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Campo Grande, Sábado, 24 de Setembro de 2016

27/10/2015 07:50

Aluguel pesa no bolso e obriga empresários a mudar para bairros

Mariana Rodrigues
Na Avenida das Bandeiras, é possível encontrar vários estabelecimentos com placas de aluga-se.(Foto: Gerson Walber)Na Avenida das Bandeiras, é possível encontrar vários estabelecimentos com placas de aluga-se.(Foto: Gerson Walber)

O aluguel alto tem sido o vilão nas finanças de muitos empresários de Campo Grande. Com imóveis que chegam a custar R$ 8 mil por mês, comerciantes estão fechando as portas e mudando o ponto em busca de salões maiores e mais baratos. Uma das saídas são os pontos comerciais localizados nos bairros, já que até mesmo as avenidas que possuem comércio forte não são mais consideradas boas opções.

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As reclamações são as mais variadas, mas o campeão continua sendo o valor do aluguel do Centro. O Campo Grande News já havia noticiado que 40% das lojas da área central haviam fechado suas portas devido ao valor dos imóveis e a falta de estacionamento, sendo que o aluguel mais barato na região, na época, chegava a R$ 1 mil.

Betânia Cristina Caprani Ferreira, é um exemplo que busca um aluguel mais em conta e comodidade para seus clientes. Há 18 anos no mesmo ponto, na Avenida Afonso Pena, a proprietária do Fast Suco resolveu mudar de endereço. "O aluguel aqui é muito caro, e como isso iria afetar no preço de nossos produtos, decidimos sair", conta ela que paga R$ 8 mil por mês de aluguel. Outro ponto que pesou foi a falta de estacionamento e o espaço que já estava ficando pequeno para atender a todos os clientes.

"Encontramos um local, na região do São Francisco, nesse novo ponto o aluguel é mais barato e vamos conseguir dobrar a área de atendimento dos nossos clientes", conta ela, que acrescenta ainda que o proprietário do atual prédio não quis negociar o valor do aluguel.

Mesmo estando a tanto tempo no mesmo endereço, e tendo uma clientela fixa ela conta que ao ficar sabendo da mudança de endereço, os clientes comemoram, já que muitos preferem uma área mais próxima dos bairros e longe do Centro, devido as facilidades de estacionamento. "Nos surpreendeu. Algumas pessoas chegam a dar a volta na quadra e como não encontram estacionamento, acabam indo embora", conta.

Outro que decidiu deixar tudo para trás devido o valor do aluguel foi o proprietário da Casa e Cor, que antes era localizada na Avenida Bandeirantes e agora atende na Avendia Prefeito Ludio Martins Coelho, no bairro Oliveira.

Na Avenida Guaicurus a situação não é diferente. (Foto: Gerson Walber)Na Avenida Guaicurus a situação não é diferente. (Foto: Gerson Walber)

O gerente da loja de tintas, Rodrigo Nogueira, disse ao Campo Grande News que a mudança surgiu devido ao aluguel alto na região que gira entre R$ 1.500 e R$ 1.800. Outra reclamação seria a péssima qualidade da via, que possui vários buracos e pouca estrutura. "Ali é uma via muito rápida, ninguém para, as pessoas que frequentam as lojas localizada ali já são freguesas", diz.

Após cinco anos atendendo no mesmo local, Rodrigo comemora a saída do aluguel. "Estamos em um espaço maior, e antes como só atendíamos licitações de órgãos públicos, agora expandimos nossas vendas e atendemos a todos os consumidores e temos ainda um estoque de produtos", conta.

De acordo com a analista do Sebrae, Daniela Rodrigues, nos meses de agosto e setembro foram registrados os menores índices de baixas de cadastro do mês com relação ao MEI (Micro Empreendedor Individual). " Contrapondo esse cenário, aumentou o número de pessoas que procuram o Sebrae para obter informações sobre aberturas de empresas, necessidade de complementar renda ou de ter uma renda, por conta do desemprego".

Outro dado é que no mês de setembro se comparado a julho houve aumento de 65% de clientes que foram fazer inscrições e treinamentos para investir recursos de forma mais adequada. "o que podemos afirmar, que mesmo com cenário de crise, a gente tem aumento na procura por abertura de empresa, capacitação em gestão empresarial", finaliza.

Pesquisa - De acordo com pesquisa da Jucems (Junta Comercial de MS), 173 empresas fecharam suas portas no mês de setembro no Estado. No ano foram 1.562 empresas fechadas. A reportagem visitou as Avenidas Julio de Castilho, Costa e Silva, Bandeiras, Bandeirantes, Salgado Filho e Guaicurus, nesta semana, e constatou vários imóveis fechados.

Com relação as empresas constituídas, foram 417 no mês de setembro. Em 2015 esse número é de 4.609, sendo um dos piores anos. Melhor ano foi registrado em 2009 com 7.793 empresas constituídas no Estado.




Mas a culpa é da prefeitura por superfaturar durante anos e anos o valor dos imóveis em Campo Grande, minha casa valia R$ 120 mil há 7 anos atrás e agora já tá valendo meio milhão, só não tem quem compre por esse valor, mas segundo a prefeitura é isso, e aluguel de imóvel, seja ele comercial ou particular, é feito em cima do valor venal dado pela prefeitura e expresso no IPTU, o resultado é que ninguém mais tem dinheiro pra alugar nada....
 
Max em 27/10/2015 08:30:59
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