A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Domingo, 04 de Dezembro de 2016

27/12/2011 16:19

Flagelo da droga tomou proporções assustadoras em 2011

Viviane Oliveira

RETROSPECTIVA

As notícias envolvendo dependentes químicos ganharam proporções ainda mais graves

Dependente química com a filha de três meses no colo. (Foto: Viviane Oliveira) Dependente química com a filha de três meses no colo. (Foto: Viviane Oliveira)

Dependente química mãe de três crianças vive na miséria, pai espanca bebês de 9 meses, usuário de droga morre após se jogar de uma passarela no rio Anhanduí. São notícias que marcaram 2011 e revelam o flagelo da droga que a cada ano toma proporções assustadoras em Mato Grosso do Sul.

Há quatro anos a dependente química Laurilê da Silva, 26 anos, mãe de três crianças vive na miséria por causa do vício. No dia 23 de maio por volta das 14 horas o Corpo de Bombeiros foi acionado para atender uma ocorrência de possíveis maus-tratos no jardim Noroeste, em Campo Grande. Quando chegaram ao local, se deparam com um lugar insalubre e o bebê chorando.

Um vizinho que chamou os militares após ouvir a criança chorar muito. Segundo ele, o bebê chorava de fome e a mulher sob efeito da droga não conseguia acordar. Conforme informações dos vizinhos, o episódio se repete quase todos os dias.

Dependente de pasta base de cocaína, Laurilê morava com o marido, também usuário de droga, uma criança de quatro anos que passava a maior parte do tempo na creche e o bebê. O filho mais velho do casal, de 10 anos, estava com a sogra dela.

Na época da reportagem na residência não tinha fogão muito menos botijão de gás, na pia da cozinha havia restos de comida estragada e louças sujas.

Após a reportagem do Campo Grande News por decisão da Justiça, os três filhos de dependente química que vivia com dois deles em situação de miséria, no Jardim Noroeste, em Campo Grande, foram para um abrigo.

Caixão com corpo de dependente químico é retirado do rio Anhanduí. (Foto: Pedro Peralta)Caixão com corpo de dependente químico é retirado do rio Anhanduí. (Foto: Pedro Peralta)

Em Dourados, um homem de 33 anos dependente químico e alcoólatra espancou dois bebês gêmeos de 9 meses com um relho - uma espécie de chicote feito de couro cru. O crime ocorreu em maio no bairro Parque dos Coqueiros. Os bebês, um menino e uma menina, sofreram cortes profundos no rosto e lesões por todo o corpo, inclusive braços, barriga e cabeça.

Eles foram socorridos pelo Conselho Tutelar, avisado por vizinhos, que ouviram o choro dos nenês. Os bebês foram levados para o Hospital Universitário, onde ficaram por vários dias internados.

A mãe, uma adolescente de 15 anos, disse ao Conselho Tutelar que tentou socorrer os filhos, mas foi impedida pelo agressor. Ela afirma que o pai dos bebês é alcoólatra e dependente químico. Ele fugiu do local antes da chegada do Conselho Tutelar. O outro filho do casal, uma criança de 2 anos, presenciou toda a agressão.

O flagelo da dependência química fez mais uma vítima no início do mês de dezembro, em Campo Grande. Joaquim Moreira Alves, 30 anos, morreu após se jogar de uma passarela no rio Anhanduí, na avenida Norte-Sul.

No local, dois irmãos dele relataram que Joaquim era dependente químico e desde a adolescência estava devendo muito para traficantes. Ele também sofria de esquizofrenia, conforme os irmãos. A irmã, com quem ele morava, disse que a última pessoa com quem o rapaz conversou foi ela, para dizer que não deixaria que o matassem.

Internação - A Comissão Especial de Políticas Públicas de Combates às Drogas aprovou no último dia 7 de dezembro relatório apresentado pelo deputado federal Givaldo Carimbão (PSB-AL), que trata da repressão ao tráfico de drogas e recomenda a aprovação de 11 projetos de lei que tratam do assunto.

Entre as propostas que constam no relatório está a que prevê a internação involuntária de dependentes de drogas a partir de recomendação médica, desde que temporária para evitar a caracterização de cárcere.




Digas não...

Quando a estrada do tempo nos mostra o caminho certo

Estamos já à meia vida isto trago de concreto

Quando da vida passamos de meia idade a viver

Como passas rapidinhas isto és bom de saber



Fico olhando estes jovens que hoje deixam de viver

Trocando sua liberdade em buscas de mau prazer

Achando que liberdade é esta forma de viver

Amando as drogas que usam e vivendo a padecer



Chegam a morrer ainda crianças e nem sabem o que é viver

Este monstro que abomino e muitos pais fazem sofrer

Sugam nestes jovens que as usa toda vida a viver

Deixam além destes corpos... Para quem quer aprender



Muitos exemplos distintos que eras pra aprender

Quem ganhas com estas drogas. Só mesmo quem vem vender

O jovem perde a vergonha e roubas para se ter

As famílias em desespero nada conseguem fazer...



Vejo sempre nestes dias que lagrimas me faz verter

Alguns jovens implorando chegando mesmo a fazer

Dos corpos algumas trocas para esta droga as terem

Querias que estes jovens ainda de condição...



Que estivessem em tempo de ainda dizer um não

Escolhessem com carinho e a vida viver então

Lembrando que estas drogas acabam com as razões

E somente os traficantes levam boa posição.



As famílias se acabam. Disto podem ter razão

Antes de dizerem sim, pensem em todos seus irmãos

Nos pais que muitos os amas e como ficariam então

Ver seus filhos drogados... Mendigos por profissão.



Na maioria dos casos que já vi por onde andei

Muitos pais chegam implorar para a morte os ter

Pois morre em todos os instantes onde vê os filhos sofrer

Só descansam quando o filho a morte vem recolher...



O traficante feliz em sua casa moderna andando de carro novo

E freqüentando as festas... O infeliz do drogado vendendo até as cuecas

Você que ainda pode a este dizer um não, saia fora desta roubada e salve a vida irmão.



Use sua inteligência e veja o traficante... Não usa. Apenas e te vende

E então se fosse algo de bom ele também usaria

Mas só você que é bobo e caiu nesta armadilha

Além de morrer bem novo. Acabou com sua família.

(ZILDO 21/12/11
 
zildo de oliveira barros em 28/12/2011 08:06:09
Enquanto isso nossos governantes estão preocupados com outras coisas, como por exemplo a eleição do ano que vem. Famílias estão sendo destruídas pela droga e para onde levar aqueles que querem sair do vício como a Laurile e seu esposo? Cadê as clinicas de recuperação municipal e estadual? Será que isso é menos importante do que asfalto e avenida? A maioria dos furtos estão relacionados a drogas.
 
sidnei garcia em 27/12/2011 11:07:44
imagem transparente

Classificados


Desenvolvido por Idalus Internet Solutions