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Campo Grande, Terça-feira, 06 de Dezembro de 2016

21/11/2016 15:11

Índice de desistência de contratos de imóveis na planta aumentou 30%

Elci Holsback
Número de contratos desfeitos triplicou em 10 meses (Foto: Alcides Neto)Número de contratos desfeitos triplicou em 10 meses (Foto: Alcides Neto)

A desistência de contratos de imóveis adquiridos na planta triplicou em Mato Grosso do Sul entre janeiro e outubro deste ano, segundo levantamento da ABMH (Associação Brasileira dos Mutuários em Habitação). De acordo com a entidade, a média de destrato é de 8% a 10% ao ano, quando em 2016 os negócios desfeitos já chegaram a 30% das contratações, contabilizando total de 928 contratos desfeitos.

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A base para comparar a evolução do setor habitacional em Mato Grosso do Sul é o mercado goiano, pois, há apenas um ano o Estado passou a contar com a atuação do ABMH. De acordo com a entidade em 2015 a sede atendeu 775 destratos.

Para a consultora jurídica da entidade no Estado, Bárbara Grassi, o atual panorama financeiro do país é apontado como principal causa para essa elevação no número de contratos suspensos. "A crise gerou esse problema. As pessoas não conseguem pagar as parcelas e arcar os demais custos cotidianos, por isso acabam abrindo mão da aquisição do imóvel", justifica Bárbara.

A consultora jurídica destaca ainda que também foi observado aumento no número de pessoas que buscam a entidade para mais informações sobre a melhor maneira de solucionar as pendências junto às construtoras e que o consumidor consegue reaver o valor investido, extraída a taxa de desistência prevista em contrato. "Em geral os acordos ocorrem sem a necessidade de levar o problema à Justiça. As construtoras retém entre 10% e 20% do valor, o que já é acordado em cláusula contratual e o restante o cliente recebe de volta", explica.

Para o mercado da construção civil o impacto desse percentual de destratos é relevante. "Há um reflexo negativo, pois, as construtoras trabalham com a porcentagem de contratos desfeitos previstos. Em menos de um ano esse número triplicar gera queda considerável no mercado habitacional e reflete em todo o segmento, atingindo todas as pontas do setor", avalia Bárbara.

Mesmo diante desse cenário, a ABMH confia na reação do setor no próximo ano, baseada na reação do mercado financeiro nacional. "Nossa expectativa para 2017 é de mudança nesse panorama e a volta do crescimento do setor habitacional. Com o mercado financeiro reagindo, haverá reflexo e menor índice de contratos suspensos", comenta a consultora jurídica da entidade.




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