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Campo Grande, Sábado, 03 de Dezembro de 2016

18/09/2014 06:41

Organizadores ameaçam processar cliente brigão e devem melhorar casa de shows

Paula Maciulevicius
O episódio de estreia da Diamond Hall não foi dos melhores. (Foto: Marcelo Callazans)O episódio de estreia da Diamond Hall não foi dos melhores. (Foto: Marcelo Callazans)

Quem foi ao show do Zeca Pagodinho no último sábado, na inauguração da nova casa de eventos de Campo Grande, a Diamond Hall, percebeu algumas falhas. A acústica, ou melhor a falta dela, não deixou o público da área VIP ouvir a apresentação. Quem também não estava no setor de mesas, local mais privilegiado da noite, reclamou de ter de usar banheiros químicos, mesmo pagando cerca de R$ 130,00 pelo convite. Já nas mesas, uma briga entre clientes deve fazer com que a empresa responsável pela produção acione a Justiça contra o causador da confusão.

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O Lado B procurou um dos organizadores, o promotor de eventos, Jamelão, que admitiu as falhas e fez questão de frisar que duas reuniões entre a produção e a diretoria da casa já aconteceram de sábado para cá, justamente, para resolver o que não deu certo no show de inauguração e garantir conforto no próximo evento, que tem Lulu Santos como atração em novembro. 

A primeira falha listada por Jamelão se refere ao acesso. A única entrada é pela Avenida Mato Grosso e o engarrafamento é inevitável. Quem usar do bom senso, vai recordar que a maioria dos locais na cidade sofre do mesmo problema. A questão é que no sábado do show, havia outro evento ao lado, no Golden Class, um pouco mais à frente, o que tumultuou ainda mais a entrada. "Ali é só se a prefeitura mexer no canteiro. Não tem como. São duas faixas para um público de 3,5 mil e 4 mil pessoas", pontua Jamelão.

Serão 11m de área VIP de cada lado, o mapa ilustra como ficará o ambiente.Serão 11m de área VIP de cada lado, o mapa ilustra como ficará o ambiente.

Quanto aos banheiros químicos, únicos disponíveis para o público da área VIP, Jamelão explica que o problema foi a falta de tempo para finalizar a obra. "Não vai ser mais banheiro químico. Certeza que não vai ser. Está começando a obra dos banheiros e se não ficar pronta até o Lulu Santos, serão banheiros de container, como os de praia, mas químico não existe mais esta possibilidade", afirma.

O número de mesas nos setores A e B do show de Zeca Pagodinho de certa forma extrapolaram, fazendo com que a área VIP ficasse realmente no fundão. Questionado se distribuir ingressos dessa maneira dá certo, Jamelão defendeu que sim e que para o próximo show, em novembro, as mesas serão diminuídas e a área VIP vai ficar ao redor do salão, em "U", de uma ponta do palco à outra. Não somente ficar restrita ao fundo.

Segundo a produção, no sábado foram 166 mesas, contra as 99 previstas para o show de Lulu Santos. Fazendo as contas, serão menos 500 pessoas. Em compensação, a área VIP será aumentada. "Serão 2,5 mil pessoas na área, ela não é longe, fica a 27 metros do palco. Serão 11 metros de área VIP de cada lado", aponta. 

Para melhorar a acústica, Jamelão volta a dizer que na inauguração a estrutura ainda não estava finalizada. "Para o Lulu, vai ter a forração acústica nas paredes laterais que sai da parede do palco até o fundo. Tem toda essa forração que não deu tempo de instalar", justifica.

Confusão - Um dos momentos tensos da noite foi a briga na área das mesas, que pode ser vista de longe. Sem exageros, cadeiras voaram e assustaram o público. O tumulto ocorreu depois de discussão porque uma das mulheres dos envolvidos estava vendo o show em pé, à frente da mesa do "causador" da confusão, um jovem, que teve o nome preservado. Antes da violência explodir, gelo foi jogado até culminar nas "cadeiradas". Os seguranças conseguiram conter a briga, o dono da casa acompanhou toda a ação até o rapaz ser retirado da festa.

