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Campo Grande, Segunda-feira, 05 de Dezembro de 2016

21/09/2016 12:35

Formação de mudas reúne produtores em minicurso no Dia da Árvore

Renata Volpe Haddad
No viveiro de mudas da Águas Guariroba, são produzidas 50 mil mudas por ano de 38 espécies. (Foto: Fernando Antunes)No viveiro de mudas da Águas Guariroba, são produzidas 50 mil mudas por ano de 38 espécies. (Foto: Fernando Antunes)

Para mostrar o processo de produção de uma muda de árvore e conscientizar sobre a importância do reflorestamento, nesta quarta-feira (21), Dia da Árvore, um minicurso voltado para produtores rurais que têm propriedades na área de proteção ambiental do córrego Guariroba e alunos do curso de Biologia da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), está sendo realizado no viveiro de mudas da Águas Guariroba, no Jardim Colorado, em Campo Grande.

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A atividade mostra técnicas de cultivo, plantio e manutenção de árvores nativas do cerrado. No viveiro, são produzidas 50 mil mudas de 38 espécies, sendo que o plantio adequado para essas mudas começa agora, na primavera. Para quem se interessar, a empresa faz a doação de mudas.

De acordo com o coordenador de meio ambiente da Águas Guariroba, Fernando Garai, o minicurso está sendo ministrado para mostrar o trabalho que se tem para desenvolver uma árvore. "Sabendo de todo o processo de produzir a muda, o cidadão que receber essa planta vai se conscientizar e vai manter com mais cuidado a muda", afirma.

Garai diz ainda que são os produtores que executam os projetos de plantio de muda na APA (Área de Proteção Ambiental) do Guariroba. "É muito importante dar capacitação aos produtores para que as mudas tenham sobrevida e virem árvores, ainda mais em uma região como a bacia do Guariroba que estava degradada".

Mudas são doadas pela Águas Guariroba a quem se interessar. (Foto: Fernando Antunes)Mudas são doadas pela Águas Guariroba a quem se interessar. (Foto: Fernando Antunes)

O casal Elza Gonçalves de Faria e Wilson Teodoro de Faria tem uma fazenda há quatro anos na reserva do guariroba. De acordo com Elza, quando compraram a propriedade, acharam que a parte ambiental estava conforme mandava a lei. "Mas infelizmente não foi isso que vimos com o tempo. Observamos que uma grande parte ambiental estava por fazer e que precisamos reflorestar a área".

Segundo Wilson, na fazenda há uma grande área de pasto que está degradada e agora a intenção é tirar o capim para plantar as árvores. "Como a área de reserva legal aumentou, vamos arborizar uma grande parte da fazenda, mas não tenho ideia ainda de quantas mudas vamos precisar, só que este evento no viveiro está esclarecendo muitas dúvidas que eu tinha", diz.

Para a analista de conservação do WWF Brasil e líder de projeto da Água Brasil, Flávia Acceturi Szukala Araújo, a principal importância de trazer o público para o viveiro, é de mostrar todo o processo de produção de uma muda. "Temos trabalhado com os produtores da bacia do guariroba mas a muda chega pronta para eles. Com esse conhecimento de produção, os produtores passam a saber que até estar pronta para ser plantada, demora um ano e que a muda precisa de cuidado", informa.

Ainda segundo Flávia, a bacia do guariroba há oito anos, estava degradada. "Hoje começamos a reverter este quadro, desenvolvendo um trabalho de implementação de práticas socioambientais que garantam a segurança hídrica da população, já que a bacia é responsável por 50% da água da população campo-grandense".




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