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Campo Grande, Domingo, 25 de Setembro de 2016

05/08/2015 10:01

Inflação sobe 0,51% em julho e índice é o maior dos últimos seis anos

Priscilla Peres
Redução da alíquota e do preço do diesel contribuíram para redução da inflação no grupo Transportes. (Foto: Fernando Antunes)Redução da alíquota e do preço do diesel contribuíram para redução da inflação no grupo Transportes. (Foto: Fernando Antunes)

A inflação de Campo Grande fechou julho em 0,51%, maior valor dos últimos seis anos, segundo dados do IPC/CG (Índice de Preços ao Consumidor de Campo Grande). Nos sete meses de 2015, a alta acumulada chega a 7,24%, bem acima do teto da meta, o que mostra um cenário preocupante para o custo de vida na Capital.

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O resultado de julho é o segundo menor do ano, mas apresenta uma alta considerável em relação a junho, quando o índice foi de 0,38%. Acontece que historicamente, são os meses de junho a agosto que seguram a inflação em níveis baixos, já que início e fim do ano tendem a ter inflações elevadas.

O coordenador do Nepes (Núcleo de Pesquisas Econômicas da Anhanguera-Uniderp), Celso Correia de Souza, explica que a preocupação neste momento está relacionada ao centro da meta, que a inflação já extrapolou este ano. “O retorno da inflação ao centro da meta estabelecido pelo CMN, que é de 4,5%, só deverá ocorrer em meados de 2016, se as medidas tomadas pelas autoridades responsáveis forem bem-sucedidas, já que as taxas mensais de inflação do ano de 2014 foram muito baixas se comparada com as atuais", diz.

Em relação a inflação acumulada dos últimos 12 meses, Campo Grande soma de 9,39%, muito acima do teto da meta estabelecida pelo CMN (Conselho Monetário Nacional), que é de 6,5%. Pela média histórica, o último ano em que a inflação da Capital extrapolou a meta foi em 2003.

Segmentos - No mês passado, o grupo Despesas Pessoais teve aumento de 2,67%, impactado principalmente por produtos de uso diário como papel higiênico (8,94%), creme dental (5,21%) e xampu (3,42%). Já o reajuste da taxa de água fez com que o Habitação atingisse alta de 1,26%.

Outros grupos que apresentaram elevação em julho foram, Alimentação (0,75%), Saúde (0,65%) e Vestuário (0,19%). Apenas dois segmentos tiveram queda, impedindo maior impacto na inflação. Educação com -0,02% e Transportes (-0,35%), devido a queda na redução do preço do diesel.




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