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Campo Grande, Terça-feira, 06 de Dezembro de 2016

13/07/2015 13:04

Idosa registra, em vídeo, brincadeira entre arara-canindé e seus cachorros

Liana Feitosa
Aves visitam dona Silvana há cerca de três anos. (Foto: O Pantaneiro)Aves visitam dona Silvana há cerca de três anos. (Foto: O Pantaneiro)

Há cerca de três anos um casal de araras-canindé visita a casa da apicultora Maria Silvana, de 65 anos. Ela mora há 14 no bairro Guanandy, na cidade de Aquidauana, a 135 quilômetros de Campo Grande. A amizade se tornou tão grande que até os cachorros da casa interagem com as aves.

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As araras são livres, mas aparecem na casa de Silvana duas ou mais vezes por dia. "Logo percebi que elas queriam brincar, elas ficavam pelas árvores e pelo quintal da minha casa sem medo", conta dona Silvana ao Campo Grande News.

A amizade entre as araras e a família de dona Silvana começou com o Amigo, o cachorro dela. Quando as aves começaram a aparecer, Amigo era filhote. "Quando o Amigo era pequeno ficava quase o dia inteiro brincando com a arara. Só que agora o Amigo tá adulto e não dá muita atenção para elas, mesmo assim, elas ficam aqui por horas", detalha.

Brincadeira - Com a frequência da convivência, as aves tomaram a liberdade de até entrar na casa da apicultora. "Se eu deixo as portas abertas elas entram e ficam dentro de casa. Esses dias, a Mimi (a pinscher da dona Silvana) saiu correndo pra fugir da arara. Ela entrou no quarto correndo e subiu na cama, mas a arara foi atrás e subiu na cama também, tentando brincar com a Mimi", lembra.

"Foi aí que eu pensei: não posso deixar de registrar isso! Corri nas minhas coisas e peguei a câmera pra gravar", finaliza Silvana.

A proximidade entre as aves silvestres e dona Silvana é tão grande que, quando a apicultora recebe visitas em casa, as araras parecem sentir ciúmes dela. "Elas ficam em volta, marcam presença e não vão embora enquanto a casa não esvazia", diz.

Inteligência - De acordo com o doutor em Ecologia, professor José Sabino, da Universidade Anhanguera-Uniderp, esse tipo de comportamento pode ser explicado pela inteligência dos psitacídeos. É nessa família que se encontram araras, papagaios e periquitos.

"As araras, e os psitacídeos em geral, são aves muito inteligentes e tem uma memória muito boa. Se a experiência que essas aves têm com determinando ambiente é boa, elas voltam. Isso é o que chamamos de habituação do animal", explica o especialista.

É por isso que as aves sempre voltam para a casa de dona Silvana, mesmo quando ficam alguns dias sumidas.
"Elas também são muito adaptáveis, inclusive ao ambiente urbano. No entanto, deve-se evitar ao máximo essa interação entre animais silvestres e humanos", alerta o professor.

"Estimular comportamento de proximidade entre animais silvestres e humanos abre as portas de doenças, que podem ser transmitidas tanto do humano para o animal, quando do animal para o humano", detalha.

Vídeo - Confira o registro feito por dona Silvana, que flagrou a arara brincando com a pinscher Mimi. O material foi cedido pelo site O Pantaneiro:

 




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