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18/02/2014 17:25

Tragédia completa 2 meses e 4 corpos carbonizados ainda não foram identificados

Bruno Chaves

Quatro famílias de pessoas que morreram carbonizadas no dia 17 de dezembro de 2013, em um acidente envolvendo uma van com comerciantes de Três Lagoas e uma carreta carregada com carne, na BR-267, em Casa Verde, aguardam há mais de dois meses a identificação dos corpos. Ao todo, 11 vítimas perderam a vida na colisão.

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O IMOL (Instituto Médico e Odontológico Legal) de Campo Grande recebeu cinco corpos do acidente que matou 11. Dos cinco, apenas um foi identificado e liberado para a família: o da vítima Fabiano Bastos Malaquias. Os outros ainda passam por processo de identificação.

“Os corpos foram carbonizados completamente. A parte muscular e as vísceras viraram, literalmente, carvão. Só permaneceram os ossos. O trabalho com DNA a partir do osso é extremamente difícil e quando o osso passa por uma alta temperatura acaba degradando o DNA. Dessa forma, a qualidade e a quantidade do DNA diminuem. É daí que vem a dificuldade da identificação”, explicou o coordenador geral de pericias do Estado, Nelson Fermino Júnior.

Após a identificação, o laboratório do IMOL libera o corpo para o perito médico legista fazer a documentação do processo, atestado de óbito e posterior liberação à família.

Acidente – A van transportava comerciantes de Três Lagoas, quando colidiu de frente com um caminhão com placas de Dourados, atrelado ao baú com placas de Douradina. Após o acidente os dois veículos pegaram fogo. A maioria dos ocupantes morreu carbonizada.

Outras duas vítimas, uma mulher e um adolescente que estavam no caminhão foram socorridos até o Hospital Regional de Nova Andradina. O caminhão transportava cerca 30 toneladas de charque. A van seguia duas vezes por semana para o Paraguai, onde os comerciantes compravam produtos para serem revendidos no Shopping Popular.

Das 11 vítimas, três tiveram os corpos liberados para a família no dia seguinte. São eles Miguel Benites Meireles, 38 anos, e os comerciantes Adilson Rodrigues de Souza, 45, e Antonio Pereira Carneiro.




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