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Campo Grande, Domingo, 04 de Dezembro de 2016

03/11/2016 22:22

Instituto nacional apresenta projeto para MS reduzir atropelamento de antas

Fernanda Yafusso

Em apenas três anos 250 antas morreram atropeladas em rodovias de Mato Grosso do Sul, sendo 93 na BR-267; 74 na MS-040 e 46 na BR-262. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (3) durante uma reunião técnica realizada no gabinete do Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul).

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O estudo elaborado e apresentado por pesquisadoras do IPE (Instituto de Pesquisas Ecológicas), foi realizado através de uma iniciativa nacional para a conservação da anta brasileira, e monitorou um total de 1.300 quilômetros de forma sistemática ou aleatória.

A reunião técnica entre representantes da Semade (Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico), Imasul e a 34ª Promotoria de Justiça de Campo Grande, foi o primeiro passo para buscar a redução no número de atropelamentos e também para manter a segurança dos usuários das estradas.

Pesquisa - Durante a reunião, as pesquisadoras do instituto Patrícia Medici e Fernanda Abra apresentaram os resultados do monitoramento de atropelamentos de Anta Brasileira.

Em 10 metros de oito rodovias sul-mato-grossenses, que incluem três rodovias federais (BR-267, BR-262 e BR-163) e cinco rodovias estaduais (MS-040, MS-080, MS-134, MS-145 e MS-395, aproximadamente 93 animais morreram na BR-267 e 74 na MS-040.

Soluções também foram apresentadas durante o encontro para que os números diminuam. Entre eles os mais eficazes, segundo as pesquisadoras, seriam o passador de fauna e o cercamento para os animais.

Foi comprovado também, durante a pesquisa, que as placas de sinalização ao longo das rodovias, possuem eficiência zero. Ainda segundo a pesquisa, durante os seis anos de monitoramento, 18 pessoas morreram em acidentes envolvendo os animais nas rodovias e 20 pessoas ficaram feridas nesse mesmo período.

Idade - Só na MS-040 das 49 carcaças de antas encontradas vítimas de atropelamentos, 17 eram machos, 7 fêmeas e 25 eram de sexo não determinado devido às condições da carcaça. Já as idades dos animais, 30 eram adultas, 10 sub-adultas, 3 filhotes ou juvenis e 6 eram de classe de idade não determinada devido às condições da carcaça.

Nas demais rodovias, 165 antas foram atropeladas entre abril de 2013 e novembro deste ano. 32 eram fêmeas, 55 machos e 78 de sexo não determinado devido às condições da carcaça. Já as idades eram de 96 adultas, 25 sub-adultas, 9 filhotes ou juvenis e 35 de classe de idade não determinada devido às condições da carcaça.

Pontos críticos - Dados coletados durante a pesquisa demonstram que alguns trechos das rodovias monitoradas possuem situações mais críticas de atropelamentos, esses trechos foram chamados de hotspots. Na BR-267 foram registrados 3 hotspots; na BR-262 sentido Campo Grande – Três Lagoas foram 3 hotspots. Já na MS-040 o monitoramento apontou a existência de 4 hotspots.

Segundo o levantamento, os pontos críticos em algumas regiões podem ocorrer em razão de uma provável estrutura da paisagem, como presença de corpos d’água, fragmentos florestais e oferta de recursos alimentares. Situações que são determinantes para que os animais utilizem mais ou menos, alguns trechos da rodovia.




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