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Campo Grande, Quinta-feira, 29 de Setembro de 2016

17/03/2014 17:04

Casas populares são vendidas na internet por até R$ 81 mil na Capital

Aline dos Santos
Imóvel é vendido em site de compra e venda. (Foto: Reprodução)Imóvel é vendido em site de compra e venda. (Foto: Reprodução)

Casas populares em Campo Grande são negociadas pela internet. No site Bom Negócio.com, ao menos três imóveis com valores entre R$ 33 mil e R$ 81 mil estão à venda. Nenhuma casa é quitada e a orientação fornecida pelos vendedores é o contrato de gaveta.

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Sem se identificar, a reportagem entrou em contato com os anunciantes. O anúncio intitulado “Casa da Emha” oferece um imóvel localizado no Jardim Aeroporto. A casa é anunciada por R$ 33 mil, mas ainda há R$ 21 mil para ser pago. A anunciante admite que a forma de negócio tem espantado potenciais compradores. “O pessoal corre disso”, diz a mulher, sobre o contrato de gaveta.

No Parque Novo Século, na saída para São Paulo, um imóvel com três peças é vendido por R$ 35 mil. O informe anuncia que “a casa da pequena da EMHA esta tudo em dia”(sic). O proprietário relatou que comprou a casa em 2006 e, após um ano, em 2007, foi à Emha (Agência Municipal de Habitação) e conseguiu transferir o financiamento para seu nome. Ao todo, as parcelas em aberto somam R$ 10 mil.

Localizada no residencial Ramez Tebet, o terceiro imóvel custa R$ 81 mil. O anúncio destaca que a casa foi ampliada e ganhou piso, forro, calçada e muros. O imóvel ainda tem parcelas no total de R$ 10 mil a vencer. O Ramez Tebet foi construído pelo governo do Estado.

De acordo com a assessoria de imprensa da Agehab (Agência Estadual de Habitação Popular), os imóveis só podem ser comercializados após serem quitados. Toda outra forma de comercialização, incluindo o contrato de gaveta, é irregular. Em média, os imóveis da Agehb têm custo de R$ 40 mil, pagos em até 20 anos.

A reportagem entrou em contato com a assessoria de imprensa da Prefeitura de Campo Grande, mas ainda não obteve retorno sobre as regras de comercialização e transferência de casas da Emha.

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Engraçado, enquanto tem gente que está cadastrada nestes órgãos sem conseguir comprar a casa tem gente que está vendendo e entrando novamente na fila para vender novamente.
Esse contrato de gaveta deveria ser era coibido.
 
Karla Cavalcante de Jess em 18/03/2014 00:45:47
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