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Campo Grande, Terça-feira, 06 de Dezembro de 2016

05/07/2016 16:46

Loubet segue agenda normal de shows e só será ouvido pela polícia na outra 6ª

Paula Maciulevicius
Loubet em show na cidade de Vista Alegre do Alto, em junho.  Loubet em show na cidade de Vista Alegre do Alto, em junho.

O cantor Loubet só sera ouvido pela Polícia Civil de Sidrolândia na sexta-feira da próxima semana, dia 15, depois de quase completar três semanas desde o acidente em que se envolveu, ao dirigir bêbado pela BR-060. A agenda de shows do sertanejo segue normalmente, com apresentações do dia 8 até o final do mês, em Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Santa Catarina, Espírito Santo e São Paulo.

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Loubet se acidentou na manhã do último dia 27, uma segunda-feira, quando invadiu a pista contrária. Ele seguia de Sidrolândia para Campo Grande. Segundo o boletim registrado pela PRF (Polícia Rodoviária Federal), Loubet estava embriagado quando perdeu o controle da caminhonete Ranger e parou na ribanceira. O bafômetro constatou 0,64mg de álcool por litro de sangue, enquanto o aceitável é até 0,05mg/l.

Encaminhado para o hospital de Sidrolândia, Loubet não foi preso em flagrante, o que gerou revolta principalmente de quem quase foi vítima dele na estrada, prestou os primeiros socorros e gravou as imagens do cantor. O consultor técnico GersonLuis Andrade, que viaja o Estado trabalhando teve de desviar para não bater de frente com a caminhonete de Loubet. Ouvido pelo titular da Delegacia em Sidrolândia, Carlos Eduardo Trevelin Millan, na sexta-feira, dia 1º de julho, Gerson praticamente desenhou no depoimento. 

No dia do episódio, o Lado B questionou a PRF que atendeu a ocorrência por que Loubet não foi preso e a justificativa foi de que ao ser encaminhado para o hospital da cidade, cabia à Polícia Civil efetuar a prisão. A instituição por sua vez respondeu que não possuía efetivo para ir até o hospital, distante uma quadra.

Para Gerson, o delegado confirmou não ter pessoal para a diligência e ainda disse, segundo o consultor, que era papel da PRF. "Aí fica esse jogo de empurra", resume. Ele ainda completa dizendo que se tivesse sido uma batida, ontem seria a missa de sétimo dia dele. "É um absurdo sabe? Se fosse qualquer um eu queria ver... Teria sido preso. Agora é esperar a boa vontade dele de poder ir lá", diz.

O consultor também deve vir a Campo Grande registrar um boletim de ocorrência contra o empresário do cantor. "Ele saiu dizendo por aí que eu estava mentindo", fala revoltado.




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