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Campo Grande, Terça-feira, 06 de Dezembro de 2016

21/10/2016 13:20

Contra desânimo e voto nulo, Rose prioriza pé no chão e bons números

"Mais do que alguém não votar em mim, me preocupa o fato de a pessoa não querer participar", diz a candidata

Aline dos Santos
Rose é candidata a prefeita e participa de nova rodada de entrevista no Campo Grande News. (Foto: Marcos Ermínio)Rose é candidata a prefeita e participa de nova rodada de entrevista no Campo Grande News. (Foto: Marcos Ermínio)

Com redução de 15 para dois candidatos, um retumbante silêncio de 114 mil eleitores que não foram às urnas, campanha pelo voto nulo que prega a fictícia “Conceição” na redes sociais, o segundo turno da eleição tem sido de pé no chão para Rose Modesto (PSDB). Ao passo que as propostas inflam a propaganda eleitoral, a candidata afirma que há caminhos concretos para melhorar a eficiência da arrecadação.

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“Teve um fato novo. O número de pessoas que não foram votar. A gente teve que 'apertar' a campanha para chegar pessoalmente nesse eleitor. Temos feito, em média, de três a quatro caminhadas por dia. Para poder alcançar os eleitores que estão desanimados, que não quiseram escolher. O segundo turno tem sido mais puxado ainda, as nossas andanças por Campo Grande, pelos bairros, pelas casas”, diz Rose, que veio ao Campo Grande News nesta sexta-feira (dia 21). Na primeira etapa da eleição, ela obteve 26,62% dos votos. Enquanto Marquinhos Trad (PSD) teve 34,57%. 

Ainda sobre a desmotivação do eleitorado em Campo Grande, a candidata pede que as pessoas não deixem de fazer sua escolha nas urnas. “Mais do alguém não votar em mim, me preocupa o fato de a pessoa não querer participar. Por que não se trata só de uma eleição, mas é nossa vida. Tem relação com as vagas na creche que nunca tem, com saúde que não tem a qualidade que deveria ter. Tudo isso passa pela política”, afirma.

Aliança - Sobre a busca de apoio dos candidatos derrotados, Rose afirma que adotou o critério da coerência. “Recebemos o apoio do Coronel David e do PPS. Com um perfil muito parecido de plano de governo, de ações. A gente já vinha falando a mesma língua, não tivemos problemas de ataques no período de eleição. A minha preocupação era ser coerente na hora de firmar essa aliança. Claro que a aliança mais importante é com o eleitor. Ele não aceita mais as alianças incoerentes”, diz.

Comida a R$ 2 – Nesta nova etapa, ganhou força na propaganda política a criação de restaurantes com refeição a preço popular em polos industriais e no Centro. A candidata afirma que a inspiração veio do projeto implantado por Geraldo Alckmin (PSDB), governador de São Paulo.

“A dificuldade do trabalhador que sai de casa cedo, tem que preparar a própria marmita. Se ele pode chegar num loca, pegar uma comida feita na hora, é diferente. E para atender as pessoas mais humildes mesmo. O restaurante popular em São Paulo é um sucesso. E como o restaurante não visa lucro, a gente tem condições de manter com pouca estrutura”, diz.

O custeio seria com o valor arrecadado, contrapartida da prefeitura, parcerias como o Mesa Brasil e aquisição de alimentos dos pequenos produtores da zona rural do município.

E o dinheiro? - Apesar das propostas exibidas diariamente no programa eleitoral, o futuro prefeito assumirá com orçamento deixado pelo antecessor e vai depender do vigor financeiro do governo e União. Em Campo Grande, a previsão é orçamento de R$ 3,5 bilhões, mas com destinação já definida. Enquanto só a folha mensal bruta do funcionalismo publico chega a R$ 103 milhões por mês.

A candidata diz que o caminho é a eficiência da arrecadação e não desperdiçar, por exemplo, dinheiro para tapar várias vezes o mesmo buraco no asfalto. “Fazer uma gestão com mais eficiência. Passamos anos gastando a média de R$ 8 milhões por mês para manter o tapa-buraco. Durante todos esses anos, se parte das vias fossem recapeadas, teríamos economizado milhões, milhões e milhões”, diz.

Ela cita que também pretende fazer parceria com o governo do Estado, lutar para aumentar o repasse do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), que a cada um porcento corresponde a mais R$ 80 milhões, fazer obras de drenagem para que os prejuízos com a chuva deixem de consumir R$ 28 milhões e recuperar a arrecadação de ISS (Imposto sobre Serviços) que teve queda de R$ 6 milhões por mês.

“Eu tenho que começar com os mecanismos para aumentar a receita”, diz. Ainda se eleita, ela promete cumprir a Lei do Piso dos professores e não terceirizar a saúde

Entrevista - O Campo Grande News, a exemplo do primeiro turno, realiza rodada de entrevista com os candidatos a prefeito. A participação foi agendada conforme a disponibilidae do candidato e Marquinhos será entrevistado na segunda-feira. 




Como participar de uma eleição aonde nosso município está sem opções.Um candidato pior que o outro. Isso sim é preocupante!!! Eu, infelizmente tenho que votar no menos pior, acreditante que este pode vir a se redimir e conseguir fazer uma boa política, mas o que estamos vendo em debates e propostas fracas, me assusta. São meia dúzia de palavras carimbadas, de efeito, para impressionar o eleitor, mas que não se existe embasamento e estudos técnicos.
Ainda sou adepto da não obrigatoriedade da eleição, pois aí mostraria como o cidadão está indignado e desestimulado com os nossos representantes...não ficaria "forçado" em votar em um político menos pior e forçaria os candidatos a trabalhar mais para convencer que realmente estão preparados para nos representar.
 
Fabio Mendes em 21/10/2016 17:12:06
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