Em décadas de trabalho, Jamelão fala que a Pedro Silva Promoções, responsável pela apresentação do  dia 13 de setembro, nunca teve um episódio assim. "Tanto a Diamond, quanto a Pedro Silva encaminharam os dados dessa pessoa causadora do problema ao departamento jurídico. Estamos entrando com pedido de perdas e danos para inibir uma pessoa desse nível a fazer a mesma coisa em outros eventos".

A Diamond Hall foi assunto de matérias do Lado B por duas vezes. A estrutura é grande e luxuosa, com lustres, banheiros decorados e hoje comporta a maior capacidade de público em Campo Grande. É um ganho para a cidade, não dá para negar, reforça Jamelão. "A gente quer sim melhorar e estamos tendo o trabalho de ligar para todas as pessoas da mesa para ouvir as sugestões. Esta foi a primeira, a abertura, tiveram problemas, mas tudo vai ser resolvido e vamos continuar trazendo shows, com a abertura da Diamond Hall, que até então não cabiam na nossa cidade", resume Jamelão. 

O proprietário da casa de shows, Fernando Caneppele, negou que tenha a intenção de processar o cliente que provocou a briga. Sobre o problema com os banheiros químicos, ele sustentou que foi contra, desde o início, o uso deste tipo de estrutura e que a princípio o show não previa área VIP. (matéria editada às 11h23 para acréscimo de informações).




Propaganda enganosa isso sim...construir um espaço e vendê-lo como sofisticado, enquanto oferece banheiro químico...não tem acústica...
Qual é o interesse de um empresário desses? Constrói e nem pensa na adequação do espaço para o próprio fim...é um desrespeito com os clientes.
Eu estava pensando em ir ao show do Lulu, mas com essa notícia, que confirmou minha desconfiança, já não vou mais.
Pra ouvir show ao vivo com som de qualidade de rádio dos anos 40, prefiro plugar um bom Home theater no youtube....
Os artistas, coitados, tem que se submeter a esses tipos de situação, também. Ninguém merece! Se fosse pra inovar mesmo em Cg, que fosse construindo um local realmente decente! É só status mesmo...decoração a gente manda fazer, o que importa é a acústica...se não tem...não muda nada! Triste.
 
Jessica C em 18/09/2014 12:27:02
Mania de querer levar vantagem, em resumo a organização só se preocupou com os lucros $$$$$$$$, mania de inaugurar obras inacabadas, estive lá e ainda bem que o ZECA PAGODINHO valeu a pena, pois até mesmo uma água era difícil de conseguir isso porque era OPEN BAR, uma dificuldade e em certo momento em um dos "bares" não tinha mais nada.....um horror.....falam tanto dos lustres que parece até uma loja de iluminação......eu heim......DIAMOND HALL.....PROPAGANDA ENGANOSA
 
Maria j.j.Santos em 18/09/2014 12:10:00
QUE ABSURDO. TANTO INVESTIMENTO EM APARÊNCIA, LUSTRES, OURO, TAMANHO, E BANHEIRO QUIMICO? ECAAAAA QUE VERGONHA. CADE A FISCALIZAÇÃO DO CAU (ANTIGO CREA) QUE DEVERIA AVALIAR ESSA SITUAÇÃO PARA LIBERAR? E A PREFEITURA PRA DAR O ALVARÁ? UMA UNICA ENTRADA? GENTE ISSO É UM DESRESPEITO COM O CONSUMIDOR.
É UMA VERGONHA COMO PODE ESTAR FUNCIONANDO UMA COISA DESSA SEM INFRAESTRUTURA. SE NAO ESTA COMPLETA A OBRA PQ ESTÁ JA FUNCIONANDO E ENGANANDO O CONSUMIDOR?
 
LUCIANO MARQUES em 18/09/2014 09:41:35
Nossa tanto nhé nhé nhé pra inauguração do espaço futuristico que Campo Grande nunca teve, um salão de eventos como nunca visto e blá blá blá e o lugar tem até banheiro quimico? Banheiro quimico? Minha nossa heiin??????!!!!!>>> Não era pra ter banheiro quimico nem pra emergencia, o minimo que se espera de uma casa do porte que foi anunciado são banheiros bem feitos para todo o publico da casa e mais 20%, se isto é o melhor que conseguimos fazer, infelizmente Campo Grande engatinha a passos lentos pro futuro.
 
maximiliano rodrigo antonio nahas em 18/09/2014 08:28:47
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