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Campo Grande, Quarta-feira, 28 de Setembro de 2016

19/02/2016 18:20

Petrobras negocia com a Bolívia parceria para terminar fábrica de MS

Priscilla Peres
Obra da fábrica de fertilizantes foi paralisada há um ano, com 82% do projeto executado. (Foto: Perfil News)Obra da fábrica de fertilizantes foi paralisada há um ano, com 82% do projeto executado. (Foto: Perfil News)

A Bolívia pode ser a nova parceira da Petrobras, para tirar do papel a UNF 3 (Unidade de Fertilizantes Nitrogenados), em Três Lagoas. As obras estão paradas há mais de um ano e a estatal de petróleo e gás daquele país, está cotada para terminar e abastecer a estrutura.

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De acordo com a coluna do jornalista Ancelmo Gois, no O Globo, o presidente da Bolívia, Evo Morales, está em negociação com a estatal brasileira, que procura um parceiro interessado em investir recursos financeiros para terminar os 82% restantes da obra.

O benefício de fazer negócio com a estatal boliviana é que não faltaria gás natural para abastecer a fábrica, já que o gás que chega ao Mato Grosso do Sul vem justamente da Bolívia.

O gasbol (gasoduto Brasil-Bolívia) é operado pela GTB na Bolívia e pela TBG no Brasil. A TBG também pertence a Petrobras e por isso, a empresa constroi suas fábricas para operar com gás natural. Uma forma de economizar com combustível, já que não paga pelo gás consumido.

Isso acontece na usina termelétrica Luis Carlos Prestes, em Três Lagoas, que também pertence a estatal. Todo o gás natural utilizado pela unidade é passado como cogeração pela MSGÁS (Companhia de Gás Natural de Mato Grosso do Sul), ou seja, não há um pagamento efetivo.

Parceria - No início do mês, o jornal Valor Econômico noticiou que a Petrobras venceu uma licitação para explorar um campo de produção de gás na Bolívia, no Departamento (Estado) de Santa Cruz, região que abriga as maiores reservas de gás natural do país.

Para a exploração, a Petrobras vai firmar acordo com a estatal boliviana YPFB e os trabalhos podem começar ainda este ano. O contrato entre Petrobras e YPFB prevê a exportação de 30 milhões de metros cúbicos diários de gás ao Brasil, através do gasoduto Brasil-Bolívia.




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