste dos benefícios (auxílios alimentação, saúde e pré-escola) com base no IPCA e step de 0,1% em 2017. O step é a diferença entre um padrão de vencimento e outro na tabela do PCCTAE (Plano de Carreira dos Cargos Técnico-Administrativos em Educação).

A contraproposta dos servidores é de 9,5% de reajuste em 2016 e de 5,5% em 2017, sendo que o acordo de greve deve conter uma cláusula de revisão, para que, caso a inflação do período ultrapasse essa previsão, o índice seja atualizado em 2017. Uma nova rodada de negociação com o governo deve ocorrer ainda nesta semana.




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